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Cidades, Política

Em quem não votar?

Em 1991 (com três anos de retorno à democracia no Brasil), Belém era o 154º município brasileiro, conforme o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), formado pelo PIB, a expectativa de vida e o nível de escolaridade da população. Dez anos depois, em 2000, caiu para a 717ª posição. Em 2020, avançou 100 posições, ficando em 628º lugar, 574 atrás do que ocupara 20 anos atrás.

Quando o IBGE e o Pnud (programa da ONU para o desenvolvimento mundial) forem calcular o novo IDH decenal, em 2010, qual será a colocação da capital paraense no ranking?

O leitor José Silva fez a pergunta, que precisa ser respondida. Estamos a um quarto de século da primeira fonte de referência, de 1991, e a quatro anos da próxima aferição. Se depender das estatísticas que têm sido produzidas sobre a condição de vida dos brasileiros, Belém poderá voltar a cair, ao invés de continuar a subir.

Se depender das escolhas políticas, este destino parece já estar escrito na urna eletrônica, independentemente de quem venha a ser o vencedor da disputa. Nesse período entre 1991 e 2016, Belém passou de um político da velha guarda baratista, cheio dos vícios de um passado de disputa política violentamente polarizada para um líder supostamente socialista, de esquerda (Edmilson Rodrigues), um populista de novo estilo, um homem que agiu como charlatão com base em um falso diploma de médico (Duciomar Costa) ao tucano que acumulou dinheiro para fazer obras eleitoreiras, confiado na desmemória do povo (Zenaldo Coutinho).

Assim, se depender do prefeito que a governa, Belém continuará a ser uma cidade cada vez mais ruim de se viver, apesar do amor que por ela têm os seus habitantes.

O que fazer, já que a mudança começa (e às vezes termina) pela política? Temos que votar. Para arrematar a campanha virtual, e seguindo a sua filosofia, pergunto aos caros leitores: em quem não votarão e por quê?

Discussão

30 comentários sobre “Em quem não votar?

  1. Lúcio,

    Uma pequena correção. O próximo IDH será calculado em 2020. Se usarmos o Indice Firjam como indicador de desenvolvimento municipal de 2010 até agora, continuamos a nossa trajetória de queda na qualidade de vida da população.

    Sobre a sua pergunta. Voto na Ursula, pois é inteligente, comprometida com a cidade, tem a melhor plataforma de governo, conhece a fundo os nossos problemas, é de uma nova geração de líderes políticos ainda não testada e, principalmente, até por sua profissão, sabe ouvir a população como nenhum outro dos candidatos. Não tenho dúvida alguma que ela saberá provocar e mobilizar a sociedade local para colocar Belém no rumo certo.

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    Publicado por Jose Silva | 29 de setembro de 2016, 11:28
  2. Tenho para mim que a nossa cidade e todos os outros municípios de nosso Estado estariam bem melhores se as nossas riquezas fossem, não exclusivamente, mas prioritariamente, utilizadas a nosso favor. Por causa das mazelas da chamada ” Constituição Cidadã” e do completo desrespeito ao princípio do Federalismo , que usurpou do Pará, em particular, as riquezas do subsolo e permite essa excrescência ilegal do uso de nossos rios de forma anômala, nosso destino certamente seria outro. O Pará tem poucas áreas onde o governo do Estado tem poder de mando, ou seja, geograficamente, acho-o uma ficção, pois a Sra. União Federal aqui manda e desmanda, sem sequer nos consultar, como o fez , entre milhares de vezes, editando a Lei Kandir, que sepultou de vez as iniciativas de confrontar os feudos minerários que aqui se instalaram sem a nossa permissão, num completo deboche e descaso a situação de probreza dos nossos cidadãos. Por mais que esse tipo de plataforma de protesto não faça parte de um programa municipal de governo, entendo-o como ínsito a qualquer campanha política. Como os políticos insistem em renegá-lo, eu tambem os rejeito. Meu voto é NULO.

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    Publicado por Arlindo Carvalho | 29 de setembro de 2016, 12:12
  3. Diante da ameaça de mais 4 anos de Zenaldo, tucano que não trabalha como a maioria dos que pertencem a esse partido; e de um fascista grosso e sem repertório como Éder Mauro, meu voto é em Edmilson. Sei que teve muito pontos negativos em sua gestão, mas nem de longe chegou ao nível de mediocridade das gestões de Costa e Coutinho.

