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Imprensa, Violência

A polícia particular

A primeira providência potencialmente positiva do novo secretário de segurança pública do Pará, general Jeannot Jansen, foi determinar o completo rodízio nos efetivos da Polícia Militar que atuam nas ruas. O objetivo é óbvio: prevenir os efeitos da longa permanência na mesma área, da acomodação à corrupção.

Apesar de ser medida ainda recente, O Liberal já a desaprovou. Nota do Repórter 70 de ontem garante: “A bandidagem festeja o integral rodízio dos efetivos policiais na PM. Quem está chegando não sabe quem é quem no submundo do crime”.

A coisa mais simples e eficaz na polícia de hoje é o fornecimento de informações sobre criminosos. O serviço de inteligência da polícia tem um vasto banco de dados digitalizado que pode informar, em segundos, os nomes dos bandidos, suas fotos, onde atuam, como atuam, sua especialidade criminosa, seus prontuários e tudo mais.

Uma equipe que substituir a outra nesse esquema de rodízio se atualiza através do seu celular, sem maior complicação. E se os PMs estão bem intencionados, uma equipe que sai dá as dicas para a que entra, todos embarcados na mesma missão. Se não dá, é porque está mesmo viciada – e nada melhor do que o antídoto da rotação para que um novo grupo perceba as falhas e vícios do anterior. Assim a informação passa a circular, entra no circuito de dados e alimenta a iniciativa saneadora – se quem está na retaguarda pretende mesmo adotá-la.

Dou uma sugestão ao general, que pode servir de prova dos nove para a opinião pública: mande levantar o contingente da PM que está fora dos quartéis, prestando serviços a outros órgãos e a particulares. No dia 21 de janeiro de 2005, quando fui agredido por Ronaldo Maiorana, com a cobertura de dois deles, o “Sadam” e o “Gentileza”, havia aproximadamente 500 nessa condição irregular. É número bastante significativo para fazer falta ao policiamento de rua, em prejuízo da população e em benefício de uns poucos poderosos.

A propósito: será que foi a eles que O Liberal serviu de porta-voz? Se foi, defendeu interesse próprio.

Discussão

Um comentário sobre “A polícia particular

  1. Só no judiciário paraense tem vários e vários, de coronéis a praças.

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    Publicado por Raymundo ALmeida | 25 de janeiro de 2015, 16:50

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