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Cidades, Política

Sujeira no ar

Infelizmente estou fora de Belém, sem acesso às fontes locais, neste momento tenso de final de corrida ao 2º turno da eleição para prefeito de Belém. Como se esperava (e temia), a polaridade sem conteúdo estimula um confronto de baixo nível, à base de acusações pessoais e controvérsias sem fundamento nos fatos. Como a grande imprensa se partidarizou de vez, restam as redes sociais para que o eleitor vá esclarecido para a sua seção eleitoral.

Duas questões estão no centro do tiroteio das facções e no alvo dos inimigos. A primeira é uma pesquisa da Doxa divulgada\por O Liberal que deu 101% na soma das opções entre Zenaldo Coutinho e Edmilson Rodrigues. Seria um erro tão primário do instituto que ele precisaria fechar as portas e mudar de ramo de negócio. As explicações dadas pela Doxa são satisfatórias.

O que não é aceitável é, a partir dessa explicação, o procedimento leviano do jornal de arredondar os números fracionados das partes sem atentar para a distorção na soma. Ou ainda mais grave: saber disso e manter o erro primário e lapidar para ajudar, mesmo que por resíduo mínimo, o seu candidato, o atual prefeito.

Diante da imediata verificação do erro, o jornal da família Maiorana não se sente obrigado a pelo menos pedir desculpas ao público, se não considera do seu dever explicar o modo de proceder tão rústico, para ser sutil?

Independentemente da iniciativa (ou não) dos donos do jornal, e a opinião pública? Como parece se portar tão displicentemente, sem se sentir ferida e desrespeitada por prática que os tempos atuais tornaram inaceitável, incompatível com a evolução tecnológica dos meios de comunicação e a sua necessária interação com o público?

A segunda questão diz respeito a uma suposta ação tendenciosa da prefeitura de favorecer a maior empresa de ônibus da cidade em prejuízo da concorrência necessária e como retribuição a dinheiro ilícito que a empresa de Jacob Barata teria repassado para a campanha de reeleição de Zenaldo. Os

donos de duas empresas que perderam sua participação em várias linhas que têm por eixo a avenida Augusto Montenegro faliram e seu lugar foi ocupado por Barata, que já estaria com dois terços da frota que serve a essa via tão importante. E ele ainda teria sido presenteado com o BRT.

Li atentamente o que os dois empresários disseram. Seus dados não são suficientes para partilhar a conclusão que apresentam. Sem dúvida, porém, essas informações devem ser apuradas. Ainda mais porque a antiga responsável pelo setor, na chefia da Semob, diz que o serviço melhorou 100%, o que qualquer usuário do transporte coletivo de Belém haverá de contestar.

Se um lado quer aproveitar a fase decisiva da eleição para trombetear com mais eficácia o que quer denunciar, depois de dois anos de suas empresas fechadas, o outro lado gostaria de colocar debaixo do tapete sujeira que vem de muitos anos (ou desde sempre) nas relações promíscuas entre as concessionárias e o concedente do serviço. Um serviço vital para a população, mas não para os que deveriam bem servi-la – sejam governantes como empresários. E neste caso não tem importado muito o nome da autoridade, se Zenaldo ou Edmilson. Belém que o diga.

Discussão

38 comentários sobre “Sujeira no ar

  1. Caro Lúcio Flávio!
    É estranho o Jurídico da campanha do ED 50 não acionar judicialmente O Liberal.
    Quem dorme de touca..!

