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Energia

Atraso custa R$ 127 milhões

O atraso de 410 dias nas obras da linha de transmissão de energia de Macapá custará 127,3 milhões de reais de indenização à empresa responsável, que foi declarada isenta de responsabilidade, segundo decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica.

O valor corresponde à receita de 410 dias reconhecidos pela agência, de um total de 605 dias de exclusão de responsabilidade solicitados pela concessionária da linha em ação judicial. Ela pertence ao grupo espanhol Isolux, que também é responsável pela construção e operação de outras linhas de transmissão no Pará e no Amapá, em Oriximiná e Laranjal do Jari.

A nota não informou a razão de atraso tão extenso, que impediu a chegada de energia de Tucuruí à capital amapaense.

Discussão

18 comentários sobre “Atraso custa R$ 127 milhões

  1. Lucio,

    Quem vai pagar para quem?

    E por falar nosso, dizem as mais línguas que as hidroelétricas acabaram com a pororoca do Araguari. Será que há algum fundo de verdade?

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    Publicado por José Silva | 4 de outubro de 2016, 20:25
  2. O fim da Pororoca, apenas mais um dos muitos impactos ambientais causados no Araguari. Se a principal causa foi a pecuária ou a hidroelétrica? É importante definir os responsáveis. Mas e quanto a comunidade que foi impactada, que passou a vida inteira ali convivendo com a pororoca e com tudo que ela arrastava (turismo, movimentação no comércio local).? E quanto a redução da fauna?

    Abaixo segue citação de uma pessoa que sempre sobreviveu através do que a natureza lhe proporciona:

    “A partir de um determinado ponto, nenhum tipo de embarcação passa mais, por menor que seja. Antes, a profundidade do rio era de cinco, seis metros. A foz do rio, onde ele desaguava e se encontrava com o Oceano Atlântico, formando a pororoca, fica a 20 quilômetros de lá. Todo esse percurso era navegável. Agora, a vegetação está começando a cercar a área. O rio fechou de vez. O mato está tomando conta do lugar onde antes era só água.”

    Araguari, Xingú, entre outros…

    Bom, afinal “os fins justificam os meios”. Não é assim?

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    Publicado por Fabiano | 5 de outubro de 2016, 08:55
    • Pois é, por isso a coisa mais importante é definir corretamente os fins. Quais eram os fins sociais para patrocinar do uso desregulado do Araguari? Para atender quem esses “fins” foram criados? A mesama pergunta vale para as outras hidroelétricas. Qual era o fim social? Qual o custo beneficio dos diferentes meios de atingir esses fins? Quais as melhores opções do ponto de vista socio-ambiental? Foram essas perguntas básicas que o lulodilmismo deixou de fazer…

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      Publicado por Jose Silva | 5 de outubro de 2016, 09:03
    • Obrigado, Fabiano. Já há bastante tempo me preocupo com essas duas hidrelétricas e o seu impacto sobre o vale do Araguari. Infelizmente, me tem faltado tempo para aprofundar as informações a respeito. Por serem de menor porte do que Tucuruí, Belo Monte, Santo Antonio e Juruá, elas não atraem a devida atenção.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 5 de outubro de 2016, 09:52
  3. Prezados,

    Em nossa região há outros potenciais para geração de energia. Claro que devemos botar na balança os aspectos técnicos, mas, mesmo tecnicamente, temos opções como a energia solar. Por que não aproveitar este potencial? E a energia eólica? Esta duas opções, além de serem mais baratas, não geram impactos ao seu redor nem nas suas instalações nem tão pouco durante suas operações. Ah, talvez seja pelo fato de estas opções não serem tão lucrativas para empreiteiras (ou para aquela corja que frequenta Brasilia).

    Ah, só um parentese aqui, vejam o absurdo:
    Encontrei alguns sites de educação, entre eles os portal São Francisco, textos que afirma que as Hidroelétricas são fontes limpas, não causam impactos ambientais, nem muito menos globais… Que absurdo de informação!!!

    E diante de tanto lixo na internet e nos outros meios de comunicação, ainda vem a reforma da educação tirar disciplinas como Filosofia e Sociologia da grade currícular… Aí… É por isso que “ta tudo errado”, por favor! “pare o mundo que eu quero descer”. O pensar, o refletir não são valorizado. O que se pretende manter todos que nem um zumbi ou uma máquina reproduzindo tudo que lhe é programado.

