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Educação

A greve: ah, a greve!

Os grevistas puderam fim, ontem, à paralisação de 35 dias da Universidade Federal prometendo que não vão se desmobilizar. Seguirão ativos “para enfrentar os projetos do governo ilegítimo de Temer, principalmente essa Reforma da Previdência, que retira direitos e dificulta ainda mais a aposentadoria dos trabalhadores. Sempre estaremos vigilantes”, prometeu a diretora-geral da associação dos professores, a Adufpa, Sandra Helena Cruz.

A pergunta que os observadores se fazem após cada uma das já esperadas greves anuais é: não seria mais produtivo fazer a mobilização com a universidade funcionando normalmente? Professores dando aulas, funcionários os ajudando e alunos aprendendo regularmente não podiam reservar temas e momentos para uma discussão sobre os temas candentes que, periodicamente, e de forma mimética, os fazem grevar?

A greve costuma chegar ao fim por completa inanição, quando um grupo reduzido, a partir do esvaziamento de um grupo pouco representativo do universo de integrantes da academia, que deu partida à greve, ainda mantém palavras de ordem e programação simbólica, com pouco ou nenhum resultado concreto ou de expressão fora dos muros do campus.

Como sempre, encerrada a greve, o Conselho Superior de Ensino se reúne para debater a reposição dos dias parados e determinar o novo calendário acadêmico. Que recomeçará com o Brasil mais distante dos países do primeiro mundo e da educação realmente viva.

Discussão

40 comentários sobre “A greve: ah, a greve!

  1. LFP,

    Bela descrição do que ocorre de fato em nossas universidades. Estas geves anuais já se mostraram totalmengte ineficazes para mudar os rumos do ensino público superior do Brasil. Desde o fim da ditadura, essas greves são anuais. Se elas resolvessem o problema, já teriamos o melhor sistema de universidades públicas do mundo. Seria muito bom calcular o prejuizo causado por estas greves ao país. Creio que o custo é altíssimo.

    A sua idéia de debater e educar ao invés de grevar é excelente. O único problema é que isso atrapalha a rotina das férias extras anuais de alguns professores e funcionários, geralmente os menos produtivos e mais distantes da missão universitária.

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    Publicado por Jose Silva | 20 de dezembro de 2016, 15:19
  2. “….O único problema é que isso atrapalha a rotina das férias extras anuais de alguns professores e funcionários, geralmente os menos produtivos e mais distantes da missão universitária….”

    Zé,
    Será que cabe aqui inferir acerca daqueles que vivem do dinheiro dos pagadores de impostos e com isso estão aptos a “lutar” (grevar) sem nenhuma preocupação, pois sabem que além de receber rigorosamente em dia, não terão descontos e ainda podem dar uma cochilada nestas tardes de chuva de Belém ou quando a chuva vem pela manhã não tem a preocupação de encarar a Barão de Igarapé Miri com seu transito e alagamentos ??

    É… como gostava de repetir cantarolando o Hélio Gueiros com aquela voz que lhe era própria….”me engana, me engana, me engana que eu gosto…”

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    Publicado por Sou daqui. | 20 de dezembro de 2016, 15:37
    • Sou Daqui,

      O que mata a universidade é a tal de estabilidade. Se todos fossem CLT! Com salários condicionados a acalua oes anuais baseadas nos melhores critérios internacionais, já estaríamos com certeza entre os melhores sistemas universitários do mundo e investindo a mesma coisa que investimos hoje.

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      Publicado por José Silva | 20 de dezembro de 2016, 20:44
      • Erro de catilografia…CLT com salários condicionados a avaliações anuais..

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        Publicado por José Silva | 20 de dezembro de 2016, 20:46
      • Zé,

        Se implantar hoje esse sistema de avaliação, e nisso tivesse que andar com o contra-cheque no peito como proposto pelo Hélio, a grande maioria andaria com uma venda por vergonha de ganhar o que ganha e produzir o que produz.

        Outros nem teriam vergonha….se é que vc me entende…..

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        Publicado por Sou daqui. | 20 de dezembro de 2016, 22:02
      • Entendo. Podíamos adotar o esquema adotado nas universidades americanas, que impõe produtividade.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 21 de dezembro de 2016, 08:03
      • Lúcio, bom dia.

