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Imprensa, Política

É guerra?

Quem leu a edição de hoje de O Liberal deve ter achado que pegou o jornal errado. Até os últimos dias quase um órgão oficial dos governos tucanos do Estado e de Belém, a folha dos Maioranas subitamente mudou a linha editorial da cobertura às administrações de Simão Jatene e Zenaldo Coutinho, sem qualquer aviso prévio ou esclarecimento aos seus leitores e à opinião pública em geral.

Notas e reportagens sobre o governo e a prefeitura, que antes acabariam na lata de lixo eletrônica, agora são publicadas e até destacadas, como a falta de revitalização às passarelas da avenida Almirante Barroso, assunto menor que foi parar na capa do periódico.

Já acostumados a essas bruscas mutações, muitos leitores devem ter achado que tanto Jatene quanto Zenaldo devem ter deixado de fornecer as verbas publicitárias que O Liberal se acostumou a receber e a exigir. Até que esse racionamento seja provado, porém, ele fica apenas como mais uma hipótese na sucessão de conflitos do grupo de comunicação com anunciantes que tentaram conter sua gula, como A antiga Companhia Vale do Rio Doce, o Banco da Amazônia ou a Celpa. Todos acabaram se submetendo à campanha de agressões do jornal e voltaram a comparecer como antes ao caixa do jornal.

No entanto, pode haver outro componente dessa surpreendente hostilidade: o político. Se Sábato Rossetti continua a ser o advogado de Zenaldo Coutinho perante a justiça eleitoral, foi infrutífera a tentativa de O Liberal de apontar Rossetti como o autor de uma incrível trama para a condenação do seu próprio constituinte, fazendo o jogo sujo de Jader Barbalho, de quem seria admirador e parceiro (tanto o advogado como a OAB estão fazendo ouvidos de mercado para essa grave denúncia, que, se verdadeira, caracteriza violação à regra sagrada do exercício profissional).

Se nenhuma providência foi adotada, deve ser porque os supostos prejudicados não se convenceram da teoria conspirativa dos Maioranas, o que, tratando-se de Romulo Júnior, é pecado mortal. Estaria aí, então, a prova de que, por baixo dos panos e apesar da aparência de que são inimigos, eles estariam abertos à possibilidade de uma composição de uma chapa para a eleição de 2018, com Helder Barbalho para o governo e Jatene para o Senado.

Daí o aparecimentos de notas e matérias contra as administrações de Jatene e Zenaldo. Se elas prosseguirem e se ampliarem, é porque o rompimento estará consumado. Se pararem, de forma tão súbita e inexplicada como quando começaram, é porque, mais uma vez, o atacado se submeteu ao – digamos assim – ataque.

Discussão

7 comentários sobre “É guerra?

  1. Eita….

    Tá ficando mais animado que o Ver-O-Peso em dia de RExPA.

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    Publicado por Sou daqui. | 24 de novembro de 2016, 15:54
  2. Pode ser também apenas um disfarce como acontece no jornal televisivo deles. Fora das eleições, fingem que são um jornal apartidário a serviço do povo pra enganar os desavisados. Mas nas eleições, mostram a sua verdadeira parcialidade.

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    Publicado por Fábio Reis | 25 de novembro de 2016, 02:33
  3. De uma coisa é possível ter certeza: as redes sociais puíram até o tapete que encobria a podridão da corrupta elite.

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    Publicado por Luiz Mário de Melo e Silva | 25 de novembro de 2016, 10:09

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