    Desculpem, tantas coisas absurdas me tiraram o foco da conversa. Mas voltando ao assunto. Será que aproveitar nosso potencial para geração de energia solar e eólica não é a melhor opção do de vista da sustentabilidade?

    E se considerando a famigerada sustentabilidade ainda restar dúvidas, por que não irmos lá na constituição e pegar o princípio da eficiência para ajudar a tomar a decisão correta?

    Bom, ao que parece, ao olharmos para nossa matriz energética, na hora de bater o martelo, não é considerado o crescimento sustentável. E muito menos se olha para nossa carta constitucional. E não da em nada! é como se tudo estivesse perfeito…

    Onde estão as entidades de fiscalização?…

    Ah, lembrei lá na Bíblia: E, respondendo ele, disse-lhes: Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão(Lucas 19:40).

    Se os órgãos de fiscalização e gestão continuarem calados, as padras irão clamar. Talves não as pedras mas a natureza em si.

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    Publicado por Fabiano | 5 de outubro de 2016, 12:12
    • A natureza já está reclamando. Até agora ela foi boazinha conosco. Cansada de tanto maltrato, ela está se voltando contra nós. Mudança climática, desertificação, lagos secando, subida do nivel do mar, etc. Tudo acontecendo de forma rápida e constante. Por isso que na Amazônia, é bom a população parar de desmatar e recuperar o que tem que recuperar, se quiserem continuar vivendo no o último oásis da Terra..

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      Publicado por Jose Silva | 5 de outubro de 2016, 14:16
    • Sobre a reforma do ensino médio, sou a favor da reforma. Alguma coisa precisa ser feita, pois o nivel está muito baixo.

      Acredito que o grupo central e obrigatório de disciplinas deveria ser mesmo portugues, ingles, matematica (incluindo estatistica) e ciências (incluindo o método científico). Eu adicionaria a estas apenas alguma linguagem de programação.

      As outras disciplinas poderiam ser eletivas, com o aluno escolhendo as mais interessantes para o que ele quer fazer no futuro. Se quiser ser musico, faz mais humanidades e música. Se quiser ser cientista, faz mais ciências e matemática, etc. É hora de dar espaço aos alunos tomarem as suas próprias decisões.

      Não creio que a reforma está removendo filosofia e sociologia do curriculum. Estão apenas transformando-as em eletivas.

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      Publicado por Jose Silva | 5 de outubro de 2016, 14:28
  4. Prezado José

    A reforma não está removendo Filosofia e sociologia, ela está banindo. Pois não consigo ver um jovem, no auge de sua adolescência, optando por estudar filosofia ou sociologia sem as conhecer. Não consigo imaginar meus filhos escolherem filosofia sem saber do que se trata. É mais familiar e atrativo optar por algo como informática.

    o problema desta reforma é que a educação está sendo tratada como custo e não como um investimento em nosso país.

    Será que no horário de aula destas disciplinas os filhos do grupo que concebeu esta “brilhante idéia” sairão das salas de aulas das escolas particulares em que estudam? Com certeza não né…

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    Publicado por Fabiano | 5 de outubro de 2016, 16:20
    • Fabiano,

      Olhei a Medida Provisória novamente. E não há nenhuma menção ao banimento da Filosofia e Sociologia do curriculo diversificado do ensino médio.

      A MP remove sim as duas disciplinas do rol das disciplinas obrigatórias, o que faz sentido, porque ambas não são disciplinas de base para o nível de maturidade de um adolescente. Na verdade, segundo dizem (pois eu não acompanhei de perto) a inclusão dessas duas disciplinas foi produto de um lobby fortíssimo de alguns setores politicos para poder ampliar o acesso dos estudantes do ensino médio a somente um tipo de ideologia política.

      Na época, vários especialistas alertaram que essas disciplinas deveriam ser ensinadas somente no nível superior, o que faz sentido.

      O adolescente precisa ser muito bom no básico (falar, ler, escrever em pelo menos duas línguas modernas e dominar a matemática e os conceitos fundamentais das ciências), para depois no final do ensino médio diversificar a sua formação segundo os seus próprios interesses.