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    Publicado por everaldo | 29 de setembro de 2016, 12:36
  4. Meu voto vai prá Úrsula Vidal pelo projeto político sólido, sem promessas mirabolantes, por não ser um político de profissão e por acreditar que ela tem potencial para realizar um bom trabalho de gestão no município. E também não tem vínculo com grupelhos políticos nefastos já conhecidos nessa terrinha.

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    Publicado por Nilson | 29 de setembro de 2016, 12:53
  5. Desconfio da opinião de quem acha que o habitante de Belem gosta da cidade. Não gosta. Há exceções, claro, mas em todos os níveis, pelos mais variados motivos, justos ou não, agredimos a cidade diariamente. Os mais ricos, que são os mais egoístas, viajam pelo mundo e trazem novidades apenas para si próprios. A cidade que se exploda.

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    Publicado por Edyr Augusto | 29 de setembro de 2016, 13:08
    • Acho que a maioria do povo da cidade gosta de Belém. Pode ser por desinformação, por falta de senso crítico, por acomodação, por não conhecer vivencialmente outro padrão de vida urbana e outros motivos mais. Quem mais sofre pelas mazelas da cidade é quem ainda assim gosta dela. Outros gostam, porque, com tudo majoritariamente de ruim que ela tem, o que sobra ainda é possível de ser amado. Amo a Belém em que me criei. Detesto esta que nos impõem. Principalmente aqueles que mais têm lucro com ela e mais a exploram e maltratam. Belém merece que continuemos a travar o melhor dos combates para salvá-lo dessa elite que você tão bem critica, Edyr.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 29 de setembro de 2016, 13:27
  6. Meu voto é vai para a Úrsula, por tratar-se de uma opção que não está fantasiada de político. Ela conhece profundamente, mais do que qualquer outro candidato, os problemas de nossa cidade. E neste sentido sua propostas não são mirabolantes, ao contrário são simples e objetivas. Essa é a evidência de que quando é fala, não fala um discurso montado, mas fala como quem conhece profundamente os principais problemas de Belém.
    Por isso e por se tratar de uma opção que não está ligada à nenhuma destas quadrilhas que vem afundando nossa cidade, meu voto vai para ela.

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    Publicado por Fabiano | 29 de setembro de 2016, 13:40
  7. Bem, se faltou dizer, eu amo a minha cidade e faço meu melhor, todos os dias, para melhora-la.

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    Publicado por Edyr Augusto | 29 de setembro de 2016, 13:46
  8. Maneschi: Reitor incompetente e ainda aliado com os golpistas. Passo.

    Regina: Fraca demais. Sem propostas.

    Úrsula: Sua campanha não passa de um laboratório para testar eleitorado e tentar almejar o cargo de deputada em 2018. Mudou para a Rede porque o PSB não permitiria sua candidatura à prefeitura. Mal começou e já pulando de galho em galho. Definitivamente, a Marina Silva paraense. Passo

    Zenada: Pior prefeito ao lado de Duciomar. Não entendo como conseguiram eleger essa criatura.

    Eder Mauro: Fascista golpista e amigo de bolsonaro. Deus me defenda.

    Sendo assim, Edmilson é a melhor opção pra mim.

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    Publicado por Fabio Reis | 29 de setembro de 2016, 14:05
  9. Prezado Fabio, quer dizer que quando um candidato muda de legenda é uma atitude ruim da parte dele? Desculpe, mas rotular um candidato pelo simples fato de ele mudar de legenda de nada é diferente da expressão medíocre: “política e religião não se discuti”…

    E só pra lembrar o Edmílson, que dos três candidatos que lideram é a menos pior opção, mudou de legenda também e vc vai votar nele…

    Ah… o PSB do qual a Úrsula abandonou o barco está tentando reeleger este desastre que é o prefeito atual…

    Outra coisa: ainda que a candidatura da Ursula tenha sido um laboratório, ela de longe se mostrou a candidata mais preparada (apesar do pouco espaço na mídia e pouco dinheiro) e é um excelente opção pra Belém Mostrar q não aceita nenhuma das 3 opções que desponta nas pesquisas.

