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Minério

Carajás é em Marte?

Parece que Murilo Ferreira cumprirá o seu terceiro mandato bianual, permanecendo como presidente da Vale até o próximo ano. Segundo a Folha de S. Paulo, o presidente Michel Temer resiste a pressões políticas para antecipar o fim do mandato e substituí-lo por indicações de fora da empresa. Tecnicamente, isso é possível: o governo, por várias participações, tem o controle acionário da mineradora.

Temer teria preferido não interferir na condução da empresa pelos demais sócios, da iniciativa privada. O maior deles é o Bradesco. Também achou melhor conviver com um executivo que foi colocado no topo da maior empresa privada do país em 2011, no governo Dilma Rousseff.

O Planalto estaria avaliando nomes como o do ex-diretor da companhia de mineração Tito Martins, hoje na Votorantim Metais, e alternativas internas, como Peter Poppinga, diretor-executivo de Ferrosos, e Luciano Siani, diretor-executivo de Finanças e Relações com Investidores.

A Folha dá a ficha dos candidatos em potencial a uma das mais disputadas posições no mundo dos negócios no Brasil:

Tito Martins

Graduado em ciências econômicas pela UFMG, ingressou na Vale em 1985 e, em 1999, assumiu a diretoria de Finanças e Relações com Investidores. Em 2009, tornou-se presidente da Vale no Canadá e foi cotado para a presidência da mineradora no Brasil em 2011, quando Murilo Ferreira foi escolhido. No ano seguinte, deixou a empresa e assumiu a Votorantim Metais

Luciano Siani

Mestre em administração de empresas pela New York University, nos Estados Unidos, o executivo ingressou na Vale em 2008. Em 2012, assumiu o cargo de diretor-executivo de Finanças e Relações com Investidores da companhia, posição que ocupa até hoje. Antes da Vale, foi secretário-executivo no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)

Peter Poppinga 

Graduado em geologia pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e pela Universität Erlangen-Nürnberg, na Alemanha, o executivo assumiu em 2014 a diretoria-executiva de Ferrosos da mineradora brasileira. Desde 2000, ele ocupa cargos de direção na companhia e em suas subsidiárias ao redor do mundo, como em unidades na Bélgica, na Suíça e na Indonésia.

Tudo muito bom, tudo muito bem: só Minas Gerais e o Rio de Janeiro. Mas e o Pará, responsável por 40% do faturamento da empresa e onde ela executa os seus maiores investimentos, vai continuar acompanhando a sucessão na mineradora como se Carajás fosse em Marte?

Discussão

4 comentários sobre “Carajás é em Marte?

  1. Lúcio,

    Pelas reações provocadas por esse post – ou seja, nenhuma – apesar de Carajás não ser em Marte, dá para acreditar que os interessados locais possam ser marcianos sim.

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    Publicado por Sou daqui. | 18 de novembro de 2016, 15:14
    • A começar pelos tucanos que aqui governam e ainda venderam a empresa.

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      Publicado por Fábio Reis | 18 de novembro de 2016, 18:12
      • Pelo visto foi uma privatizacao de araque, pois o governo ainda manda e desmanda na empresa.

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        Publicado por José Silva | 18 de novembro de 2016, 19:38
      • Zé,

        Quanto a privatização de araque, não há nenhuma dúvida.

        Prova maior foi a “inauguração forçada da Placa de início da terraplenagem” da ALPA, como principal item de campanha para reeleição da Ana Júlia, que nem assim deu certo de tão ruim que era (a Ana Júlia).

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        Publicado por Sou daqui. | 19 de novembro de 2016, 10:20

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