      A MP diz que a parte diversificada do curriculum “deverá estar integrada à Base Nacional Comum Curricular e ser articulada a partir do contexto histórico, econômico, social, ambiental e cultural”. Acho essa idéia boa, porque permite flexibilidade e integração com a realidade local.

      A cultura brasileira é muitro prescritiva, pois sempre acha que mais é melhor. Na verdade, o que o adolescente precisa mesmo é do básico para aprender a aprender. Sabendo bem como aprender, o resto da formação é feita de forma tranquila por várias vias, incluindo ensino online.

      Sobre a diferença entre a escola pública e privada, isso não existe do ponto de vista curricular. A base curricular sempre foi a mesma. Na verdade, para as escolas privadas, quanto menos exigências melhor, pois permite mais flexibilidade para inovar.

      A diferença entre a escola pública e privada no Brasil aumentou por causa da falta da qualidade dos gestores públicos nos últimos 40 anos. Isso não tem nada a ver com os curriculos escolares.

      Quando eu estudei, o ensino da escola pública era tão bom ou melhor do que a escola privada. Eu tive tudo o que precisava (acesso a biblioteca e laboratórios, professores excelentes e uma infra-estrutura muito boa). Não senti falta alguma de sociologia e filosofia, que estudei na universidade, mas senti muita (muitissima) falta de uma base melhor em matemática e a fluência real em inglês.

      Infelizmente, a expansão recente via puxadinhos aqui e ali, entre outras maracutaias, acabou com o sistema escolar público, levando essa grande diferença que observamos hoje. Entretanto, essa lacuna pode ser fechada novamente , pois há escolas públicas muito boas e bem geridas. Estas deveriam ser estudadas e seus modelos de gestão replicados pelo Brasil.

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      Publicado por Jose Silva | 5 de outubro de 2016, 17:35
      • Fabiano,

        Esqueci um ponto importante do seu comentário. Na hora de seleção da disciplinas eletivas, cabe também orientação da família. A escola oferece as oportunidades e a orientação, mas a família tem uma importância enorme na hora de direcionar a carreira do estudante. Caberá a você convencer o seu filho que sociologia e filosofia é importante. Ele pode ter outra ideia. De repente ele tem outros planos: música e programação de computador.

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        Publicado por José Silva | 6 de outubro de 2016, 09:14
  5. José,

    Sabemos que a grande maioria dos brasileiros não possuem ensino médio. E então? Este não terão nem a oportunidade de conhecer o que é filosofia e sociologia? Mas todos votam e elegem nossos “representantes” é por isso que recebem R$ 50,00 de um candidato e nele votam. Então após resultados ruins nas urnas, voltaremos sempre com a mesma conversa: o Brasil ta assim porque a população não sabe votar!!! – Bom se não sabe votar é porque não sabe refletir ou não foram treinados para sair da inércia da “irracionalidade”

    A Filosofia nos levar a pensar. Ela desperta em nós o prazer pelo conhecimento que nos impulsiona a refletir e criticar e argumentar as informações que recebemos. Ela gera o porquê das coisa, o como assim, mas e se fosse assim, mas e se fizermos deste modo, entre outras formas de questionamento ou atitude que podem até tirar da inércia paradigmas ou forma de fazer algo.

    Quando cheguei ao ensino médio na escola Augusto Meira, no 1º ano do ensino médio, entrou um professor, com aparência desgastada, para dar aula de Filosofia. Rsrsrs, lembro como se fosse hoje ele dando aula:

    “FILOSOFIA FILO + SOFIA FILO = AMOR SOFIA = SABEDORIA, logo FILOSOFIA = AMOR À SABEDORIA.

    Enquanto ele falava com seu tom de voz cansado e desmotivante, eu ficava pensando: PRA QUE ISSO JÁ? ISSO NÃO SERVE PRA NADA!

    Mais tarde, no 3º ano do ensino médio, Deus abençoou meu pai e ele se esfolou para pagar R$ 200/mês no colégio Impacto. Lá tive um novo contato com a Filosofia (durantes as aulas até riamos) e passei a entender filosofia como a essência do conhecimento, para qualquer disciplina. O problema não são estas disciplina, o problema é que a educação é encarada como custo: O primeiro e mais importante passo é valorizar os professores, garantir dignidade à quem deveria ser o alicerce para uma país que deseja cresce de fato.

