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Cultura

Paulo e os livros

A Feira Pan-Amazônica do Livro é uma preciosa realização cultural que os paraenses devem ao arquiteto Paulo Fernandes Chaves. O secretário de Estado (cuidando da cultura) que por mais tempo (mais de 16 anos) ocupou essa função na história da administração pública estadual, Paulo foi o responsável por 15 das 19 feiras já realizadas em Belém. É um feito.

Uma façanha que cabe principalmente ao próprio secretário. É, ao mesmo tempo, fonte de admiração e de limitação. Paulo Chaves podia ter dividido a tarefa com um conselho consultivo formalmente criado e instalado, com participação real na concepção e execução de cada feira. Melhora o serviço e corrigiria erros que, por falta de crítica externa (ou aceitação de crítica), se repetem e se avolumam, gerados por seu personalismo e centralização.

A feira deste ano é dedicada ao escritor Ariano Suassuna, recentemente falecido, que foi presença constante nesta e em várias outras tertúlias intelectuais promovidas Brasil afora. É uma homenagem justa. A outra referência é aos 120 anos do Tratado de Amizade assinado pelo Brasil e o Japão. Aí, a programação é deficiente.

Há mesas redondas, oficinas, filmes e equivalentes previstos para toda a duração da feira, que terminará no dia 7. Mas nada de mais substancial sobre a atuação japonesa na economia do Pará (onde os japoneses implantaram a oitava maior fábrica de alumínio do mundo), sobre as culturas da pimenta do reino e da juta, com seus elementos de adaptação à paisagem natural e humana, dentre outros temas. Uma lacuna evidente e lamentável.

Ainda assim, a feira é uma oportunidade rara para os amantes do livro, como o próprio Paulo, que se define “um ser livresco, que não sabe viver sem livros”. Lembra da sua época de criança e adolescente, quando usava o Tesouro da Juventude ou coleções similares como a Delta Larousse”.

Quatro anos mais novo do que ele, que completará 70 anos em 2016, quando a feira chegará à sua 20ª edição e Belém completará 400 anos, passei por esses livros na minha formação. A Delta Larousse foi criada em 1960, quando eu tinha 11 e Paulo 15 anos. Até então havia a Enciclopédia Delta, uma preciosidade (para mim melhor do que a que incorporou a Larousse, organizada por Antonio Houaiss) que as gerações do google provavelmente jamais apreciarão.

Discussão

9 comentários sobre “Paulo e os livros

  1. Bom dia Lucio
    vendo e lendo tua labuta na amazônia, com garimpeiros,traficantes,mineradoras, prostitutas, biólogos, políticos, sociólogos, empresários, índios etc. Pergunta, vc já esteve em Havard nāo conheceu um físico q pensa tudo em uma equação. E traganos outras luzes Marcos abs
    obs. penso na alavanca

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    Publicado por marcos | 31 de maio de 2015, 10:11
    • Já estive em Harvard, sim, Marcos, mas não encontrei essa figura. Como seria esse método?

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 31 de maio de 2015, 13:51
      • Seguinte, é intuitivo: os desafios do sec. xx a física quântica e do caos derão boas respostas. A entrada do violino na música clássica (era usado nos cabares) permitiu novos arranjos. Tá ai uma rara oportunidade de vc desmontar esse enigma levando esse pleito a Havard. Lúcio vc tem estatura moral e intelectual de tocar esse novo paradigma.
        Hernan Cortez queimou as Caravelas, não tem volta kkk abs

