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Agricultura, Economia

A soja no rumo norte

Cinco dos maiores produtores de grãos do Brasil já podem se habilitar, em consórcio, ao leilão para a construção e operação do trecho ferroviário de Sinop, no norte de Mato Grosso, a Miritituba, em Itaituba, no Pará. O Ministério dos Transportes aprovou os estudos de viabilidade econômica, técnica e ambiental que elas apresentaram.

A ferrovia, com 920 quilômetros de extensão, deverá custar 11,5 bilhões de reais, um terço do valor da hidrelétrica de Belo Monte, a maior obra em andamento no Brasil. O BNDES se comprometeu a financiar 70% desse valor. Ela terá capacidade para escoar 30 milhões de toneladas, a mesma capacidade que têm as eclusas da barragem de Tucuruí, no rio Tocantins.

Escoará a produção de soja e milho, substituindo outras vias, que atualmente vão para o sul, mas principalmente soja. Não chegará, porém, até Santarém, que já tem o terminal da Cargill. De Miritituba, o produto será reembarcado no litoral do Pará.

A ferrovia foi incluída na segunda fase do Programa de Investimentos em Logística por pressão das tradings Cargill, Bunge, Louis Dreyfus Commodities e Amaggi, Elas participarão de um consórcio, a EDLP, na condição de favoritas. Mas o governo já definiu que receberão ressarcimento de R$ 34 milhões pelo estudo, caso não sejam as vencedoras.

A proposta ainda será submetida a audiências públicas e análise do Tribunal de Contas da União. Só depois a concessão será licitada.

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