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    Publicado por Val-André Mutran Pereira | 26 de outubro de 2016, 19:54
    • A esta a,ltura, já seria inócuo. A questão surgirá se o Edmilson se eleger. Como ele se relacionará com O Liberal, que o combateu, e o Diário do Pará, que lhe deu apoio, fruto da aliança informal com Jader Barbalho. Na primeira eleição, ele prometeu fazer uma investigação no jornal dos Maioranas para cortar as sangrias fiscais e outras coisas mais. Acabou financiando o grupo.
      Acho que nem uma coisa nem outra: nem revanche nem compadrio. Tratamento profissional e isonômico. Como lançar um edital de concorrência pública para a aquisição de jornais para distribuição na Uepa, por exemplo. Desde que, além do menor preço, houvesse uma vantagem técnica: a empresa teria que se abrir a visitas de estudantes, teria que criar um ombudsman e um conselho de redação para tratar do aprimoramento da qualidade do serviço, sem qualquer interferência sobre a linha editorial. Mas suprindo bem o leitor da quantidade de exemplares que correspondesse à população da Uepa. Consumidor que deveria ser tratado com atenção, inclusive às demandas e críticas que apresentasse sobre o conteúdo e a apresentação do jornal como ferramenta de cultura, conhecimento e informação.

      Curtido por 1 pessoa

      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 26 de outubro de 2016, 20:05
      • “….. lançar um edital de concorrência pública para a aquisição de jornais para distribuição na Uepa, por exemplo. Desde que, além do menor preço, houvesse uma vantagem técnica: a empresa teria que se abrir a visitas de estudantes, teria que criar um ombudsman e um conselho de redação para tratar do aprimoramento da qualidade do serviço, sem qualquer interferência sobre a linha editorial. Mas suprindo bem o leitor da quantidade de exemplares que correspondesse à população da Uepa. Consumidor que deveria ser tratado com atenção, inclusive às demandas e críticas que apresentasse sobre o conteúdo e a apresentação do jornal como ferramenta de cultura, conhecimento e informação….”

        Lúcio Flávio.

        Parece brincadeira, mas como vc está viajando, estou acreditando que vc deixou alguém escrevendo no seu login.

        Não acredito que seja vc mesmo que possa estar propondo isso que vai acima, com seriedade de acreditar numa coisa dessas. E até por um rigor de abrangência, por que a prefeitura compraria jornal para distribuir na UEPA que é estadual ?

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        Publicado por Sou daqui. | 26 de outubro de 2016, 22:23
      • Porque é a única instituição de ensino superior do Pará, Estado do qual Belém é a capital. Os recursos viriam através de convênio com o Estado, que faria o pagamento em metades iguais para ser despesa o mais leve possível ao erário. E também para que haja mais influência da sociedade, com a partilha da responsabilidade na elaboração do edital, sua execução e o acompanhamento dos efeitos do contrato. Seria a forma de estimular a leitura de jornais pelos estudantes e influir sobre a – péssima atualmente – qualidade da imprensa no Pará. Ao mesmo tempo, por fim a prática de dovernos – estadual e municipal – de subsidiar o órgão da imprensa que lhes do apoio ou comprá-lo através da compra direta unilateral.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 27 de outubro de 2016, 16:48
      • Caramba… o vício do estado/prefeitura bancar coisas, as mais diversas, não sai de moda.

        Que tal a prefeitura tratar da educação básica com eficiência e ponto final.
        Acho que é o melhor caminho para que mais pessoas passem a ler mais e coisas melhores.

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        Publicado por Sou daqui. | 27 de outubro de 2016, 18:58
      • Uma coisa não impede a outra.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 27 de outubro de 2016, 20:16
      • Lúcio,

        Em lugares civilizados, os jornais oferecem assinaturas gratuitas ou muito mais baratas para os estudantes (e para professores) para justamente recrutar futuros leitores. Em qualquer universidade por ai, você vê centenas de jornais do dia sendo distruibuidos gratuitamente ao estudantes. Não é filantropia não. É puro negócio. Investe um pouco hoje para ter o leitor de amanhã. Para os nossos jornais, falta empreendedorismo e sobra subsidios. Se cortar os subsídios, tenho certeza que eles mudariam de postura rapidamente.