    Só mais uma coisa: Se ela vier para deputada em 2018, provavelmente será o candidato mais preparado para assumir uma cadeira de deputado.

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    Publicado por Fabiano | 29 de setembro de 2016, 14:34
  10. Meu voto é do Cleber da Construção, número 16! Trabalhador vota em trabalhador!

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    Publicado por Proletário | 29 de setembro de 2016, 15:43
  11. “…..pergunto aos caros leitores: em quem não votarão e por quê? …..”

    Lúcio,

    A apuração não era para “em quem não votar” ??

    Ou entendi errado sua chamada ??

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    Publicado por Sou daqui. | 29 de setembro de 2016, 16:22
    • Escolher em quem votar é mais simples. Por exclusão, todos os outros são os que o leitor não votaria.

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      Publicado por Jose Silva | 29 de setembro de 2016, 16:24
    • A chamada foi essa, mas os leitores estão preferindo votar mesmo. Mas é bom relembrar: podem desvotar também. Ou seja: um voto positivo e outro negativo, de efeito moral. Em quem pretendem votar e em quem não votariam de jeito nenhum.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 29 de setembro de 2016, 16:36
      • Aproveitando..O meu voto contrário vai para:

        1. Edmilson (Teve chance e foi muito ruim. Não merece outra chance. Talvez seja um bom deputado federal se fazer algum esforço)
        2. Zenaldo (Um horror como administrador. Deveria ser banido da política para sempre)
        3. Eder Mauro (Samba de uma nota só e sem plano concreto algum)
        4. Regina (Limitadíssima. Não consegue explicar o que quer fazer)
        5. Maneschy (sua história como gestor da UFPA já diz tudo).

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        Publicado por Jose Silva | 29 de setembro de 2016, 18:16
      • Inaugurado então o processo de “desvotar”.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 29 de setembro de 2016, 18:37
      • Está certo então:

        Não voto em Regina por ela não ter propostas.

        Não voto em Úrsula porque vou preferir realizar o voto útil mesmo.

        Com Maneschi é aquela velha máxima: não deu conta de um Campus, não dará conta de uma cidade.Totalmente corporativista e demagogo. Estudei na UFPA durante toda a gestão dele e só vi o seu rosto agora, nas eleições. Aliás, sua candidatura só mostra o quanto a UFPA (e outras universidades) podem servir de trampolim político.

        Éder Mauro é um reflexo do buraco em que estamos.Ele está pegando carona na onda de violência e se apresentando como solução fácil, mesmo que todos nós saibamos o quão complexo é o problema. Sem propostas revelantes, é um dos mais despreparados.

        Zenaldo: simplesmente um dos piores prefeitos da história de Belém. Deixou o HPSM pegar fogo, atrasou todas as obras para retomá-las no ano de eleição e deixa como legado um pungente amontoado de nada. Nenhuma obra pronta e caos absoluto na saúde, um dos piores já vistos: o que se viu no Pronto-Socorro do Guamá já é suficiente para desqualificar toda a sua gestão.

        Por fim, resta Edmilson em quem eu votarei por considerá-lo como a melhor opção entre todos, apesar de reconhecer os erros de suas gestões anteriores.Voto pelos acertos.

        Entretanto, uma coisa é certa: qualquer um que seja o vencedor – com exceção de Zenaldo que não ligará para mais nada se for reeleito-, enfrentará sérias dificuldades. Ninguém conseguirá ser um salvador da pátria.

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        Publicado por jonathan | 29 de setembro de 2016, 18:41
  12. Se é verdade , Proletário , que trabalhador vota em trabalhador ” , não é verdade que ” professor vota em professor ” . O Maneschy que está prometendo os “Céus” na propaganda eleitoral , nos deixou sem salas de aula na UFPA ( inaugurou um “Manescão ” sem ter concluído as obras e, ainda assim , não reformou o antigo Básico que sofre com o abandono e o anuncio da “terra prometida”), sem ar condicionado na Biblioteca Central que virou um verdadeiro “inferninho” de fazer inveja a qualquer “boite” das quebradas do Guamá profundo (rs) ; deixou ainda um cemitério de dezenas de prédios não concluídos e uma devastação florestal e paisagística sem precedentes na história da instituição e etc…etc…etc…

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    Publicado por Marly Silva | 29 de setembro de 2016, 16:32
    • Vamos fazer um blog realmente interativo?
      Pois então vamos.
      Que tal pegar uma imagem do campus do Guamá de antes da administração Maneschy e compará-la com uma deste ano para quantificar o que a Marly está dizendo, da devastação ali cometida?
      Aguarda-se por quem faça o serviço. E por quem queira enriquecer a relação de “não-obras” (outra vez o Carroll) na UFPA.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 29 de setembro de 2016, 16:40
  13. Zenaldo Coutinho e o triunfo da mentira, do simulacro e do atraso social em Belém.

