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Educação

O foragido

O radialista Nonato Pereira foi o único integrante da quadrilha montada para roubar dinheiro do fundo educacional que financia a educação básica no Brasil, o Fundeb, a conseguir escapar da operação realizada pela Polícia Federal em Belém, por ordem judicial. As outras cinco pessoas visadas pela PF foram presas.

Nonato permanece foragido pelo terceiro dia. Seu advogado informou que seu cliente só se apresentará na próxima semana, já fora do flagrante e, se conseguir a sanção judicial, com uma medida que o impediria de ser preso.

O radialista foi mais espero do que os comparsas? Tinha informação privilegiada sobre a operação (batizada de Lessons, numa referência aos kits de ensino de inglês que a quadrilha comercializava com prefeituras municipais)? Contou com algum tipo de cobertura? Ou houve alguma negligência (ou, pelo menos, menor rigor) na parte da ação que o buscou?

A PF podia responder a todas as perguntas com um fato concreto: a prisão do radialista.

Discussão

12 comentários sobre “O foragido

  1. Foi este senhor Nonato Pereira que numas das greves dos professores da rede Estadual chamou a categoria de vagabundo. Agora entendi, o porquê dele ter vomitado esta sandice. Queria ele, que o SINTEPP fosse molhasse a mão dele com propina para calar a boca podre deste radialista.

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    Publicado por MARIVALDO | 26 de maio de 2016, 16:44
  2. A justiça mostrou quem é o verdadeiro vagabundo.

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    Publicado por MARIVALDO | 26 de maio de 2016, 16:45
  3. Lúcio, pelo que soube, foi decretada a “prisão temporária” do radialista (5 dias), por representação da PF, após juntar elementos que a justificassem na investigação de atos delituosos cometidos desde o ano passado, sendo agora concedida pelo juiz Rollo. Por isso, entendo que não se trata de prisão em flagrante, mas sim prisão cautelar temporária, por entender a autoridade imprescindível para as investigações. Logo, flagrante (que não precisa de ordem de juiz) não há, e sim uma ordem de prisão pré-processual cautelar temporária, que pode ser convertida em preventiva. No mais, é muito comum, inclusive entre advogados, falar-se em prazo para prisão preventiva, o que não existe. Há flagrante delito se não houver interrupção da perseguição por um crime acabado de ser cometido.

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    Publicado por Frederico Guerreiro | 26 de maio de 2016, 18:18
  4. Pode ter ficado sabendo da operação (ou por desatenção da polícia, que deixou ‘vazar’ ou não foi diligente; ele podia estar por perto e pressentiu que era com ele, e se escondeu na casa de alguém); e pode ter sido orientado a se esconder por seu advogado (o mesmo que falou em “passar o flagrante”). Pode ter pensado como estratégia para ter tempo de tentar algum recurso que o livre do mandado de prisão. Mas uma estratégia que, ao meu ver, pode se revelar equivocada com o tempo, pois a fuga pode ser entendida como forma de ganhar tempo para destruição de provas e frustração da aplicação da lei penal, e então ser convertida de temporária a preventiva, conforme disciplina o Código. Daí não terá prazo. Estratégia equivocada. Pode acabar como o único a ficar preso por mais tempo. Mas ele deve ler isto e pensar a respeito. “Te entrega, Nonato, que dói menos”.

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    Publicado por Frederico Guerreiro | 26 de maio de 2016, 20:08
    • Frederico, acho se você quis se referir à inexistência de prazo para cumprimento de prisão em flagrante que, como vc bem observou, não tem prazo para cumprimento, desde que contínua a perseguição. Por outro lado, a fuga do radialista, justifica a decretação da preventiva, sob o fundamento da garantia da aplicação da lei penal. Acho que o radialista está mal orientado.

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      Publicado por Marilene Pantoja | 27 de maio de 2016, 09:01
  5. Olá, Lúcio. Passo aqui para fazer um reparo ao que diz o Frederico Guerreiro. A prisão do Nonato Pereira e do Alberto Pereira, este dono da BR7, não é temporária, mas preventiva. Só por meio de habeas-corpus ao TRF1, se concedido, ela pode ser derrubada. O esclarecimento está no Ver-o-Fato, com a entrevista do procurador da República Alan Mansur, além de outros fatos novos sobre o caso. É informação atualizada. Um abraço, Lúcio e Guerreiro.

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    Publicado por Carlos Mendes | 26 de maio de 2016, 22:28
  6. Com um pouco de raciocínio podemos concluir que não houve vazamento ou informação privilegiada afinal quem, ao saber que a PF vai visitar sua casa, não jogaria a maconha na privada e realocava seus 100 mil reais de baixo do seu colchão? Sabendo da informação, o radialista deixaria seus comparsas na “fogueira” já que, como disse o jornalista, a operação teve êxito, exceto à prisão do radialista? A realidade as vezes é muito mais simples do que os questionamentos que dão audiência aos textos. Vale lembrar que este tem um programa matinal, portanto, seu horário é diferenciado da média da população, o que, com certeza, aumenta a chance de imprevistos. Além disso, acredito ser muita presunção que um radialista de fundo de quintal, que só tem êxito com corruptos contumazes, tenha privilégio com o MPF, CGU, SRF, PF e JF.

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    Publicado por Adalberto | 26 de maio de 2016, 22:48
    • Bem pensado, Adalberto. É a melhor hipótese. Mas que é incômodo a existência do foragido, isso é. Como se conclui de tudo, orientação errada do advogado, que não deve lidar com a justiça federal, sobre o terreno sólido de um radialista que se acostumou à impunidade das suas agressões verbais aos outros e dos elogios pagos a alguns.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 27 de maio de 2016, 06:27
  7. Caro Carlos Mendes, é verdade. Você tem razão. Obrigado pela correção. Sendo assim, cai por terra tudo o que eu disse. Fica apenas a questão de o advogado do radialista dizer que vai apresentar o cliente assim sair do flagrante, o que não tem o menor cabimento. Mas vai ser preso a qualquer momento. Não tem saída.

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    Publicado por Frederico Guerreiro | 26 de maio de 2016, 23:42

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