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        Publicado por Jose Silva | 27 de outubro de 2016, 19:36
      • A concorrência pública os obrigaria a baixar o preço. Um bom termo de referência lhes imporia a melhora de qualidade sob pena de rescisão do contrato, caracterizada a violação contratual. Os professores seriam obrigados a ler para, em cada disciplina, dedicar pelo menos uma hora por semana para uma aula de atualidades com base no, estimulando os alunos a entender, absorver e criticar o conteúdo da leitura. Em cada mês seria escolhido um tema para redação, valendo – digamos – 2 pontos de acréscimo à nota de português. O contrato seria anual de 5 mil exemplares. Um comitê na Uepa se pronunciaria sobre a conveniência da renovação (só mais uma vez) ou o lançamento de um novo edital.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 27 de outubro de 2016, 20:24
      • Ah, sim: no Brasil essa prática (e acho que no mundo todo) é esporádica, em promoções, mas não sistemática e não usando o jornal como ferramenta pedagógica. O Liberal tinha o programa O Liberal na Escola, sem uma efetiva preocupação desse tipo, apesar das aparências. Era mais um item da política clientelista e colaboracionista imprensa amiga/governo.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 27 de outubro de 2016, 20:27
      • “…..A concorrência pública os obrigaria a baixar o preço……”

        Se edital de concorrência pública resolvesse alguma coisa o Brasil seria a maior honestidade em negócios estatais do mundo. Vide Petrolão.

        Lúcio já estabeleceu cota de 5 mil exemplares, 2 pontos na prova, o professor ser obrigado a ler (onde já se viu, prof. ler por obrigação) e por aí vai……

        O cacoete de resolver tudo na formalização de “Bolsas” e “Cotas”…parece que criou raízes….e vai levar tempo para se reverter isso.

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        Publicado por Sou daqui. | 28 de outubro de 2016, 08:54
      • Lúcio,

        Apenas como exemplo: Tanto o NYT como o The Economist tem preços diferenciados para estudantes e acadêmicos. Nas universidades européias e norte-americanas, os jornais doam milhares de exemplares que ficam disponíveis aos estudantes nos lugares de convivência. Hoje as notícias já fazem parte dos projetos pedagógicos das escolas e universidades. Entretanto, aio invés de usarem jornais impressos os professorers preferem usar os formatos digitais, pois são gratuitos e mais interativos. Veja por exemplo o caso do Guardian.

        Para a parte impressa, já havia jornais de síntese sendo distribuidos gratuitamente nas paradas de onibus, etc. Estes jornais vivem da publicidade e não mais da venda de exemplares. Esse modelo tem sido um sucesso do ponto de vista financeiro onde foi implementado.

        Em resumo, há muitas opções e oportunidades. Como sempre, os nossos empreendedores perderam o bonde da história..

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        Publicado por Jose Silva | 28 de outubro de 2016, 09:16
      • Para a nossa conjuntura, ainda acho que é bom incentivar jornal impresso em papel e utilizá-lo em mão dupla: junto aos estudantes e junto aos jornalistas.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 28 de outubro de 2016, 10:45
  2. Lucio,

    O que estamos vendo é o esperado, dada a baixa qualidade da política que se faz no Pará. Como a população pode selecionar dois candidatos que nem apresentaram uma visão de cidade e um programa de governo? Sem planos, nenhuma discussão racional é possível. Então a estratégia final é apelar para os escândalos como uma forma de dizer que um é mais escandaloso do que o outro. Quanto mais próximo ficar da eleição, mas escândalos serão anunciados e a baixaria tomará conta das ruas. Triste destino de uma cidade que tinha para ser tudo uma das melhores das Américas.

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    Publicado por José Silva | 26 de outubro de 2016, 20:26
  3. No Pará em Belém infelizmente só temos dois grupos de comunicação(pouco para um Estado imenso). Mais cada um noticia da sua maneira,conforme seus interesses.A liberal(afiliada Globo) nao dá destaque a cassação de Zenaldo que foi cassado por motivos parecidos com o da prefeita de Campos(RJ)Rosinha Garotinho,o que para a Globo foi amplo destaque e a RBA(afiliada Band) não dá destaque a prisão de Cunha (por ser do PMDB) o que para a Band foi amplo destaque.Como Zenaldo sempre arruma um culpado já imagino após o resultado das urnas quem ele irá culpar…

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    Publicado por Eduardo | 26 de outubro de 2016, 21:06
  4. Só uma correção: a soma não deu 101% e sim 100,1%

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    Publicado por Harrison Carlos | 26 de outubro de 2016, 23:05
  5. Acho importante comentar:

    Às véspera da eleição para o 2º Turno o candidato tucano “Ficha Limpa” está asfaltando praticamente todas as ruas que não estavam ainda asfaltada ou que estavam com a pavimentação danificada nos Bairros do Jurunas, Guamá, Condor e Terra firme (bairros onde ele perdeu feio no 1º turno).

