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Violência

Massacre: policiais ainda impunes

Em abril deste anol ol governo do Estado instaurou um conselho de justificação para apurar a participação de policiais militares nas 10 mortes que se seguiram ao assassinato do cabo da PM Antônio Marco da Silva Figueiredo, no dia 4 de maio de 2014. Na madrugada do crime, pelo menos 10 pessoas foram mortas aleatoriamente na periferia de Belém, com todas as características de execução, por vingança pela morte do cabo “Pet”, como ele era mais conhecido, na sua face de justiceiro de milícia.

O conselho foi constituído, portanto, 20 meses depois da ocorrência. Passados sete meses, “não concluiu as suas atribuições em tempo hábil” e foi extinto, hoje, por decreto do governador Simão Jatene. O “tempo hábil” seria de 30 dias, renovável por mais 30. Estendeu-se por mais 150 dias e não concluiu a sua tarefa: apurar e punir quatro oficiais da Polícia Militar que cometeram “transgress~~ao de natureza grave”.

Os militares submetidos ao conselho de justificação foram o capitão Jackson Barros sobrinho, o 1º tenente Carlos Eduardo Memória, o 2º tenente Cássio Rogério Dantas Garcia e a 2ª tenente Mônica Amorim dos Santos. Provavelmente eles foram coniventes com os vingadores do sargento Pet, homem violento e diversas vezes afastado das funções por transgredir as regras da corporação.

Quando ele foi assassinado, com quatro balas de pistola calibre 9, de uso restrito, depois de tiros com os agressores, ele estava novamente sob punição e devia ser expulso da PM. Mesmo assim, seus vingadores criaram pânico em vários bairros da periferia, que percorreram em grupo de veículos, em alta velocidade, atirando em jovens que estavam nas ruas e matando pelo menos 10 pessoas.

O episódio sangrento completou dois anos sem que o processo judicial tenha chegado ao fim. E o processo administrativo vai recomeçar. Um ritmo tão lento e ineficiente que deixa dúvidas sobre a sua seriedade. Ou, dito de outra maneira: não deixando dúvidas sobre a sua falta de seriedade.

Discussão

6 comentários sobre “Massacre: policiais ainda impunes

  1. Subscrever ações que “reparariam” ao menos à consciência das famílias das vítimas traumatizada pelas perdas irreparáveis, significa vilipendiar as mesmas, denegando à elas o direito a “justificação”.

    Ao atuarem assim, livrando os algozes e os cúmplices, o que esperar daqui em diante??

    Talvez, “Caronte” já os tenha recepcionado em sua nau. O lamentável é, ignorar que ignora esse destino, para aqueles que cometem o maior ato de corrupção humana contra seus semelhantes!

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    Publicado por Thirson Rodrigues de Medina | 16 de novembro de 2016, 23:00
  2. Enquanto isso, seguem os homicídios. O que ocorreu na Unimed (e outros fora dela) continuam sem esclarecimento algum. Nos últimos dias, o jovem jogador do Sub-17 do Remo morto sem mais nem menos perto da sua casa.

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    Publicado por Jonathan | 17 de novembro de 2016, 18:26
    • Este foi um dos casos mais chocantes de violência em belém nos últimos tempos. Espero ter tempo para abordá-lo. A vítima nem teve o direito de se render e entregar o que o latrocida queria. Ele esfaqueou o rapaz ao mesmo tempo que o assaltava.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 17 de novembro de 2016, 18:52
      • Os noticiários locais contam de uma forma diferente. Eles dizem que o rapaz estava chegando em sua casa quando um tal carro prata passou e alvejou o jovem, que caiu morto.

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        Publicado por Jonathan | 17 de novembro de 2016, 21:37
      • Eu estava me referindo a um rapaz que foi esfaqueado ao subir no ônibus. São tantos os crimes que um se parece ao outro num ponto: a violência selvagem.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 18 de novembro de 2016, 10:16
      • Enquanto o nosso governador e o resto do PSDB paraense continuaram acreditando que só existe uma “sensação de insegurança”, a violência chegará a um nível insustentável em nossa cidade, necessitando, talvez, das forças armadas. Ontem mesmo houve bandidos atirando a esmo na Av Marquês de Herval sem a intenção de assaltar ninguém. Apenas estavam querendo que a as balas atingissem alguém. Algo visto somente em guerras civis.

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        Publicado por Jonathan | 20 de novembro de 2016, 12:31

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