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Política

Honraria duvidosa

Em maio deste ano a Procuradoria-Geral da República chamou a atenção do Ministério da Marinha: cinco dos agraciados com a condecoração da Ordem do Mérito Naval haviam sido condenados pela justiça – e no caso de todos, pelo Supremo Tribunal Federal.

Elas estavam enquadrados num decreto de 2000 do então presidente Fernando Henrique Cardoso, que exclui automaticamente do quadro da medalha os que perderam direitos políticos ou foram condenados em qualquer foro.

Dois meses depois, na semana passada, o Comando da Marinha cassou a condecoração dos cinco ex-deputados condenados no processo do mensalão. Três eram petistas: José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha. Mais Roberto Jefferson, do PTB (autor em 2005 da denúncia sobre o esquema de corrupção da base aliada do governo Lula), e Valdemar Costa Neto, do PR.

Genoino, Jefferson e Valdemar já haviam perdido a condecoração que receberam do Exército, a Medalha do Pacificador, três anos atrás.

A notícia teve pouca repercussão. Mas podia motivar reflexões sobre os critérios para a concessão dessas honrarias, a necessidade de torná-las públicas antes da decisão e de submetê-las a um conselho consultivo. Assim, talvez fosse menor o risco de cassar honraria a quem não a mereceu.

Discussão

Um comentário sobre “Honraria duvidosa

  1. Estavamos falando da FIESP. Aparentemente ninguém tem filtro para nada na hora de conceder essas honrarias.

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    Publicado por Jose Silva | 26 de julho de 2016, 14:23

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