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Energia, Grandes Projetos, Hidrelétricas

A água em Belo Monte

Estamos em 7 de novembro. A última informação da Norte Energia sobre os níveis, vazões e volumes da hidrelétrica de Belo Monte, que ela construiu e opera no rio Xingu, por concessão federal, é de 30 de agosto.

Nesse já longínquo dia a vazão a montante (ou seja, rio cima da barragem) era de 94 mil metros cúbicos (94 milhões de litros) de água por segundo, baixando para 3,4 mil m3 a jusante, depois de uma descida de 91 metros entre o reservatório e a casa de força principal, distantes 90 quilômetros.

Com isso, estavam acumulados dois bilhões de m3 de água, dos quais 17 milhões constituíam o volume útil, aproveitado para a geração de energia. Como se sabe, Belo Monte é a quarta maior hidrelétrica do mundo e a maior inteiramente brasileira. Já custou mais de 33 bilhões de reais.

A pergunta que se faz é: por que a concessionária não fornece dados em tempo real? Não só para um acompanhamento diário do rio Xingu e seu papel na usina, mas para servir à região. Mais do que por imposição da transferência, essa permanente atualização é um serviço de utilidade pública, Se a empresa não cumpre essa missão, o concessionário, que é o governo federal, deverá obrigá-la a agir.

Discussão

3 comentários sobre “A água em Belo Monte

  1. Pois é. Essa informação é tão simples de ser obtida com a moderna tecnologia que deveria ser mesmo divulgada em tempo real. Não é por falta de instrumentos que eles estão evitando compartilhar a informação.

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    Publicado por José Silva | 7 de novembro de 2016, 23:42
  2. Para a vazão do rio reduzir de 94 mil para 3,4 mil métros cúbicos, a seção do rio teria que ter uma variação inversamente proporcional da montante para jusante da barragem. Este fato causou-me dúvida quanto à informação fornecida pelo consórcio.

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    Publicado por Fabiano | 8 de novembro de 2016, 10:23
    • A tabela que eles divulgam nem apresenta vazão turbinada, como se a usina nada estivesse produzindo.
      Quanto à diferença, sem deixar de estranhá-la, a atribuí a uma medida de excesso de cautela em relação ao inverno que começa. Como ainda há poucas máquinas em operação, a vazão está sendo retida nos reservatórios complementares, formados à margem da calha do Xingu.
      O que todos deviam fazer era pressão para a Norte Energia divulgar todos os dados.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 8 de novembro de 2016, 11:46

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