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Cultura

A cu$tura no Pará

Apenas três integrantes do 14º festival de ópera do Teatro da Paz custaram aos cofres estaduais 74 mil reais de cachês por suas participações. Fernando Meireles recebeu R$ 35,2 mil como diretor cênico da ópera Os Pescadores de Pérola, além da produção de um vídeo mapping.

Carlos Eduardo Moreno teve direito a R$ 23 mil como maestro e coube R$ 16 mil a Joaquim Inácio de Nonno como barítono, ambos na ópera A Ceia dos Cardeais.

Os contratos valem, em tese, até o final do ano, mas, evidentemente, a remuneração é pelas tarefas que desempenharam, livre de quaisquer despesas.

Quanto terá custado todo o festival? Quanto foi a receita? Houve lucro ou prejuízo? De quanto?

A Secretaria de Cultural, responsável pela promoção, podia fornecer os dados concretos e deixar que a discussão sobre o significado desse investimento seguisse livre, mas ancorada em dados concretos.

A eles deviam ser acrescentados os 130 mil reais que a Fundação Carlos Gomes pagou para a empresa carioca Si Thoca Eventos “atender às necessidades da 2ª fase do Festival Internacional de Música do Pará”, encerrado ontem, e mais R$ 25 mil para Shawn Smith atuar como regente, professor, palestrante, orientador e consultor do mesmo festival. E R$ 56,6 mil pela locação do Centro Social Sagrada Família para abrigar os seis dias de duração do festival. Total: mais de 210 mil.

Tudo para a música erudita? Não. A Fundação Cultural do Pará atendeu pedido da Casa Civil e pagou R$ 8 mil para a banda Prestígio do Pará se apresentar em festival de quadrilha de Faro, mas realizado neste final de agosto, talvez porque o município, por ser tão distante da capital, leve tempo para aderir a esse evento junino, em outros lugares realizado em julho (ou quadrilha é outra?).

A antiga fundação Tancredo Neves também pagou R$ 35 mil para a banda Forró do Muido se apresentar no 18º festival do açaí, realizado em Inhangapi durante uma semana, à razão de R$ 5 mil a boa diária.

Isso, enquanto a Fundação Paraense de Radiodifusão aplicará R$ 99 mil em 24 curtas-metragens para exibição na TV Cultura como parte do projeto Sonora Pará.

Total geral só destes itens? R$ 425 mil, quase meio milhão de reais.

Todos os contratos assinados com inexigibilidade de licitação.

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