        Fico imaginando uma “vassourada” dessas num departamento de História e correlatos…. por exemplo….

        Capaz que houvesse redução de graduação de titulares para auxiliar iniciante…isso é apenas um achado meu….vc deve ter os seus “cases”….

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        Publicado por Sou daqui. | 21 de dezembro de 2016, 08:46
      • É verdade. A universidade devia organizar encontros da sociedade com grupos de professores de uma determinada área, como história, por exemplo. Um dia de avaliação, a partir de determinado tema. Os encontros podiam ser na biblioteca da Presidente Vargas (antiga escola de química), sub-utilizada. Entrada franca. Convites feitos com antecedência.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 21 de dezembro de 2016, 09:31
      • Não dão nem a aulinha meia boca que são obrigados como professores, tudo vira trabalho de pesquisa para entregar…

        Imagine se dispor em promover encontros para a sociedade.
        Um dos motivos principais para isso é que ficaria escancarada a pobreza de conteúdo que (não) possuem.

        Fico até rindo….”Corpo Docente de História da UFPa promove Sarau sobre a Cabanagem”

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        Publicado por Sou daqui. | 21 de dezembro de 2016, 16:27
      • Está aí o primeiro tema. Quem, da academia, pega o pião na unha?

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 21 de dezembro de 2016, 18:49
  3. Afastar a POLÍTICA das atividades cotidianas é que tem formado bandidos políticos profissionais que criam e mantêm o status quo. E transformar as universidades numa grande “Ágora”, para discutir e praticar essa ciência que é o ethos civilizatório, seria a mais salutar maneira de se opor ao “Olimpo” que é o Congresso Nacional.

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    Publicado por Luiz Mário de Melo e Silva | 20 de dezembro de 2016, 15:49
    • Luiz,

      Já discutimos isso aqui antes. A política que se faz nas universidades públicas brasileiras é apenas uma cópia piorada da política que se faz fora dos muros universitários. As mesmas práticas e o mesmo desrespeito para com o pagador de imposto. Se você fizer uma rápida busca na vida dos atuais políticos brasileiros, a grande maioria foi engajada de alguma forma em política estudantil. Tenho certeza que o Lucio terá boas idéias sobre como aumentar o nível das conversas e da pratica política universitaria.

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      Publicado por José Silva | 20 de dezembro de 2016, 20:41
  4. Lúcio,
    Vc como titular poderia pedir um relato dos “resultados” dessa paralisação.
    Tanto de algum professor que tenha sido a favor e outro contrário a greve.
    Tenho certeza que não faltam essas duas categorias no seu vasto universo de leitores.

    Bem lembrando “de resultados”, e não para panfletar posições aqui.

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    Publicado por Sou daqui. | 20 de dezembro de 2016, 15:56
  5. Concordo com tudo que já foi dito.A maior razão para grevar , em especial no serviço público, é remuneração/salário. A perfumaria costuma ser “condições de trabalho”. Atendido a questão remuneratória, tudo volta ao “normal”. Há algum tempo propus aos grevistas na área da saúde que cada um colocasse no peito uma cópia ampliada do holerite. Ninguém topou, pois que muita gente iria achar que a figura estava ganhando até mais do que valia pelo resultado de sua atuação.

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    Publicado por Helio Franco de Macedo Jr | 20 de dezembro de 2016, 17:24
    • Fiz aqui uma simples pergunta:

      Quem aqui vive do dinheiro dos pagadores de imposto, ou seja, vive de uma atividade remunerada pelo estado ??
      Não tendo nenhuma conotação quanto ao mérito.

      Simplesmente ninguém levantou a mão assumindo essa condição. Não sei porque essa reserva. Não é possível que não haja funcionários públicos neste tão aclamado blog.

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      Publicado por Sou daqui. | 20 de dezembro de 2016, 17:48
      • Até que deve haver algum servidor por aqui, mas não vai se manifestar. Sabem por quê? Detestariam ter de mostrar seus holerites acima da média do contracheque do trabalhador “comum”, da ‘ini.priv’. Podem consultar no Transparência da página da Universidade que vão achar a baba que muitos estão ganhando às custas dos pagadores de impostos, muitas vezes sem a contraprestação devida. O problema da greve é outro. O problema é o SINDICATO (greve sim, negociar só nos meus termos e debate nenhum). Se aparecer por aqui alguém do sindicato, vai querer cuspir em todos.

