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Política

A prova do crime

A notícia abaixo do portal Uol confirma a análise aqui feita e contribui para aumentar a perplexidade de quem ainda não percebeu a extensão e profundidade da trama montada hoje no Senado.

As cúpulas do PSDB e do DEM decidiram, em reunião logo após o fim da sessão que cassou o mandato de Dilma Rousseff, rever a estratégia de recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra a decisão que manteve a habilitação da petista para ocupar cargos públicos.

A avaliação dos dirigentes dessas siglas é que, uma ação na corte contra parte do desfecho do impeachment poderia “dar uma brecha” para que o Judiciário reavaliasse todo o processo, lançando nova frente de instabilidade sobre o governo Michel Temer.

Publicamente, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Aloysio Nunes (PSDB-SP) e Agripino Maia (DEM-RN) já descartaram uma ação de seus partidos na Justiça.

Mais cedo, o ministro do Supremo, Ricardo Lewandowski que presidiu a sessão do impeachment, decidiu acatar pedido da defesa da petista e fazer duas votações sobre o desfecho de Dilma, a primeira sobre a cassação de seu mandato —que foi aprovada— e a segunda sobre a proibição de que ela ocupasse cargos públicos –que foi rejeitada.

A articulação que possibilitou a nomeação de Dilma para funções públicas foi protagonizada pelo PT e por integrantes do PMDB, partido de Michel Temer, como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

O envolvimento de peemedebistas no caso irritou profundamente integrantes do PSDB e do DEM, que se sentiram traídos. Mais tarde, Agripino minimizou o mal estar. Disse que a reação dos colegas, que ameaçaram até romper com o governo, foi fruto do “calor do momento”.

Discussão

28 comentários sobre “A prova do crime

  1. Temer, golpista , PMDB, golpista , PSDB e DEM golpistas !

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    Publicado por Marly Silva | 1 de setembro de 2016, 06:22
  2. Rede Globo, golpista !!!!

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    Publicado por Marly Silva | 1 de setembro de 2016, 06:27
  3. Como não ficou provado o crime de responsabilidade (conforme parecer de peritos, os mais habilitados a se pronunciar sobre o assunto), a Constituição não foi cumprida, ao se aprovar o impeachment. Essa manobra, sim, é mais grave.

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    Publicado por Ricardo Conduru | 1 de setembro de 2016, 08:12
  4. Como falei…a coligação PT-PMDB criada a imagem do seu santo patrono Lula continua a aprontar das suas. O RNA das ilegalidades da dupla é muito forte e contagia rapidamente. Precisamos de uma vacina imediatamente.

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    Publicado por José Silva | 1 de setembro de 2016, 08:46
  5. Senhores, será que não estamos perdendo tempo clamando que a constituição seja respeitada em meio a um processo que nasceu e acabou viciado?
    Penso que livrar Dilma dos oito anos de degredo, tenha sido um golpe sim. Só que dentro de outro golpe!
    A prova mais cabal disso foi dada pelo super sincero senador Acir Gurgacz (PDT-RO) que cometeu o ato falho em confessar os que os demais não tiveram a dignidade em confessar: “nós temos convicção que não há crime de responsabilidade” mas…………. ela perdeu a governabilidade.
    Acho que estamos querendo ato de contrição em covil de bandido.
    Aliais já assistimos isso também, com propineiros agradecendo aos céus, após a divisão do butim.
    O maior legado das incoerências e irresponsabilidades do PT, foi propiciar a subida ao poder, de um grupo igual ou pior que ele, com o agravante de ter ao lado, forças do mal que não consegui arregimentar para si.
    O fato de eu ser contra Dilma e o PT, e tenho o registro disso, não justifica a farsa engendrada.
    Tanques nas ruas, seria muito mais brutal em termos materiais, mas muito menos danoso em exemplos sórdidos a serem deixados.
    Acho que Jarbas Passarinho nunca foi tão atual: “As favas com os pudores de consciência”.
    Acho que assistimos a reedição de tais fatos e voltamos mais uma a estaca zero.

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    Publicado por Alonso Lins | 1 de setembro de 2016, 09:11
  6. Lucio,

    O que você achou do editorial do Estadão hoje? Uma mensagem forte ao Temer. O que está por trás dessa reação?