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        Publicado por marcos | 31 de maio de 2015, 17:01
      • Obrigado pela confiança, Marcos, mas acho que esse barco é grande demais para mim. Vamos deixar o desafio em aberto e o pião girando para quem tiver unha para apará-lo.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 31 de maio de 2015, 18:00
  2. Instituto Santa Fe
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    Home> Notícias> Grupo de trabalho explora maneiras de entender ‘flash mobs da natureza ”
    Grupo de trabalho explora maneiras de entender “flash mobs da natureza ‘
    18 de maio de 2015 10:39
    Na década de 1870, US céus pradaria encheu-se de gafanhotos Rocky Mountain. Em suas maiores enxames, trilhões de insetos desnudada hectares de terras agrícolas em cada minuto como eles varrido do Texas a Colorado.
    Algumas décadas mais tarde, a pandemia da gripe H1N1 registrado pela primeira vez, a gripe espanhola, surgiu perto do final da Primeira Guerra Mundial, matando cerca de cinco por cento das pessoas do mundo.
    Durante as epidemias e pragas de insetos e muitos outros processos ecológicos, oscilações locais em números populacionais das espécies têm sido conhecida a sincronização através de grandes regiões geográficas. Tais, explosões e acidentes em números generalizados extraordinárias foram pensado para ser um efeito da distribuição geográfica de uma subpopulação, e quaisquer aumentos simultâneos ou desce entre outras subpopulações foram muitas vezes atribuídos a condições ambientais de grande escala, como uma seca em todo o continente, que mediu a gama de espécies.
    Recentemente, porém, pesquisadores modelaram sistemas ecológicos onde longo alcance sincronia podem surgir em meio a subpopulações flutuantes.
    O fenómeno é bem conhecido na física – tal como quando os momentos magnéticos de electrões alinhe, formando imans permanentes. Mas na física, sistemas se comportam de acordo com leis bem conhecidas. Ecologia é bastante um pouco mais confusa.
    “A qualidade dos dados é muitas vezes ridiculamente pobres”, diz o ecologista teórico Alan Hastings da UC Davis, e conjuntos de dados ecológicos são normalmente barulhento e espacialmente pequena em comparação com as dezenas de milhares de pontos de dados medidos em estudos da ciência de materiais.
    Apesar do desafio, a detecção de sincronia em biologia vale a pena. A espécie é robusta quando seus bolsões de populações crescem e encolhem de forma independente, mas pode se tornar significativamente mais vulneráveis ​​quando todos os níveis da população são baixos – e um único evento pode desencadear um colapso.
    Hastings, SFI Externo Professor Jonathan machta (UMass Amherst), e Andrew Noble (UC Davis) organizou o grupo invitation-only de trabalho para explorar variações, medidas e indicadores precoces de sincronia em ecologia.
    A reunião é suportada pelo novo programa INSPIRE concessão da NSF.
    Mais informações sobre o grupo de trabalho aqui.
    Leia um artigo sobre seu trabalho na Nature Communications (08 de abril de 2015)
    Leia um artigo sobre seu trabalho no The Epoch Times (19 de abril de 2015)
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    2015/05/22 – Em Huffington Post, um brilhante, conta acessível da física de Distinguished Professor Geoffrey oeste da palestra envelhecimento
    2015/05/18 – história Guardião adverte de torção não-linear na corrida contra a máquina, cita do SFI Brian Arthur x
    2015/05/05 – do SFI Dan Rockmore e Doyne Fazendeiro quantificar complexidade nas instituições financeiras
    2015/04/29 – Fazer Santa Fe, um espaço criado por fabricante da SFI Juniper Lovato, Ginger Richardson e John Miller, é destaque no Santa Fe New Mexican
    2015/04/20 – Nature Reviews Microbiology destaques investigação pela equipe de pesquisa do Omidyar Fellow Eric Libby, o que revela um mecanismo molecular para a mudança de fenótipo em colônias bacterianas
    2015/04/20 – Professor Externo Doyne Fazendeiro pesa sobre as implicações ‘poderosos’ e ‘intelectualmente fascinante’ mudança de tecnologia de previsão em R & D Magazine
    2015/04/13 – Em Neuroscience Letters, Professor Externo Kazuo Nishimura examina a atividade cerebral em pensadores visuais e verbais
    2015/04/13 – A morte eo renascimento das empresas americanas: The Atlantic cobre nova pesquisa SFI por Madeleine Daepp, Marcus Hamilton, Luis Bettencourt, e Geoffrey Oeste
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    oi Lucio ai está um povo bom na Fisica ABS

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    Publicado por marcos | 3 de junho de 2015, 17:06
  3. oi Lucio o ll fisico p ilustrar a minha ideia, agora o pião tá rodando na tua mão rss abs

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    Publicado por marcos | 3 de junho de 2015, 17:13
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    “A cada dois meses, há uma São Paulo de pessoas aparecendo no mundo”, diz Geoffrey West
    Físico britânico participa do Roda Viva para uma discussão sobre o futuro das metrópoles e o crescimento urbano
    Redação: Guilherme Niero Jornalismo

