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Economia

Crise da Yamada na rua

De outubro até agora, a Y. Yamada demitiu pelo menos 700 funcionários em Belém. Apesar de a comunicação do desligamento ter sido encaminhada ao sindicato da categoria, os demitidos não receberam seus direitos. Para cobrar explicações da empresa, eles se concentraram em frente à primeira das 17 lojas do grupo, na rua Manoel Barata, no centro antigo de Belém, uma das maiores, funcionando agora precariamente.

O trânsito foi desviado quando os empregados, sem obter qualquer informação, ocuparam a via. Exibiam cartazes protestando contra a posição da Yamada, que não lhes pagou a indenização devida nem se comunica com eles. Foi uma manifestação pacífica, que durou duas horas.

O protesto rompeu o círculo de silêncio em torno do problema na imprensa paraense. A TV Liberal acaba de exibir uma matéria a respeito. Espera-se que o jornal siga o exemplo e os veículos de comunicação em geral, mesmo porque o grupo, grande anunciante de varejo, já não faz mais publicidade. E que o principal executivo da companhia, Fernando Yamada, responda às indagações. A TV Liberal teve resposta ao seu pedido de informações.

Discussão

6 comentários sobre “Crise da Yamada na rua

  1. Certa vez o publicitário (e poeta) Pedro Galvão, da Galvão Publicidade, renunciou ao cargo de secretário de estado dizendo que “foi sem nunca ter sido de verdade”. Fernando Yamada poderia emprestar o provérbio. Com a diferença que Galvão não vivia numa bolha, não ficava em cima do muro pedindo privacidade.

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    Publicado por Paul Nan Bond | 12 de dezembro de 2016, 22:31
    • E ao que consta, Galvão precisava trabalhar para justificar o que ganhava como secretário, queria mas não podia, por isso “foi sem nunca ter sido”. Não é o caso de quem pode mas não quer fazer, mas também não vai passar fome, é gente boa, sente-se bem representado pelos honoríficos classistas.

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      Publicado por Paul Nan Bond | 12 de dezembro de 2016, 22:38
  2. Finalmente. É boa conduta corporativa comunicar de forma transparente aos seus clientes e associados os rumos da empresa. Sem isso, a incerteza aumenta e a credibilidade que existia desaparece. É um fundamento tão básico que eu nhão entendo como isso não foi feito até agora. Quem é que está orientando a família durante essa fase?

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    Publicado por Jose Silva | 13 de dezembro de 2016, 10:36
  3. É o sebrae que deve estar orientando.

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    Publicado por Paul Nan Bond | 13 de dezembro de 2016, 11:25

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