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Economia, Imprensa

O Basa, a greve e o silêncio

A prodigalidade da atual diretoria do Banco da Amazônia, comandada por Valmir Pedro Rossi, no trato com a imprensa parece estar sendo inversamente proporcional à relação com seus funcionários. A imprensa recebe anúncios, recepções, matérias pagas e outras iniciativas generosas, enquanto o canal de diálogo com os servidores foi cortado.

No quadro geral da greve dos bancários, que persiste, há um capítulo à parte dos engenheiros. Eles já foram punidos, independentemente do resultado do movimento, com o desconto dos seus salários, numa “atitude de perseguição” em represália pelas ações que impetraram na justiça, através do sindicato de classe, para a instituição do piso salarial da categoria no banco.

Os engenheiros punidos relataram que procuraram o sindicato dos bancários, filiado à CUT. Por ter sido o deflagrador da greve, o sindicato talvez pudesse atuar junto ao judiciário para garantir o direito de greve dos engenheiros, mas a diretoria do Seeb–Pa, “sempre alinhada com o governo, lavou as mãos, abandonou seus filiados, esqueceu a solidariedade sindical e, com isso, deixou os engenheiros do Basa sem nenhuma medida de proteção”, denunciaram os engenheiros.

O sindicato da categoria está empenhado em reverter juridicamente a situação. A Aeba, associação dos empregados do banco, em nota que distribuiu, lamentou que a diretoria do Basa tenha tomado a atitude, mas, sem lhe causar surpresa, “dada a truculência de sempre com a qual atua a diretoria”.

Observou ainda que “neste momento em que se desconta o salário dos engenheiros, a imprensa divulga que a pretensão de reajustes dos honorários da diretoria do Banco da Amazônia é de 29,9%, talvez se fosse a mesma, a pretensão de reajuste dos empregados do banco, nem seria necessário greve”, salienta a nota, assinalando que, “podem retirar nosso dinheiro, o nosso direito, mas não a nossa força de luta por respeito, dignidade e justiça”.

A imprensa, obsequiada (ou silenciada) por gentilezas, silencia.

Discussão

5 comentários sobre “O Basa, a greve e o silêncio

  1. Lúcio, depois de tomar conhecimento pelo blog, da nota da Aeba, lembrei-me de um aforisma que diziam bíblico, mas não é. ” Matheus, primeiro os teus”.

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    Publicado por ronaldo passarinho | 23 de outubro de 2015, 22:44
  2. Creio que o banco poderia se manifestar – ” o outro lado” – a respeito, pois quando o cidadão procura o Poder Judiciário para mediar sua lide é porque a quer resolvida da forma mais digna. Sempre, é verdade, poderão haver perseguições, mas o BASA , pelas inúmeras contendas na Justiça do Trabalho, já deve estar escolado contra esses vieses na relação trabalhista, não?

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    Publicado por Arlindo Octávio de Carvalho Neto | 24 de outubro de 2015, 10:57
  3. Muito bom!

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    Publicado por Neynaldo | 26 de outubro de 2015, 19:40

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