    O que me preocupa é as condições de como foram liberadas estas ordens de serviços ”URGENTES”. Será que foram foram liberadas dentro do principio da legalidade ou da conveniência? e o princípio da impessoalidade? e o principio da publicidade? Será que foram publicadas e fundamentadas estas ordens de Serviço?

    Falando sobre o aspecto de técnico de Engenharia, quais serão as consequências de alagamento para estas ruas que estão recebendo esta pavimentação “URGENTE”, sem a contemplação de um sistema de microdrenagem para captar as águas da chuva que antes infiltravam no solo? agora provavelmente vão escoar para dentro das casas e alagar as ruas que até então não alagavam…

    Ao que parece a sociedade e as instituições públicas estão com os olhos vendados, pois nem MP nem SEMMA, nem SESAN, nem SEURB e nem tão pouco a população consegue enxergar o absurdo, de qualquer aspecto, que são estas “obras urgentes”…

    Mas é bem provável que neste caso a justiça, de fato, venha do céu….

    …Vamos só esperar a próxima chuva na nossa Belém que a profecia de Barata se cumprirá: “NOSSOS RIOS SERÃO NOSSAS RUAS” ou virse-e- versa…

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    Publicado por Fabiano | 27 de outubro de 2016, 12:31
    • Pois é!

      Já sabíamos que isso iria ocorrer. Discutimos muito isso aqui. Zenaldo usou a velha técnica de asfaltar na véspera de eleição. Possivelmente do ponto de vista técnico o asfalto é R$ 1,99 (acaba com as primeiras chuvas). Do ponto de vista legal, tudo deve estar correto porque foi planejado com antecedência.

      Esta velha tática política das obras de véspera funciona muito bem em sociedades com memória curta…Como será a nossa sociedade?

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      Publicado por Jose Silva | 27 de outubro de 2016, 14:30
    • Acabei de ver uma propaganda política de um piche jogado sobre uma rua da região do Tucunduba. Eu esperando aparecer a propaganda do Zenaldo e me surge: governo do Pará.

      O mesmo governo do Pará inaugura subitamente o ginásio totalmente mal acabado – como toda obra dos tucanos paraenses (vide a Perimetral)- às vésperas da eleição.

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      Publicado por Jonathan | 27 de outubro de 2016, 20:39
      • Esta estratégia é velha. Foi usado por todos os partidos políticos em todos os momentos da história. O caso mais recente foi a Dilma. Ela quebrou o país para para encobrir a crise financeira que estava chegando. Jogou milhões de reais em investimento ao redor do Brasil para garantir a eleição. Como falei…a estratégia funciona quando a memória da população é curta.

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        Publicado por Jose Silva | 28 de outubro de 2016, 00:05
  6. Lúcio,

    Por falar de sujeira, sabíamos que o ministerio do Temer (com raríssimas exceções) é igual ao da Dilma..só tem perna de pau. Um bando de jabutis na copa da árvore!

    Agora a última do gênio Kassab é desmantelar o sistema de apoio a pesquisa do Brasil, colocando-os subordinado a um tal de serviços postais e outros assuntos esotéricos.

    A SBPC e a ABC estão reclamando (http://www.sbpcnet.org.br/site/noticias/materias/detalhe.php?id=5585). Alguém sabe de alguma coisa a mais? Quantas outras coisas absurdas estão acontecendo por baixo dos panos?

