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Energia, Grandes Projetos, Hidrelétricas

Nossa hidrelétrica em Marte

A segunda turbina da hidrelétrica de Belo Monte entrará em funcionamento na segunda quinzena do próximo mês, dois meses depois da máquina inaugural. Quando a nova máquina estiver conectada à rede nacional, a usina atingirá 10% da sua capacidade nominal, gerando pouco mais de 1,2 dos 11,4 mil megawatts de potência, que equivalem a 15% de toda a geração da hidrelétrica de Tucuruí.

A Norte Energia, concessionária da usina, já começou a preparar a terceira turbina para funcionar, devendo colocá-la no sistema em agosto, assim mantendo a média de uma nova turbina a cada dois meses, até atingir a plena capacidade em 2019, com 18 grandes turbinas na casa de força principal e mais seis pequenas na casa de força secundária. A empresa diz que a energia gerada atenderá 60 milhões de pessoas em 17 Estados brasileiros.

É surpreendente e chocante ver o avanço daquela que pretende ser a terceira maior hidrelétrica do mundo (na verdade, a quarta) e a maior inteiramente nacional sem um acompanhamento crítico das universidades locais. Elas deveriam traduzir para o povo paraense o significado desse impressionante processo de partida de uma usina de energia gigante. Mas parece que essa história se desenrola em Marte.

Discussão

5 comentários sobre “Nossa hidrelétrica em Marte

  1. Lúcio, será que após o episódio do EIA/Rima da Fadesp ser boicotado, desestimulou a UFPA de manter a comunicação social dobre Belo Monte??

    Ficou muito boa a nova fonte e o tamanho que adotou!!

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    Publicado por Thirson Rodrigues de Medina | 25 de maio de 2016, 20:57
  2. Lúcio, a universidade, que deveria, como instituição, assumir-se como “intelectual público”, se mantém à margem (guamaense) não só dos acontecimentos como, obviamente, é incapaz de gerar debate, de intervir nos fatos que a cercam mas que lhe parecem não dizer respeito. É a covardia da abstenção aliada à preguiça de pensar e, ousadia maior, escrever. Seu ativismo está atrelado à rotação dos jovens que lhe ingressam e renovam a palavra de ordem de sempre de uma militância parente daquele Fantasma Que Anda dos quadrinhos.

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    Publicado por Elias Ribeiro Pinto | 26 de maio de 2016, 10:17
  3. Talvez a explicação mais simples e óbvia seja a que a UFPA tenha se beneficiado muito do elefante branco. Novos prédios em Altamira, etc, etc. Para que criticar e monitorar um parceiro que está gerando tantos novos beneficios?

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    Publicado por Jose Silva | 26 de maio de 2016, 10:34
  4. Verdade Lucio Flavio, nós paraenses estamos gerando tanto benefício para o pais com as duas hidrelétricas e nada ganhamos. Nosso benefício é muito maior que esses do petróleo e ninguém da a mínima para isso. Já passou e muito de nós paraenses começarmos a nos mobilizar para termos esses benefícios. Aliás só temos o ônus dessas construções gigantescas e bônus nada.

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    Publicado por marcusbrabo | 27 de maio de 2016, 09:42

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