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    Publicado por José Silva | 1 de setembro de 2016, 09:40
    • Ainda não tive tempo de ler. Mas se quiser mande para nós todos por aqui que o comentarei.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 1 de setembro de 2016, 10:28
      • Aqui está: Estado de São Paulo (1 de Setembro de 2016)

        Todo cidadão honesto deste país há de estar estupefato com o desfecho do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Malgrado o fato de que a petista finalmente teve seu mandato cassado, levando alívio ao País, tão maltratado pela incúria administrativa e pelo desleixo moral da agora ex-presidente e de seu partido, um punhado de notórios personagens da vida política – desses que não se consegue identificar bem na escala biológica, porque são ao mesmo tempo animais de pluma, couro e escama – aproveitou a deixa para urdir uma maracutaia digna de uma república bananeira. O objetivo, claro, foi beneficiar todos os políticos facínoras que a Justiça está por alcançar. Mas o resultado da trama, do qual essa chusma de irresponsáveis talvez nem tenha se dado conta, é que o governo de Michel Temer, do qual vários deles esperam fazer parte e colher seu quinhão, corre o risco de terminar antes mesmo de começar (ver o editorial Dá para olhar para a frente?).

        Como toda maquinação, esta não ficou clara senão pouco a pouco, minuto a minuto, para assombro geral, em meio ao drama da votação que determinou o impeachment de Dilma no Senado. As coisas ficaram meridianamente claras quando a bancada do PT fez ao presidente da sessão, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, um pedido de destaque por meio do qual pretendia que houvesse duas votações: uma sobre a perda do mandato e outra sobre a perda dos direitos políticos de Dilma. O argumento, mais um da inesgotável coleção de chicanas petistas, era que não havia vinculação entre a cassação e a inabilitação.

        Tivesse o ministro Lewandowski um mínimo de familiaridade com o artigo 52 da Constituição, o pedido teria sido rejeitado sem maiores considerações. Esse artigo, que estabelece a competência do Senado para processar e julgar o presidente, diz em seu parágrafo único que a condenação, proferida por dois terços dos votos dos senadores, será limitada “à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis”. Salvo se o uso da preposição “com” ganhou significado oposto ao que manda a boa gramática, não é possível concluir outra coisa desse artigo senão que a inabilitação para o exercício de cargos públicos acompanha, necessariamente, a perda do cargo de presidente.

        O fato é que aqueles que tramaram a cavilação estavam no seu dia de sorte. O ministro Lewandowski, não conhecendo o artigo 52, aceitou o destaque que fatiou a votação. E assim, com a inocente anuência do presidente do Supremo Tribunal Federal, a Constituição foi reescrita no joelho.

        Adotada a escandalosa manobra, senadores revezaram-se em vexaminoso exercício de caradurismo para dar um mínimo de dignidade à esbórnia. A senadora Kátia Abreu, por exemplo, apelou à piedade dos colegas, ao dizer que Dilma, se ficasse inabilitada, teria de viver com uma aposentadoria de meros R$ 5 mil. Já o presidente do Senado, Renan Calheiros, cujas digitais estão por toda a parte nesse caso, brandindo um exemplar da Constituição, disse que “não podemos ser desumanos” com Dilma. O ministro Lewandowski, com ternura cristã, alertou os parlamentares que Dilma, se fosse inabilitada, não poderia ser “nem merendeira de escola”.

        Assim, o impeachment de Dilma passou, mas seus direitos políticos foram preservados. A punição pela metade não garantirá a Dilma um emprego de merendeira, mas se presta a livrar plumas, couros e escamas de figuras graúdas do Congresso que estão enroladas na Justiça, algumas das quais com assento nas mesas que dirigiram os trabalhos desse processo e que deveriam estar conscientes de sua responsabilidade perante a Nação.

        Trinta e nove senadores que garantiram os direitos políticos da ex-presidente comprovaram que o brasileiro não tem “complexo de vira-latas” por causa das vicissitudes do futebol, mas porque é reduzido a essa condição por políticos agrupados em matilhas.

        Essa imoralidade abre precedente para uma catadupa de escândalos. O que aconteceu ontem não foi motivo apenas para que o PSDB e o DEM ameaçassem romper a coalizão com o governo Temer, comprometendo todo o esforço de recuperação nacional. Trata-se de um episódio que expõe a inesgotável capacidade da classe política nacional de trair a confiança dos brasileiros de bem.

