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Cultura

Dinheiro desviado

A Associação Renascer dos Pequenos Produtores Rurais da Paranoá, instalada em uma colônia no município de Ipixuna, é contumaz em receber recursos do governo estadual para suas atividades e não prestar contas do dinheiro usado. Em três tomadas de contas especial, o Tribunal de Contas do Estado apontou essa e outras falhas nos convênios assinados com a tal associação, com inexigibilidade de licitação. Ou seja: dinheiro entregue diretamente.

Ontem, a Fundação Cultural do Pará, a autora do repasse, reconheceu que a entidade beneficiada pelo dinheiro do povo não comprovou a aplicação dos recursos que lhe foram entregues, remetendo as informações para o TCE. Só num desses convênios, todos do ano passado, a fundação entregou 109 mil reais. Mas há outros convênios, alguns em outra secretaria e outra fundação.

Na área cultural, o recurso sai carimbado da Assembleia Legislativa. Um deputado consegue a aprovação de uma emenda ao orçamento estadual e destina o dinheiro a quem quiser, com exigências mínimas, sem passar por um crivo seletivo externo. Pode ser uma ação entre amigos, um lance de compra de voto, um fisiologismo qualquer ou uma forma de o dinheiro chegar a quem o destinou, na íntegra, em partes ou por alguma forma de caixa 2.

Reunidos todos esses arranjos, a soma vai além das dezenas de milhões, sempre a pretexto de estimular os folguedos populares, ajudar os necessitados ou fazer promoção cultural. Na realidade, um escândalo, uma farra com o dinheiro público que termina em samba, com o qual o povo, fonte do dinheiro do erário, sempre dança.

O Ministério Público do Estado não se interessa por essa imoralidade?

Discussão

4 comentários sobre “Dinheiro desviado

  1. “…… sempre a pretexto de estimular os folguedos populares, ajudar os necessitados ou fazer promoção cultural….”

    Huuuumm……

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    Publicado por Sou daqui. | 8 de novembro de 2016, 16:00
  2. Teve uma época que o MP andou fiscalizando essas associações e descobriu coisas terríveis. Elas eram usadas de forma proposital para desviar dinheiro público. Acho que há um sistema onde as pessoas podem descobrir as associações e ONGs que estão em pendência com os governos. O que me admira é como elas continuam recebendo recursos mesmo estando com débitos nas prestações de contas anteriores. É preciso criar um cadastro público com todas essas ONGs classificando-as de acordo com a sua qualidade e uso adequado de recursos. Somente assim acabaria essa farra…

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    Publicado por Jose Silva | 8 de novembro de 2016, 16:22

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