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Educação

Bode na sala

O governador Simão Jatene não anulou ou cancelou contrato (ou convênio) com a empresa da quadrilha que se utilizava de cursos de inglês para ter acesso aos recursos federais para a educação básica. Simplesmente porque os documentos não chegaram a ser assinados.

Não se sabe que destino tiveram, mas não chegaram a estabelecer uma relação legal entre a Secretaria de Educação do Estado e a BR7 Editora, de Alberto Pereira de Souza Júnior, preso pela Polícia Federal no dia 24, por ordem do juiz Ruben Rollo d’Oliveira.

Mas havia um processo de inexigibilidade de licitação para a contratação da empresa, que, ao custo de 200 milhões de reais, iria ensinar inglês para 110 mil alunos da rede fundamental de ensino. Uma ideia do escandalosamente alto valor do projeto (inversamente proporcional à sua qualidade, dentre outros fatores) é ele representar metade dos recursos do BNDES para o Pacto pela Educação em todo país.

Para preservar a moralidade pública, o governo devia instaurar uma sindicância para apurar como se formou o processo de inexigibilidade de licitação diante da grossa primariedade do produto oferecido e do valor da relação.

O ataque ao Estado foi precedido pelos avanços da quadrilha sobre as prefeituras municipais. O primeiro golpe foi aplicado em Augusto Correa, que pagou 1,8 milhão de reais para que mil alunos passassem a falar inglês (o que não aconteceu). O PIB municipal era inferior a 350 milhões de reais.

Discussão

3 comentários sobre “Bode na sala

  1. Locupletar, escamotear…
    Achei que esses eram os verbos preferidos do PT, todavia, um ledo engano me cercara, ledo engano.. O L.I.M.P.E ainda existe?

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    Publicado por Beto Sali | 26 de maio de 2016, 23:31
  2. O extrato do contrato foi publicado no DOE, portanto, houve assinatura sim. O contrato foi suspenso após a ACP do SINDTEPP. Verifique melhor os fatos antes de publicar.

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    Publicado por Marcio Jose | 27 de maio de 2016, 07:33
    • Você pode divulgar os dados do extrato ou dar a data da publicação? Se você for checar a matéria a matéria original, verá que eu me referi ao cancelamento do contrato, dando-o por assinado mesmo. Retifiquei-o ontem porque uma fonte do setor (pediu para não identificá-la) me assegurou que o contrato foi brecado antes da assinatura. Dei-lhe crédito, registrando a sua informação. Mas se você tem os dados concretos à mão, pode ajudar o leitor a se informar adequadamente. Obrigado. Peço desculpas por não ter tido tempo de ir atrás do documento. Estava – e ainda estou – me recuperando da infecção intestinal grave que sofri. Não justifica, mas contextualiza o erro que cometi ao reproduzir a informação sem confirmá-la, dando crédito à fonte. Mas como você verá, a notícia de origem informa sobre contrato cancelado.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 27 de maio de 2016, 09:17

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