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Educação

UFPA: um campus em crise

O campus do Guamá da Universidade Federal do Pará cresceu muito nos últimos anos. Mas dá a impressão de ter crescido mais do que permitem suas pernas. Algumas áreas nas quais surgiram prédios novos parecem já abandonadas ou incompletas.

Há uma aparência de precariedade e de início de retraimento, ou de encolhimento. Em alguns lugares de presença mais recente perpassa um ambiente de guerra. O que foi construído de forma incompleta parece estar sendo corroído pela descontinuidade da ação e abandono dos projetos.

Foi a impressão que tive ao retornar ao campus, na quinta-feira passada, para um debate na área da engenharia. Perdi mais de 20 minutos tentando encontrar o auditório indicado. Caminhos tortuosos e desinformação de alunos e funcionários na tentativa de mostrar o caminho.

Ao finalmente chegar ao local devido, uma sauna intensa por mais de três horas de torneio verbal. Só dois dos seis aparelhos de ar condicionado funcionavam.

Os espaços da burocracia, da direção acadêmica e de alguns redutos individualizados parece em bom ou mesmo excelente estado. Mas os espaços de uso público estão em situação deficiente ou precária. É um absurdo que a Biblioteca Central, em expansão, seja um ambiente hostil aos seus frequentadores. É o símbolo mais fiel dos contrastes e contradições do campus de uma das maiores universidades do Brasil. Infelizmente, não das melhores, muito pelo contrário.

Discussão

8 comentários sobre “UFPA: um campus em crise

  1. Como já relatei aqui: há vários espaços que são supervalorizados e outros que são extremamente discriminados, fazendo da UFPA uma rede de contrastes. Entre os espaços com a segunda característica, há o Campus nomeado “básico”. Coincidência ou não, a Biblioteca Central se encontra lá.

    Esse ano teremos eleições para reitor. Espero que funcionários, alunos e professores lembrem-se das reincidivicações urgentes para a UFPA.

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    Publicado por jonathan | 30 de abril de 2016, 14:17
  2. Os velhos coronéis dos campos universitário vivem até o momento no comando, não permitem ser comandados e quando sai do poder leva com eles o acervo construído fazendo crer na criação ser do criador, então permite destruir o quem de melhor será o pior.

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    Publicado por DENIS DIAS ALVES | 30 de abril de 2016, 14:29
  3. Acesso à auditório em bom estado de funcionamento virou coisa de rico na Ufpa .

    A começar pelo auditório de Instituto de Ciências Jurídicas- ICJ ,lá onde se ensina ” o direito a ter direitos” .

    Pois bem, para se ter direito a promover um debate neste auditório, você tem que desembolsar a modesta quantia de C$ 564,00 reais , mesmo sendo professor ou pesquisador da instituição . Isso mesmo , quinhentos e sessenta e quatro reais , por dia ou tempo de uso . E mais , tem que levar todo o seu “kit” equipamento de som se quiser ser ouvido pela platéia e, ouvi-la . Isso porque a Universidade é Pública Federal , mas parece que neste quesito já deixou de ser Gratuita !

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    Publicado por Marly Silva | 30 de abril de 2016, 15:32
  4. e não é este reitor que vem candidato a prefeito ? minha nossa.

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    Publicado por antonio ronaldo camacho baena | 30 de abril de 2016, 17:25
  5. Antonio ,

    Neste caso não tem nada a ver com o reitor ou a reitoria e sim com a direção do ICJ. Outros auditórios , igualmente setoriais não cobram nada , nem taxas simbólicas , muito menos o valor de um verdadeiro aluguel do espaço . Se ao menos este dinheiro fosse destinado à manutenção dos demais auditórios de uso gratuito , ainda vá lá .Mas os outros estão nesta situação que o Lúcio informou .Aparelhos quebrados e com temperatura ambiente de 30 graus ! Para suportar só com abano ….

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    Publicado por Marly Silva | 1 de maio de 2016, 11:36
  6. Prezado Lúcio Flávio Pinto, Você prestaria um relevante serviço à população do Oeste do Pará se fizesse uma matéria jornalistica investigativa sobre a Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA , aqui em Santarém não tem um Jornalista com coragem para desvendar os caminhos obscuros da UFOPA, acredito que esses Jornalistas estão comprometidos e compromissados com o ” sistema “. Se Você vier ver in loco o Campus Tapajós,é lugar de terra arrasada, as principais obras estão parecendo elefantes brancos, os universitários até a presente data não possuem infraestrutura adequada para seus estudos, desde à época do reitor pró-tempore Seixas Lourenço acontece suspeição de corrupção, a atual Reitora Raimunda Monteiro encontra-se engessada e impotente para reverter a atual situação da UFOPA, a sua rejeição perante a Comunidade Universitária é muito grande, acredito que a Reitora perdeu o controle da Gestão Superior. É preocupante quando percebemos que algo de estranho está acontecendo, setores da Universidade apostam no quanto pior melhor, as obras não avançam, até parece que há um certo lobysmo para beneficiar o proprietário de um surrado Hotel que é alugado para servir de sede provisória do Campus Amazônia na Av. Mendonça Furtado, no valor de aproximadamente R$ 513.000,00, mais de meio milhão de reais mensais.
    Como exemplo a demonstrar está o caso da SINFRA (Superintendência de Infraestrutura) e a Pró-Reitoria de Planejamento ligadas diretamente a reitoria superior, essas Unidades são as grandes causadoras da incompetência que se perpetua na UFOPA. Não quero parecer leviano, mas, com todo cuidado posso afirmar que existem fortes suspeições de corrupção na Universidade, infelizmente os órgãos fiscalizadores ainda não pegaram a ponta do fio da meada, o certo é que a Universidade está em uma situação pré-falimentar. Gostaria se possível que Você me dê uma resposta. Desde já agradeço.

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    Publicado por Professor Santareno | 1 de maio de 2016, 15:21
    • Eu precisaria ir a Santarém para atendê-lo. Espero fazer isso o mais breve possível. Desde já me assustou a Ufopa pagar 513 mil reais por mês de aluguel. A reitora, se tem acesso a este blog, podia responder. E a comunidade aproveitar a provocação para se manifestar. Na semana passada um professor se queixou, através de artigo em O Liberal, do esvaziamento (que ele classificou de evasão de cérebros) do campus do Marajó da UFPA, em Soure. E os demais campi, como estão?

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 2 de maio de 2016, 08:56
  7. Pátria Educadora??? A PresidANTA Dilma está falando a Verdade mesmo?

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    Publicado por MARIVALDO | 1 de maio de 2016, 20:34

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