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        Publicado por Jose Silva | 1 de setembro de 2016, 12:57
      • Isto é realmente um editorial. Goste-se ou não do jornal, apoie-se ou não o que diz, ele o declara com a fúria da justa indignação. Os senadores mereciam essa carraspana, como se dizia antigamente, com propriedade lusitana. O senado se tornou o valhacouto dos canalhas.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 1 de setembro de 2016, 19:18
  7. Muito interessante a reação global ao impeachment. Somente os países que são modelos genuínos de democracia e de profundo respeito aos direitos humanos (Venezuela, Equador, Cuba e Bolívia) chamaram de volta os seus embaixadores.

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    Publicado por José Silva | 1 de setembro de 2016, 09:44
    • O ato, além de deselegante, é perigoso. Exceto durante o regime militar, quando o Itamaraty ficou abaixo do SNI (rima, mas não é a solução), o ministério das Relações Exteriores quase sempre se comportou profissionalmente – e com competência. Não podia ser diferente, tendo na sua origem o ainda não suficientemente louvado barão do Rio Branco. Sua atuação no nosso único incidente diplomático na Amazônia foi exemplar, fixando uma diretriz profissional que resistiu às ondas de geopolítica da segurança nacional. O gesto dos quatro países é desastroso por esse prisma, criando atritos perigosos com um país que, mesmo quando classificado como subimperialismo, tinha expressão continental.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 1 de setembro de 2016, 10:31
    • José Silva, engraçado você não incluir os Estados Unidos em seu irônico comentário sobre países democráticos que respeitam direitos humanos.

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      Publicado por jonathan | 4 de setembro de 2016, 12:59
  8. As ações intepestivas dos quatro ditadores mostra bem com qual turma estávamos metidos…Falta mapear quais foram os interesses contrariados..Sepre há algum..

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    Publicado por Jose Silva | 1 de setembro de 2016, 13:06
  9. O fato de que um vagabundo, enlameado até o pescoço na lava jato, empossado como ministro das relações exteriores, ter TENTADO SUBORNAR o URUGUAI para que não transferisse a Presidência pró-tempore do Mercosul à Venezuela NÃO É FATO RELEVANTE nessas decisões ?????????

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    Publicado por sidney | 1 de setembro de 2016, 13:18
  10. Observadores de politica mundial tinham ontem suas atencoes voltadas ao Brasil e ao Mexico e foram ontem para cama se perguntando quem deveria receber o premio de presidente mais estupido do mundo: Pena Nieto (Mexico) ou Michel Temer (Brasil).

    Antecipo aqui o meu voto: vai para Michel Temer, assumindo, como noticiado, de que ele sabia das negociacoes de bastidores para a votacao/fatiamento do impedimento da ex-presidente Dilma.

    Pena Nieto, um do “genios” do PRI, partido que ficou no poder por 71 anos antes de ser apeado por 12 anos e retornar em 2012 gracas a Nieto Pena, pode ter dado um tiro no pe e encerrado antecipadamente (eleicao presidencial somente em 2018 no Mexico) ontem a sua (dele) carreira politica ao receber Donald Trump com toda a fanfarra de uma chefe de estado. Isso tudo depois de Trump denegrir e enxovalhar a reputacao do Mexico/mexicanos de forma continua e sistematica por 16 meses seguidos.

    Pena Nieto, ao contrario de Temer, nao tem uma carreira academica a defender e esta sob fogo cerrado porque teria copiado cerca de um terco de sua dissertacao academica.

    O presidente Michel Temer, todavia, seria professor/conhecedor de direito constitucional. E, mesmo assim, teria dado a bencao em um acordo que NAO apenas nao encerrou a crise politica que tem arrastado o Brasil/brasileiros ao fundo do abismo que mais parece um “black hole” como tambem criou/aumentou a incerteza politica, juridical e institucional do Pais. Isso, claro, gracas, entre outros, a politicos como o presidente Senado Renan Calheiros e ex-presidente Lula, ambos com contas acertar com a Justica e que podem se beneficiar de arranjo similar.

    Assumidndo, novamente, que ele sabia desta trama, cabe perguntar: seria ele tao limitado ao ponto de nao antecipar as consequencias desse acordo? Qual o preco da incerteza que o Brasil esta mergulhado agora? Quem paga a conta?

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    Publicado por Carmem | 1 de setembro de 2016, 16:53
  11. Digo isso Lúcio, em razão da América inteira ser temerária com as incursões dos EUA em interesses internos, como teria acontecido na guerra fria, instalando ditaduras contra o comunismo. Lógico, hoje os motivos seriam outros, especialmente ligados a petroleo, pré-sal …

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    Publicado por sidney | 1 de setembro de 2016, 16:57
  12. José Silva**

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    Publicado por sidney | 1 de setembro de 2016, 16:58
    • Temos que pensar muito sobre isso e deixar de colocar a culpa nos outros por nossos problemas. O mundo é muito diferente hoje. Como virou regra entre os boleiros: ninguém é mais bobo!