    Não gosto da fusão do MCT com o de Comunicações. Para mim, o MCT deveria abrigar o Setor de Ensino Superior do MEC e se transformar no Ministério da Inovação. O resto do MEC poderia continuar como ministério, mas com um foco mais forte no ensino fundamental e médio, o que é prioridade nacional.

    Fundir com o Ministerio das Comunicações somente teria sentido se as Comunicações ficassem subordinada ao MCT, mas o que aconteceu foi o inverso e a liderança ainda foi para outro político incompentente.

    Essa coligação do mal nunca deixa de surpreender!

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    Publicado por Jose Silva | 27 de outubro de 2016, 17:17
  7. Cantei a pedra aqui. A cúpula do TJPA e MPPA é tucana. Mas há juizes e promotores da base que são imparciais , honestos e que querem aplicar a lei doa a quem doer. Mais duas cacetadas no Zenaldo que usando e abusando das beneses da maquina administrativa nao respeita o eleitor. Se houver justica no estado, ainda que ganhe, Zenaldo deve ser cassado, está às escancaras as violaçoes ás lei eleitoral.

    Curtido por 1 pessoa

    Publicado por Hernani Filho | 27 de outubro de 2016, 21:15
  8. Prezados, desculpem mas não tem como não falar do Zenaldo, uma vez que é ele quem está jogando dinheiro publico no ralo.

    José Silva,

    Não são obras de R$ 1,99 não, estas do Zenaldo são de R$ 0,99 mesmo é só olhar o que ele esta fazendo nos bairros periféricos da cidade.

    As “obras de R$ 1,99” construíram escolas; praças;Pronto-socorro; Unidades de Saúde da família… emfim mesmo que R$ 1,99 agregaram, principalmente para a população mais pobre.

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    Publicado por Fabiano | 28 de outubro de 2016, 07:52
    • Tem gente que gosta de ter asfalto na rua tambem, principalmente se vive na lama agora. Por isso que a estrategia de vespera funciona bem em tudo que é lugar no Brasil.

      Se a população fosse esperta, não aceitaria nem obras de 0.99 e nem de 1,99, mas sim obras sistemicas com preços justos que resolvessem de forma definitiva algums dos grandes problemas públicos.

      Entretanto, isso é pedir muito tanto dos nossos políticos como dos eleitores, não é verdade?

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      Publicado por Jose Silva | 28 de outubro de 2016, 09:08
  9. “…..A concorrência pública os obrigaria a baixar o preço……”

    Se edital de concorrência pública resolvesse alguma coisa o Brasil seria a maior honestidade em negócios estatais do mundo. Vide Petrolão.

    Lúcio já estabeleceu cota de 5 mil exemplares, 2 pontos na prova, o professor ser obrigado a ler (onde já se viu, prof. ler por obrigação) e por aí vai……

    O cacoete de resolver tudo na formalização de “Bolsas” e “Cotas”…parece que criou raízes….e vai levar tempo para se reverter isso.

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    Publicado por Sou daqui. | 28 de outubro de 2016, 08:55
  10. Esclarecimento:

    Bolsas e cotas não resolvem tudo. Elas são apenas políticas que visam atender um dos objetivos fundamentais da Republica Federativa do Brasil (art 3º):

    ” Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”

    Bom, quando chamamos estas políticas de “Bolsa esmola” ou coisa deste tipo só mostramos o quanto somos preconceituosos e ignorantes pois esmola é o mesmo que caridade, favor ou ajuda. Estas, por fim, são diferentes dos deveres que o Estado tem para com a sociedade.

    Mas se preferirmos ficar acorrentados só “olhando a sombra no fundo da caverna”…Tenho uma solução:

    Vamos arrancar da constituição aquilo que não nos interessa. Aliás o atual governo já começou a fazer isto…

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    Publicado por Fabiano | 28 de outubro de 2016, 10:49
    • Não é o que pretende quem, como eu, critica essa política de cotas. Ao invés de beneficiar no ponto final do processo, na universidade, a intervenção estatal deve ser no início. Ao invés de reservar – digamos – 10% para negros, índios ou qualquer outro grupamento humano minoritário ou excluído, bolsa no início do ensino fundamental para que o aluno desfavorecido possa reequilibrar a situação. E assim por diante.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 28 de outubro de 2016, 11:15
    • Fabiano,

      Bons pontos, mas não confunda fins com meios. A constituição determina que o governo tem como fins encerrrar pobreza e reduzir desigualdades. As bolsas são apenas um dos meios. Outros meios são gerir o país de forma responsável, atrair investimentos e gerar empregos, prover boas escolas e hospitais, controlar a inflação, cobrar menos impostos dos mais pobres, etc, etc.

