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Terras, Violência

A força contra a lei

Em maio de 2013, José Rodrigues Moreira foi levado a julgamento em Marabá e absolvido da acusação de ter mandado matar o casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo. Os dois foram mortos em 2011, em Nova Ipixuna, no sudeste do Pará.

Ontem, em Belém, o mesmo réu foi condenado a 60 anos de prisão, 30 para cada vítima. Por unanimidade, o júri reconheceu sua participação no crime de duplo homicídio. Tanto no primeiro julgamento pelo tribunal do júri, Moreira não compareceu. Permanece foragido até hoje, cinco anos depois do duplo assassinato.

O juiz Raimundo Moises Flexa, ao lavrar a sentença, afirmou que o condenado “agiu com culpabilidade exacerbada vez que, de forma fria, covarde e premeditada articulou a morte da vítima contratando matadores para executá-la”. A dura pena se deve aos motivos dos crimes, “desfavoráveis ao réu em face de ter ceifado a vida da vitima por conflito fundiário”.

Felizmente houve novo julgamento porque o Ministério Público e os assistentes da acusação recorreram. As sentenças diametralmente opostas indicariam que em Marabá não houve isenção do corpo de jurados, à mercê de alguma forte pressão fora da sala de sessão?

O Tribunal de Justiça devia promover uma inspeção em Marabá e nas comarcas próximas para responder a esta pergunta.

Discussão

3 comentários sobre “A força contra a lei

  1. Muito triste toda essa situação. Tudo indica que o lugar onde é realizado o julgamento influência o resultado final. De qualquer forma, fez-se justiça. Espero que o criminoso seja colocado atras das grades o mais rápido possível, para servir de exemplo a tantos outros que transformam o nosso mundo rural em um inferno.

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    Publicado por José Silva | 8 de dezembro de 2016, 10:26
  2. Não há e não haverá justiça social no campo , sem reforma agrária , sem o fim do latifúndio agropecuário e do agronegócio.

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    Publicado por Marly Silva | 8 de dezembro de 2016, 21:35

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  1. Pingback: A força contra a lei | BLOG H - 8 de dezembro de 2016

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