      Os Estados Unidos têm os seus próprios problemas graves internos para resolver. Petróleo é o que não falta. Tem muito xisto tanto nos Estados Unidos como no Canadá.

      Hoje, as empresas de petroleo estão decadentes com o preço baixo do produto e a descoberta dos efeitos negativos das mudanças climáticas. Tem uma campanha enorme no mundo todo para os investidores pararem de colocarem dinheiro nessas empresas. A nova meta é energia renovável, limpa e barata. Esse é o futuro que tanto os Estados Unidos como a China estão investindo bilhões anualmente.

      O Brasil ficará para trás se continuar pensando que o pre-sal salvará a pátria. Essa é mais uma baboseira criada pelo Lula. O que salvará o pais é investir na educação de qualidade para a nossa gente e no desenvolvimento de tecnologia e serviços de ponta para transformar os nossos enormes recursos naturais em produtos de alto valor agregado que o mundo tanto precisa.

      Isso está bem demonstrado. Os paises que possuem economia mais complexa e diversificada são os que possuem melhor qualidade de vida. Pais dependente de venda de commodities não tem futuro, sejam elas petroleo, soja ou minerio.

      Infelizmente, nossos politicos são muito ruins para liderarem o país nessa direção e a nossa população muito mal-informada, por isso esse ciclo de mediocridade permanente não se rompe.

      Lúcio, você vê alguma luz no final do túnel?

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      Publicado por Jose Silva | 1 de setembro de 2016, 17:28
      • Apesar de a crise já estar durando muito, mal entramos no túnel. Vivemos um momento decisivo da nossa história. O principal, de imediato, é reverter a chicana de ontem antes que o país vire uma zona institucional e constitucional. Os colegas de Lewandowski devem cobrar pela sua atitude: ou´não tem competência técnica para ser o guardião da Constituição ou participou diretamente da chicana. Espero que quando o recurso (ou os recursos) baterem no STF ele se declare impedido de apreciá-lo. Ele desonrou figuras como Ribeiro de Souza, presidente do Supremo em 1964, que era contra Jango, mas não fez o jogo dos militares.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 1 de setembro de 2016, 19:28
      • Isso é verdade. Acho que o STF vai consertar o erro. Como disse o Gilmar Mendes, o erro foi primário e grosseiro.

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        Publicado por José Silva | 1 de setembro de 2016, 20:28
      • “Bizarro”, disse ele. “No mínimo, heterodoxo”, reagiu Celso de Mello, comedido. Ainda bem que o Lewandowski já está passando a presidência à Carmen Lúcia. Mas ele terá que se declarar impedido de votar os recursos contra a sua presidência na sessão.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 1 de setembro de 2016, 21:38
  13. Caro José Silva, o pré sal não é uma baboseira.Pra se investir em educação, como você citou, se precisa de recursos financeiros, e parte desses recursos deve vir do pré sal.

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    Publicado por Ricardo Conduru | 1 de setembro de 2016, 19:15
    • Ricardo,

      Obrigado. Acho que você entendeu errado. A baboseira do Lula foi a de dizer para a população brasileira que o Brasil estava salvo por causa do pré-sal. Deu no que deu. Pelo andar da carruagem somente um milagre fará com que o petróleo recupere o preço que tinha. Se o preço crescer, os produtores de xisto voltam a produzir e o preço cai de novo. Enquanto a Arabia Saudita continuar minando o Irã, o petróleo vai jorrar de forma farta e a um preço baixo. Sabendo disso, os países árabes já estão mudando o seu perfil de desenvolvimento e começaram a ser transformar em polos tecnológicos.

      Para fazer a revolução que o Brasil precisa na educação e na tecnologia, o país não precisa do pré-sal. O país é rico e tem dinheiro suficiente para investir mais e melhor. Basta olhar as estatísticas e comparar com outros países. Não faz isso porque tem um governo inchado, ineficiente, caro e gerenciado por políticos despreparados para os cargos. Falta patriotismo e sobra egoísmo.

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      Publicado por José Silva | 1 de setembro de 2016, 20:26
  14. Os políticos são despreparados mesmo, a maioria. Nisso eu concordo.

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    Publicado por Ricardo Conduru | 1 de setembro de 2016, 23:04

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