      Infelizmente o governo petista fracassou em manter os fundamentos básicos de um país, o que é essencial para atingir os fins sociais previstos na constituição.

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      Publicado por planetum | 28 de outubro de 2016, 14:52
  11. Prezado Lúcio, as cotas universitárias são ações para sanar de imediato uma ingerência histórica.

    Concordo com você, a ação deve ser no início.

    Mas e quanto aos que não receberam este tratamento no início e hoje estão em idade produtiva, porém sem condições de competitividade no mercado? Como garantir uma vida digna a estes?

    Planetum,

    Governo Petista fracassou? Como assim? É necessário abrir mãos dos nossos preceitos políticos. Caso contrário nossos debates serão semelhantes aos de torcedores de futebol.

    Não podemos esquecer que foi só o governo petista que fracassou, é necessário lembrar de FHC, dos tucanos em nosso estado. Emfim, você entendeu.

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    Publicado por Fabiano | 28 de outubro de 2016, 15:16
    • Através de uma política mais dinâmica para os desempregados. Por exemplo: o Estado custear cursos profissionalizantes e técnicos aos desempregados, suplementado com vale transporte e vale refeição e condicionado a notas acima de 8, por exemplo. A aprovação contínua a partir do primeiro semestre daria direito a uma bolsa de dois salários mínimos, sujeito à aprovação constante.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 28 de outubro de 2016, 15:23
    • Bolsas sem uma estratégia de saida criam dependência. Elas deveriam ser usadas somente em casos extremos para pessoas com idade avançada e que não tem mais oportunidades.

      A melhor solução para pobreza e desigualdade social continua sendo uma boa educação pública, uma economia que funcione de forma efetiva gerando empregos e, claro, apoio para os empreendedores correrem atrás dos seus sonhos.

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      Publicado por Jose Silva | 28 de outubro de 2016, 18:47
  12. Lúcio, esta seria uma boa política social. Aliás, O Pronatec tinha alguma coisa deste tipo. Mas é necessário sim garantir o acesso a educação superior, caso contrário os atuais dicadões que foram historicamente desfavorecidos morreram no “chão de fábrica” .

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    Publicado por Fabiano | 28 de outubro de 2016, 15:42
  13. Caramba…..

    Palavras chaves da conversa:

    Aquisição para distribuição, Bolsas, Cotas, Subsídios, Vales. Tudo pelos governos.

    Formar, educar, prestar serviços de qualidade, melhorar a eficiência e produtividade dos serviços públicos e principalmente reduzir impostos, isso fica em segundo plano.

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    Publicado por Sou daqui. | 28 de outubro de 2016, 16:12
  14. Não Sou daqui, não fica em segundo plano não. Na verdade são primordiais e apresentam resultados sociais `médio e principalmente LONGO PRAZO, perfeito. Mas enquanto os benefícios não chegam é necessário políticas com efeito de curto prazo.

    Ações que geram efeitos sociais de curto prazo só devem ser extintas quando se começa a colher os benefícios das ações que geram benefícios de médio e longo prazo.

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    Publicado por Fabiano Santos | 28 de outubro de 2016, 18:22
    • Que tal ao invés de bolsas não trocar o pagamento por serviços? As pessoas trabalham por horas fazendo atividades comunitárias e, com base nisso, recebem as suas bolsas. Isso resolve a situação de curto prazo, ajuda a manter as coisas públicas e ainda dá experiência de trabalho aos beneficiários.

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      Publicado por Jose Silva | 28 de outubro de 2016, 18:50

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