    No debate entre candidatos(as) realizado no dia 29 pela rede Globo/Liberal, o prefeito Zenaldo Coutinho do PSDB neoliberal-periférico (da fórmula mais dinheiro público para o mercado e menos dinheiro público de utilidade pública) fez uma afirmação mentirosa sobre questão da maior relevância social – o transporte público de passageiros – quando disse que transporte de qualidade nas cidades capitalistas é prestado através de concessão (privada) como é no Brasil. Mentira! Em várias cidades do mundo capitalista, onde vigora o Estado do Bem Estar Social, o transporte é gerido por empresas estatais que não visam lucro, mas apenas o reinvestimento das tarifas em qualidade e eficiência tecnológica e operacional do serviço público. Ao contrário do que disse o Prefeito, de que “o sistema tem que dar lucro” se não quebra, ou seja, gerar mais-valia à custa da exploração da classe trabalhadora sem a devida fiscalização, controle e exigência de reinvestimento, como é o caso do empresariado de Belém, totalmente alheio a quaisquer inovações tecnológicas num transporte de qualidade e intermodal, protegido pela manutenção de permissões precárias ou licitações de cartas marcadas, isso há quase 50 anos! Se considerarmos que o BRT foi criado há 40 anos atrás e já está superado pelo VLT-Veículo Leve sobre Trilho. Além disso, desde os anos 2000 são crescentes as lutas e reivindicações, no mundo das “cidades capitalistas”, por transporte público e gratuito não só para estudantes mas para desempregados, assalariados de baixa renda, como a Rede pela abolição dos transportes pagos e o movimento dos desempregados pelo “free riders” (viajantes sem bilhetes), iniciativas que estão na raiz do movimento pelo Passe Livre de 2013 que parou muitas cidades do Brasil. O prefeito Zenaldo Coutinho é insensível a essas questões sociais, ele não vê que o mundo pede o direito à cidade para além do direito ao lucro dos empresários de um serviço público, por excelência. Ele também não consegue ver o esforço de muitos prefeitos das “cidades capitalistas” para garantir transporte público e gratuito como estratégia de estimulo ao abandono do automóvel, causador de tantas tragédias no trânsito além dos infernais engarrafamentos, negando o conceito de qualidade de vida urbana.
    O que acontece quando um gestor no exercício da função de Prefeito, e disputando uma reeleição, usa da mentira como artifício de convencimento de quem o ouve acerca desta ou daquela proposta? No nosso país e nos nossos debates político-eleitorais não acontece nada, nem mesmo uma advertência por parte da Justiça Eleitoral que obrigatoriamente deveria acompanhar os debates in loco exatamente para fazer esses flagrantes de “mentiras que parecem verdades”. Ausentando-se, e deixando “correr solto” a retórica do candidato-gestor municipal, ela está sendo justa com o eleitorado que assiste os programas em casa? Creio que não! Nos debates, além da justiça eleitoral, deveria haver especialistas nos temas abordados que, na ausência do desmentido por parte dos ditos adversários, deveriam passar a informação correta à mediadora para o devido esclarecimento ao eleitorado. E, na ausência de especialistas, o jornalista mediador deveria fazer a devida correção, afinal, é jornalista e tem obrigação de saber sobre os assuntos cujo debate media.
    Por que os candidatos ditos de esquerda ou de “oposição propositiva” (PSOL, REDE e PMDB) de onde se espera a crítica esclarecedora, não desmentiram o Prefeito, ali, na hora, ”na lata, olho-no-olho“, como se diz? À exceção da candidata do PT, esqueceram dos levantes de junho de 2013? Não sabiam que estavam diante da imposição de um modelo que vai incidir em novos aumentos de tarifas?
