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Imprensa

Jornalismo pró democracia

O Globo teve a maior receita entre os jornais brasileiros no ano passado: faturou 667 milhões de reais, mas teve prejuízo de R$ 52,5 milhões. A Folha de S. Paulo faturou bem menos no segundo lugar: R$ 516 milhões. Mas conseguiu lucro líquido de R$ 2,6 milhões. A pior situação é de O Estado de S. Paulo: sua receita líquida foi bem inferior ao do seu concorrente direto (R$ 440 milhões) e ainda registrou prejuízo de R$ 3 milhões.

Para equilibrar suas contas, o jornal dos Frias teve que demitir gente, reduzir o consumo de papel e enxugar sua cobertura, compactando as editorias. Ainda assim, a previsão é de que 2016 será pior do que o ano passado. Não só para a imprensa brasileira, como para quase todos os jornais do mundo.

Avaliando a situação, Paula Cesarino Costa, ombudsman da Folha, diz que o problema essencial é simples, mas difícil de resolver. Elas faz as perguntas básicas para enfrentar o desafio: “como financiar o jornalismo de qualidade, tão necessário à democracia? Quanto se dispõe a pagar o leitor e por qual tipo de jornalismo?Como encontrar financiamento alternativo à maciça migração de publicidade para outros meios? Como reagir a tais desafios e ainda se preocupar com a edição de amanhã?”.

Repasso as questões ao leitor no momento em que está circulando pela internet uma vaquinha (http://www.vakinha.com.br/vaquinha/vida-longa-ao-jornal-pessoal) organizada pela Paloma Franco Amorim justamente para tentar manter o Jornal Pessoal. A posição atual é esta:

 

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Vida Longa ao Jornal Pessoal

Discussão

4 comentários sobre “Jornalismo pró democracia

  1. Caro professor.
    Tentei e quero dar minha modesta, mas sincera contribuição mensal pro JP. Mas não vejo sentido a exigência do CPF pra concluir o processo, principalmente nesta época de tantos crimes virtuais. Acredito que se a Paloma Amorim retirar essa exigência, a meu ver desnecessária, a campanha deva alcançar um sucesso maior. Ou então abra uma cc no nome do JP e crie um sistema de boleto bancário pras contribuições caírem direto nela. Estou pronto pra dar minha contribuição e abraçar esta causa. Grande abraço e vida longa ao JP!

    Enviado pelo meu Windows Phone
    ________________________________

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    Publicado por marcio monteiro | 1 de novembro de 2016, 10:50
    • Obrigado, Márcio.
      Repasso a questão à Paloma. Pode ser assim?

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 1 de novembro de 2016, 11:02
    • Olá Márcio,

      Infelizmente essa é uma exigência do próprio site para que possam administrar os pagamentos em cartão de crédito. Talvez a saída seja depositar direto na conta do Lúcio ou se, for o caso – mas não me parece o mais eficaz -, você pode depositar o valor em minha conta e eu passo o boleto ou o cartão de crédito (conforme o valor) pelo meu CPF.

      De qualquer modo acho que posso dizer que existe segurança no procedimento, já fiz outros crowdfoundings e foi bem tranquilo. Para cadastrar a campanha eu tive de entrar em contato com os administradores do site para tirar dúvidas e ficou combinado que nos manteríamos em contato, fui pesquisar sobre e parece tudo bem sério. O que às vezes não são sérias são as campanhas, como comentei da outra vez, mas a plataforma em si é bem séria.

      Obrigada,

      Paloma

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      Publicado por pal0 | 1 de novembro de 2016, 20:58

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