    16/01/15 15:38 – Atualizado em 20/01/15 06:35

    O físico britânico Geoffrey West começou a sabatina no Roda Viva, na segunda-feira (19), falando sobre sua teoria sobre o crescimento das cidades. “Uma das coisas que, com os estudos que eu faço, pode ser comprovada, é que, sistematicamente, quanto maior a cidade, mais eficiente ela é. De uma maneira sistemática, se você olhar cidades do Estados Unidos ou Brasil, enquanto elas crescem, ficam mais sistemáticas. Quanto maior a cidade, maior a média de salários, maior número de rodovias. Mas pode ser ruim também: quanto maior a cidade, mais crimes, poluição e doenças”, explica.

    Cidades e seus legados

    Para West, as cidades foram feitas com o objetivo de facilitar as relações de todos que habitam uma determinada sociedade. “A cidade na maneira que conhecemos hoje, foi uma das maiores invenções do ser humano. Um espaço para interagir com as outras pessoas e aprender”.

    Questionado sobre o legado de cidades como São Paulo, principalmente em relação a práticas ruins como a escravidão, West não acha que só aqui esse tipo de problema influencie. “Cada cidade tem sua própria historia e legado, aspectos como escravidão e outros. Os Estados Unidos também têm um grande histórico de escravidão. Quem tem que ditar o futuro de grandes cidades, independentemente de legados ruins, são os prefeitos. Eles devem facilitar a integração das pessoas nestas grandes metrópoles”, salienta.

    Redes

    West compara o crescimento exponencial das cidades com o das redes sociais. “Se a cidade dobra de tamanho, dentro de um sistema urbano, você economiza 15% de infraestrutura e de renda per capita toda vez que isso ocorre. Toda a vida é sustentada por redes, parecemos diferentes, mas somos versões em larga escala de nós mesmos”, prossegue, dizendo que, “com a universalidade das redes sociais, em nível médio, todos temos coisas em comum, todos temos família, trabalhos, estilos de vidas parecidos.”

    Valendo-se, ainda, da comparação entre redes e cidades, West fala sobre as fórmulas usadas em seus estudos. “Um dos desafios que temos de lidar ao compreender as cidades é a matemática que permeia as redes sociais. Entendendo isso, como se associa e entrega a rede e sua infraestrutura, entende-se os estudos. Há uma teoria matemática pra tudo”, diz.

    Espaço de interação

    O físico británico explica o que deve ser feito para que cidades brasileiras funcionem de acordo com a sua teoria. “O papel de um prefeito é providenciar cultura, prover mecanismos que facilitem a interação, deixando as pessoas livres para levarem suas vidas de forma criativa e significativa. É preciso haver metodologias e incentivos que forneçam espaços e trabalho tanto quanto aumente a interação”, conclui.

    Na sabatina, West comenta também a necessidade que os seres humanos encontraram, desde o início da civilização, de se juntarem uns aos outros. “Quando eu e você fazemos coisas juntos, podemos fazer melhor, criar tempos livres que nos permitem meditar, contemplar, criar ideias e apreciar a beleza. Essa é a ideia de viver em conjunto, que trouxe a ideia de cidades”, completa.

    Antes do final da entrevista, West ainda arrisca uma previsão sobre a população mundial daqui a alguns anos. “A cada dois meses, há uma São Paulo de pessoas aparecendo no mundo. O crescimento não para e, até 2050, deve haver mais de 10 bilhões de pessoas vivendo no planeta”, conclui.

    Participaram da bancada de entrevistadores Ulisses Capozzoli, editor-chefe da revista Scientific American Brasil; João Sette Whitaker, urbanista, professor e coordenador do laboratório de habitação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo; Ciro Pirondi, arquiteto, urbanista e diretor da Escola da Cidade; Sabine Righetti, repórter de ciência da Folha de S.Paulo e autora do blog Abecedário; e Fernando Schüler, cientista político e curador do ciclo de palestras Fronteiras do Pensamento. O Roda Viva ainda conta com a presença fixa do cartunista Paulo Caruso.

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    Publicado por marcos | 3 de junho de 2015, 17:13

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