    A verdade é que o prefeito Zenaldo Coutinho mentiu e não foi desmentido. Aliás, ele ainda não parou de mentir desde a campanha passada de 2012, e mente oficialmente desde o primeiro dia de mandato em 2013, quando em encarte publicitário da também manipuladora revista Veja, ele aparece muito bem sorridente em fotos de estúdio [de uma premiada fotografa paraense, arte também serve para isso, ora pois…], prometendo transformar a Belém dos 400 anos na “cidade mais arborizada da Amazônia”. Quando o que vimos nestes quatro anos foi exatamente o contrário, mais de 400 árvores citadinas derrubadas, com várias intervenções de obras viárias devastadoras da arborização pré-existente em diferentes áreas da cidade como nas avenidas Augusto Montenegro, Almirante Barroso, Duque de Caxias e tantas outras, e nenhum programa urbano de rearborização, controle das áreas impermeabilizadas da cidade sob pisos totalmente acimentados, preservação das mangueiras já plantadas, campanhas educativas de valorização de árvores de calçadas, e outras iniciativas previstas na Lei e no Plano de Arborização de 2013 ou sugeridas por movimentos ambientalistas como aquele que dirigimos. Até mesmo o canteiro central da Avenida 25 de Setembro, que é um “Parque Linear” na definição da referida Lei, e que foi plantado por iniciativa dos moradores ao longo de décadas, ele quis derrubar com a intervenção de um megaprojeto de reurbanização que conseguimos barrar na “boca do caixa” através do Movimento25CompesnoChao, devido ao seu visível efeito devastador, anti-ambiental, anti-social, anti-patrimonial e superfaturado orçamento.
    Sua retórica é uma retórica publicitária desde sempre, forjada em escritórios de marketing político com grife da Griffo & estúdios de produção de imagens-simulacros, que visa enganar o eleitor e a eleitora, o citadino e a citadina, a munícipe e o munícipe, porque a cidadã e o cidadão, ou seja, aqueles que têm consciência de seus direitos políticos e os exercem não se deixam apanhar pelo cinismo de simulacros politiqueiros; sua retórica é também lacunar na medida em que não pode dizer as verdades escandalosas que caracterizam as obras indigestas de sua gestão, bem como as flagrantes incoerências de seu partido, o mesmo PSDB do governador que também cultiva a imagem de um gestor disciplinado das contas públicas e da responsabilidade fiscal. Não é isso que nos mostra a mais visível das obras: a dupla construção de estações de embarque/desembarque do BRT, de cada lado da rua, quando só se precisaria de uma estação par os dois sentidos! Somente uma estação. É assim na cidade-mãe do BRT, Curitiba, há 40 anos (a invenção é nossa, brasileira) e é assim nas cidades estrangeiras que importaram tal tecnologia de transporte rápido e seguro de passageiros(as). Agora, o dinheiro é nosso, é do(a) contribuinte paraense, mas o projeto é da Prefeitura e o faturamento, claro, é dos empresários beneficiados com mais este “maná” e que certamente colaboram direta ou indiretamente na campanha do candidato, num ciclo vicioso que é preciso estancar…
    Este sistema anacrônico de BRT, imposto arbitrariamente à sociedade e fato semi-consumado, se, por um lado, consolida o poder do velho empresariado rodoviarista sob uma nova roupagem camuflada que já se sabe em quanto vai aumentar a salgada tarifa pós-2º turno, por outro lado constitui uma grande estratégia de consolidação do poder político-partidário do PSDB na região metropolitana. Portanto, ele é um projetão para 2018, apenas anunciado com antecedência. Um indicador significativo desta estratégia é o fato do partido ter conseguido convencer uma engenheira da área de transportes a abandonar uma carreira acadêmica bem sucedida, onde atingiu a titulação máxima, para enfrentar o corpo-a-corpo de uma campanha para vereadora, desde já eleita. Tudo em busca de um tal “Fundo de Transportes” e outras mudanças na Lei Orgânica do Município que os trabalhadores, numa demonstração de força, conseguiram barrar, sob a liderança do vereador e hoje também candidato invisível na propaganda eleitoral, Cleber Rabelo, do PSTU.
    A sociedade civil precisa organizar um movimento social pelo Transporte Público à altura do rolo compressor que nos desafia.

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    Publicado por Marly Silva | 1 de outubro de 2016, 17:21

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