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Energia, Grandes Projetos, Hidrelétricas

O custo de Belo Monte

O custo da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, pode ter sofrido um sobrepreço no valor de pelo menos 600 milhões de reais. Esta seria um dos primeiros resultados da comissão de auditoria externa contratada pela Eletrobrás para analisar o projeto, de responsabilidade do consórcio Norte Energia, do qual a estatal e suas subsidiárias são acionistas.

Por causa dessa informação, divulgada pela revista Istoé desta semana, a Comissão de Valores Mobiliários pediu informações à Eletrobrás, que divulgou ontem uma nota ao público. Nela, diz que as investigações independentes estão em andamento, mas nenhum relatório foi concluído até agora.

O comunicado aborda ainda outro pedido de esclarecimentos da CVM, sobre notícia veiculada pela coluna Radar Online, da revista Veja. Ela informa que o escritório de direito internacional americano Hogan Lovells fechou um contrato, em junho de 2015, de R$ 6 milhões para investigar supostas práticas de corrupção na Eletrobras. Em janeiro, porém, de acordo com a coluna, o escritório elevou o contrato para R$ 195 milhões para executar a mesma tarefa.

Segundo a estatal, o valor do contrato citado pela revista “é uma referência ao valor máximo da contratação do serviço de investigação independente” e foi divulgado no Diário Oficial da União, conforme determinam as leis.

“O valor efetivo a ser pago ao referido escritório será apurado em função dos trabalhos que vierem a ser realizados e entregues no âmbito do escopo final da investigação em curso”, disse a Eletrobras.

A companhia estatal sustenta ainda não haver fato novo a ser divulgado. As informações sobre a contratação do escritório americano “foram objeto de diversos comunicados ao mercado” anteriormente divulgados.

Discussão

Um comentário sobre “O custo de Belo Monte

  1. Essa Eletrobras é mesmo muito mal gerenciada. Nunca conseguem manter uma obra dentro do orçamento, nunca conseguem planejar nada de forma correta e ainda precisam gastar vários milhões para saber se os seus sistemas internos anti-corrupção funcionam ou não. Se fosse uma empresa privada, já estaria falida. Como é pública, seus dirigentes sabem que sempre podem contar com os nossos impostos para sair do fundo do poço.

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    Publicado por Jose Silva | 25 de junho de 2016, 19:29

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