    Olhando para a história, alguns dos grandes “gênios” da história não tiveram que entrar em uma faculdade para olhar para um fato, questionar, refletir e mudar o rumo das coisas. Eles eram ensinados e motivados a pensar desde a infância. Veja o exemplo de Gauss:

    “Gauss, o príncipe da matemática
    Um professor, para manter seus alunos ocupados, mandou que somassem todos os números de um a cem. Esperava que eles passassem bastante tempo executando a tarefa. Para sua surpresa, em poucos instantes um aluno de sete ou oito anos chamado Gauss deu a resposta correta: 5.050. Como ele fez a conta tão rápido?

    Gauss observou que se somasse o primeiro número com o último, 1 + 100, obtinha 101. Se somasse o segundo com o penúltimo, 2 + 99,também obtinha 101. Somando o terceiro número com o antepenúltimo, 3 + 98, o resultado também era 101. Percebeu então que, na verdade, somar todos os números de 1 a 100 correspondia a somar 50 vezes o número 101, o que resulta em 5.050. E assim, ainda criança Gauss inventou a fórmula da soma de progressões aritméticas.

    Gauss foi sem dúvida um dos maiores matemáticos que já existiram. É por muitos considerado o maior gênio matemático de todos os tempos, razão pela qual também é conhecido como o Príncipe da Matemática.”
    http://www.uff.br/sintoniamatematica/curiosidadesmatematicas/curiosidadesmatematicas-html/audio-gauss-br.html

    Já imaginou se ele fosse esperar chegar na faculdade para refletir e criticar? Talvez nem teríamos conhecido as fórmulas das Progressões.

    Veja o caso de Thomas Edison:

    inventor da lâmpada incandescente entre seus 15 ou 16 anos ele criou sua primeira invenção: O “repetidor automático, que transmitia sinais de telégrafo entre estações automáticas, permitindo que quase qualquer um traduzisse de maneira simples e precisa o código em sua própria velocidade e conveniência”

    Já imaginou se ele fosse esperar chegar na faculdade para refletir e criticar as informações que tinham o apresentado?

    – Não há momento mais propício para se engajar na prática filosófica do que a juventude. A partir do questionamento e da redefinição do que é realmente importante em sua vida, o jovem pode adquirir maturidade e planejar, com mais clareza, o seu próprio amanhã.

    Postegar a capacidade de pensar e elaborar é no mínimo uma intenção clara e proposital de limitar o potencial cognitivo de cada cidadão!

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    Publicado por Fabiano | 6 de outubro de 2016, 09:45
    • Concordo com o seu argumento. Entretanto, desenvolver o pensamento crítico não requer um curso formal de filosofia. Isso deve ser um dos princípios fundamentais de qualquer ensino desde o ensino fundamental.

      Se você tem um bom curso de matemática, você desenvolve a capacidade de pensar logicamente, raciocinar e abstrair. Se você tem um bom curso de ciências, voce desenvolve a capacidade de perguntar, coletar dados, analisar e abstrair a partir dos dados. Se você tem um bom curso de línguas você desenvolve a capacidade de pensar, estruturar os seus argumentos e apresentá-los de uma forma clara e coerente.

      Agora você tocou em um ponto importante. Se os nossos alunos não estão desenvolvendo essas habilidades e continuam sem exercer o pensamento crítico em suas decisões diárias, incluindo o ato cívico de votar, é porque o nosso ensino, além da falta de infra-estrutura, também está muito defasado do ponto de vista metodologico. Certamente não se desenvolve pensamento crítico com base em métodos de ensino baseados no decoreba, no cuspe e giz e na sua versão mais recente, o PowerPoint.

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      Publicado por José Silva | 6 de outubro de 2016, 10:07
  6. Ah, com relação a participação do família na orientação do filho. Realmente é muito importante, porém limitada e a maioria das famílias não tem o mínimo de estrutura para compartilhar este tipo de informação.

    Outra coisa: Como um pai que nunca estudou filosofia ou sociologia vai consegui dar algum tipo de esclarecimento sobre estas disciplinas?

