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Saúde

Pará: 22º em idade

A expectativa de vida de um paraense ao nascer, no ano passado, era de 71,9 anos. O Pará era o 22º da federação por esse índice, abaixo da média nacional, de 75,5 anos e abaixo de Santa Catarina, onde o brasileiro vive mais: 78,7 anos.

No âmbito da Amazônia Legal, o Pará ocupava a 5ª posição, abaixo do Mato Grosso (o 12º do Brasil), com expectativa de vida ao nascer de 74 anos, Amapá (no 13º lugar), com 73,7 anos, o Acre (15º), com 73,6 anos, e o Tocantins (18º), com 73,2.

Imediatamente depois do Pará no ranking nacional de longevidade em 2015 estava o Amazonas (23º), com expectativa de 71,7 anos. Descendo a escada, Roraima (25º), com 71,2, e Rondônia (26º), com 71,1).

No rabo da fila, o Piauí e, por último, o Maranhão, onde o conterrâneo dos Sarney, tem vida média de 71,7 anos. A do ex-governador, ex-senador e ex-presidente da república está em 86 anos.

Esses dados se encontram nas Tábuas Completas de Mortalidade do Brasil de 2015, que apresenta as expectativas de vida às idades exatas até os 80 anos e são usadas como um dos parâmetros para determinar o fator previdenciário, no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social.

Discussão

6 comentários sobre “Pará: 22º em idade

  1. Isso indica que os serviços de saúde pública estaduais no Pará estão muito abaixo do mínimo esperado para o Brasil. Alguma reação do ilustre secretário de saúde?

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    Publicado por José Silva | 1 de dezembro de 2016, 12:50
  2. A expectativa de vida está muito mais relacionada a outras condições do que propriamente à serviços de saúde. Para um estado que tem uma das menores renda percapita do país, mais de 10% de analfabetos e onde cerca de 20% dos óbitos decorrem de causas externas (violência no trânsito e crimes), até que não está tão ruim. Em 2014 e 2015 tivemos menos de 5 (cinco) óbitos para cada mil pessoas (coeficiente de mortalidade geral). E a maioria das mortes foram de pessoas com mais de 60 anos. Hélio Franco

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    Publicado por Helio Franco de Macedo Júnior | 1 de dezembro de 2016, 13:54
    • Prezado Hélio: a inclusão da matéria no tag saúde é apenas formal. Não tenho outro título para ela. Não quis bitolar a estatística pela ótica da saúde. O Brasil, o Pará incluído, melhorou em todos esses índices. Mas a violência, a desigualdade, a concentração de renda e etc. prosseguem na sua escalada.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 1 de dezembro de 2016, 14:20
    • Hélio,

      O seu argumento não é apoiado pelas pesquisas recentes. Um artigo de 2014 (Procedia Economics and Finance 15:108-114) mostra que globalmente as estimativas de expectativa de vida e qualidade do serviço público de saúde (medido por investmento per capital) são fortemente correlacionados. Na verdade, investimentos em saúde explicam quase 90% da variação da expectativa de vida entre os paises.

      Naturamente que a expectativa de vida leva em conta outros fatores, mas os estudos mostram que a qualidade do serviço de saude é o elemento mais crítico para que um país ou um estado melhore seus indicadores de expectativa de vida.

      Sabemos muito em que o Pará investe muito pouco em saúde. Um estudo do CFM junto com a ONG Contas Abertas mostrou que em 2014 a média do gasto per capita por dia pelos estados e municipios no Brasil foi de R$ 1,38. O Pará estava no final da lista, com investimentos de R$ 0.74 por habitante por dia. Estados muito mais pobres que o Pará, tais como o Acre, investiam mais do que o Pará, e isso é refletido nos dados de expectativa de vida que o LFP mostrou para a região.

      A não ser que dados mais recentes indiquem uma mudança significativa nas tendências gerais, creio que ainda estamos muito longe do que poderíamos chamar de uma infra-estrutura mínima satisafatória para tratar da saúde pública no nosso estado.

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      Publicado por Jose Silva | 1 de dezembro de 2016, 16:06
  3. Caro José da Silva ( remember Jõão da Silva do caso Banpará), não consegui acessar o artigo citado da revista de economia e finanças citada por você. Mas, como trata de finanças é natural que respalde incrementos tecnológicos na saúde para aquecer a indústria medico-hospitalar mundial que segundo alguns rivaliza com a industria bélica em lucros e aumenta significativamente os custos para o setor saúde, Os USA são quem mais gasta em saúde: 18% do seu Pibão!! No entanto em expectativa de vida está lá pelo 32º lugar entre os ricos, Tem efetivamente a melhor medicina tecnológica do planeta, mas não tem os melhores indicadores de saúde. O Brasil usa 9% do PIB em saúde. Só q de recursos públicos só 4,5% do tal PIB e estamos na posição 73 entre todos os paises,Perdemos até pra Albânia,Venezuela,Egito e Ubequistão!!! Entre outros menos votados, Ah, ia me esquecendo do Paraguai. Ou seja, não basta só dinheiro. Há que admitir outras questões, inclusive capacidade gestora!!

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    Publicado por Helio Franco de Macedo Jr | 2 de dezembro de 2016, 16:33
    • Para os navegantes: o João da Silva a que o Hélio se refere era um nome fictício em cuja conta no Banpará, esta nada fictícia, eram depositados recursos desviados provavelmente do erário, durante o primeiro governo Jader Barbalho. Descoberta a manobra, veio a explicação: era dinheiro para a campanha diretas já e para a candidatura Tancredo neves. O velho (e algum dia a ser sepultado?) caixa 2, os recursos não contabilizados de Lula.
      Caro Hélio: coloque todos esses dados e seu raciocínio num texto e mande para cá que o posto no blog.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 2 de dezembro de 2016, 17:06

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