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Agricultura, Economia

Nova opção para o dendê

A Agropalma anunciou que embarcou hoje o primeiro lote de óleo de palma por cabotagem marítima da história do Pará. Um lote experimental de 2,6 mil toneladas será levado do terminal da empresa de Tapanã, em Belém, até o porto de Santos, em São Paulo. Até o final desse ano a rota marítima entre os portos as duas cidades deverá se tornará mensal.

Essa operação “abre um novo horizonte para a produção de óleo de palma do Pará, pois permitirá não só à Agropalma, mas a todos os outros produtores do Estado acessar o principal mercado consumidor de óleo de palma no Brasil – os Estados do Sul e Sudeste – a um custo logístico muito inferior ao rodoviário”, proclama o comunicado da companhia.

Ela informa que já investiu 160 milhões de reais na construção de uma nova usina de extração de óleo em Tailândia, R$ 10 milhões em expansão da área agrícola, R$ 5 milhões na ampliação da refinaria de Belém. Total no Pará: R$ 175 milhões. Já na nova refinaria em Limeira, no interior paulista, o investimento foi de R$ 260 milhões. Desde o seu início, a empresa aplicou R$ 1,3 bilhão, sendo R$ 1,1 bilhão no Pará.

A nova unidade de Limeira , com inauguração prevista para o dia 28 vai expandir a área de distribuição industrial e food service no principal mercado do país, que concentra dois terços do consumo nacional de óleos e gorduras.

As regiões sudeste e sul estavam “inacessíveis sob o ponto de vista logístico rodoviário partindo de Belém, não só pelas características técnicas dos produtos mas também pela concorrência”, explica a Agropalma, que agora poderá atender esses consumidores nacionais das regiões Sul e Sudeste.

Com a nova unidade paulista, a empresa dará vazão, por cabotagem, ao óleo bruto produzido no Pará “e que hoje é exportado por falta de condições logísticas”. Com a nova opção.  a Agropalma aumentará as suas vendas (a produção aumentará 130%) e o Estado poderá arrecadar o ICMS, “visto que na exportação esse imposto é isento”. Também o Brasil sairá lucrando pela redução na importação desse produto”, segundo a nota à imprensa da companhia.

A refinaria de Belém continuará a processar cerca de 110 mil toneladas/ano de óleo refinado (enquanto a de Limeira tem capacidade para 144 mil toneladas), que passará a atender os mercados das regiões Norte, Nordeste e parte do Centro Oeste. A nova refinaria em Limeira terá capacidade instalada de144 mil toneladas/ano, ou seja, a Agropalma com esses investimentos.

A Agropalma, braço do Conglomerado Alfa, é a maior produtora de óleo de palma da América Latina, atuando em toda a cadeia produtiva, da produção de mudas ao óleo refinado e gorduras especiais. Sua trajetória começou em 1982, em Tailândia, na estrada entre Belém e Marabá. No Pará, a empresa possui seis unidades de extração de óleo bruto, um terminal de exportação e uma refinaria de óleo de palma, empregando quase quatro mil pessoas.

O conglomerado, com sede em São Paulo, é formado por empresas financeiras (Alfa Financeira, Alfa Seguradora e Banco Alfa) e 11 não financeiras (dentre as quais Águas Prata, Hotel Transamérica e TV Transamérica).

O grupo foi constituído a partir de 1998, quando o banqueiro Aloysio Faria (um dos homens mais ricos do Brasil) vendeu, por dois bilhões de dólares, em dinheiro vivo e à vista, o banco Real, que era o quarto maior do país, ao holandês ABN Amro. O faturamento anual do grupo passa de R$ 4 bilhões.

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