    Como um jovem que passou avida inteira dentro de uma caixa vai querer outra? É natural que ele queira algo que lhe pareça mais familiar. Lembra do “MITO DA CAVERNA”? É por isso, que apesar de não estar expresso na MP, a intenção é banir estas disciplinas.

    Aparentemente a Filosofia não tem utilidade: com ela, não fazemos casas, barcos ou roupas; não produzimos alimentos nem remédios para o corpo; não criamos poemas, não pintamos quadros para nosso deleite.

    A Filosofia é útil para os que querem conhecer a si mesmos e entender de onde surgem as ideias que estão em sua mente; para os que têm interesse em questionar os fundamentos das ciências, da política, da arte, da religião…; para os que têm necessidade de encontrar uma resposta às perguntas: “qual o sentido da vida?”, “qual o sentido do universo?”, “qual o sentido de tudo?”.

    Em tempo de IMPEACHMENT, concordo que este era necessário, mas vejo que tem um grupo oportunista com sede de voltar ao poder e é evidente que ações como estas pela qual estamos discutindo fazem parte do plano para se manter no domínio de nosso país.

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    Publicado por Fabiano | 6 de outubro de 2016, 10:22
    • Fabiano,

      Não minimize a poder das famílias. Quando os pais se interessam de verdade pela educação dos filhos eles pesquisam perguntam, buscam conselhos, etc. Não sou tão pessimista assim. Há muita gente boa, que apesar de não ter educação formal, são muito mais espertos para aprender que os que tiveram educação formal.

      A filosofia é a mãe de todas as outras disciplinas. Dessa forma, as grandes questões existenciais hoje estão distribuidas nas várias outras disciplinas, as quais eu considero as mais básicas (linguagem, matemática e ciência).

      Como eu escrevi antes, há como desenvolver pensamento crítico sem cursos formais de filosofia. Há, inclusive, entre os filosofos, uma preocupação crescente sobre qual o futuro da filosofia. Um bom livro sobre a polêmica é “Philosophy in Crisis:The Need for Reconstruction” do Mario Bunge (Não sei se esse livro foi traduzido para o português).

      Do ponto de vista político, talvez a MP seja uma resposta a excessiva dogmatização dos estudantes com a introdução das disciplinas de filosofia em sociologia como obrigatórias no ensino médio. Eu não sei detalhes, mas vale a pena explorar o que diziam os movimentos (isso em uma época pre-impeachment) que criticaram e apresentaram evidências de uma excessiva ideologização do ensino das duas disciplinas. Você pode falar mais sobre isso do que eu.

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      Publicado por Jose Silva | 6 de outubro de 2016, 11:34
  7. José,

    Não é pessimismo não. É realidade. Meu pai, mecânico que desde de criança começou a trabalhar em engenho de açúcar no Panacuéra (interior de Igarapé Mirim), apesar de ser um exemplo de pai, nunca falou e nem teria capacidade para me instruir do ponto de vista do conhecimento cientifico. O máximo que ele podia era me mandar para a escola e cobrar resultado no final do ano, e ensinar a andar dentro dos padrões éticos da sociedade.

    José, infelizmente ainda não chegamos nesta utopia. Não vivemos na “Disneylândia”.

    Ainda somos um país em que grande parte da população sofre com as diferenças sociais herdadas do processo de colonização. Por exemplo:

    Meu Avô, em pleno século XX, por volta de seus 12 anos de idade, foi escravo aqui em Belém na casa do famoso Dr. Camilo Salgado. Ele não teve o mínimo de estudo e consequentemente meu pai bem pouco. Por isso, olhando para a minha família não consigo concordar com seu pensamento de delegar algo tão técnico para a família.

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    Publicado por Fabiano | 6 de outubro de 2016, 14:18
    • Caro Fabiano: quanta história – e que história! Você não quer escrever um artigo sobre os seus antepassados, aprofundando o que já citou? Com muito gosto, gostaria de publicá-lo no Jornal Pessoal.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 6 de outubro de 2016, 18:48
    • Fabiano,

      Concordo com Lúcio. Sua historia é muito interessante.

      Voltando a nossa conversa. Podemos comparar a época dos seu pais com a época atual em termos de acesso a informação? Se não, creio que a família pode sim ajudar os alunos em suas escolhas se tiver interesse.

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      Publicado por Jose Silva | 7 de outubro de 2016, 11:28

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