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        Publicado por Paul Nan Bond | 20 de dezembro de 2016, 21:23
      • Pois é….a diferença é que na iniciativa privada o cara pode ser o maior enrolão possível, mas isso é problema dele e do patrão.

        No serviço público, esse enrolão tá sugando a sociedade, principalmente aqueles mais necessitados e mais vulneráveis.

        Levantem a desproporção entre os professores das séries iniciais (1o./2o. graus) e os das universidades públicas. Enquanto essa lógica não for invertida à sério, ou seja, sem base nada se sustenta, vamos passar mais 500 anos e a coisa só vai piorar.

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        Publicado por Sou daqui. | 20 de dezembro de 2016, 23:01
    • Excelente ideia, Hélio. Provoque a comunidade fazendo isso, mesmo que solitariamente. E mande dizer quem aderiu, se adesões houver.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 20 de dezembro de 2016, 21:10
  6. “……com o recesso do Congresso Nacional e o período natalino, era momento de recuar, reorganizar o movimento e acumular forças para novas lutas no próximo ano….”

    Estávamos de greve, voltamos, mas como é período Natalino nada de atividade. Ano que vem a gente “greva” novamente.

    Viva…..!!!!

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    Publicado por Sou daqui. | 20 de dezembro de 2016, 17:36
  7. “…A poucos dias do fim, “vaquinha” de Lula arrecada 30% do valor pedido
    Deputados gravam vídeos pedindo doações, mas arrecadação foi de apenas R$ 150 mil; grupo pede R$ 500 mil
    A intenção é tentar viralizá-los entre a militância para que o saldo no dia 24 não resulte em constrangimento….”
    NONATO VIEGAS
    20/12/2016 – 20h09 – Atualizado 20/12/2016 20h40

    Vai militância….e não deixem de divulgar suas doações aqui…sem constrangimentos…..

    Lula deveria também ter contratado uma cobrança especializada em vaquinhas…..

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    Publicado por Sou daqui. | 20 de dezembro de 2016, 22:44
  8. Greve que dure mais de dois dias ou três não irá provocar nenhuma mudança significativa. Perde o demonstra sua falta de importância. Se parar a folha de pagamentos e aplicarem faltas, volta todo mundo aos seus lugares. No caso das Universidades, precisam de um choque de gestão para que realmente formem pessoas para o mercado de trabalho e para as ciências, artes, pesquisas e inovações. Esse modelo de corpo docente e discente, precisa ser chacoalhado. Mas ninguém quer mudanças que interfiram nas áreas de conforto e de poder. Quase todos são reacionários a reformas e sempre se protegem da discussão com argumentos como a privatização do ensino e que faltam recursos para trabalharem com qualidade.

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    Publicado por José Americo Boução Viana | 21 de dezembro de 2016, 00:03
    • Totalmente de acordo. O CNPq deu um passo importante nesta direção ao criar a Platforma Lattes. Lá você pode digitar o nome da pessoa e descobrir o que está pessoa está fazendo do ponto de vista acadêmico. É uma mina de informação que revela a falta de produtividade de uma grande maioria do corpo docente das universidades públicas. A Plataforma Lattes é o Portal da Transparencia do mundo acadêmico. Você descobre exatamente o quanto dos nossos professores vale.

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      Publicado por José Silva | 21 de dezembro de 2016, 09:12
    • Você usou a palavra certa: reacionários. Conseguiram a estabilidade no emprego e agora a sociedade que se lixe para pagá-los. Lutarão até o fim para manter esse privilegio mesmo que suas produtividades sejam risíveis. Depois ainda posam como valentes lutadores contra os privilégios das elites, como se eles não fizessem parte da elite nacional. Triste, muito triste!

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      Publicado por José Silva | 21 de dezembro de 2016, 09:20
    • Durante o governo do PT, entrou muito dinheiro na UFPA. O problema é o que foi feito com ele. O Maneschi correu para construir os prédios do básico em cima da hora. Agora pergunte se já estão funcionando. Tão lá mal acabados. Só Deus sabe quando vão funcionar – na certa tão alegando que não tem dinheiro.

      Enquanto isso, o candidato do reitor foi eleito com folga com amplo apoio daqueles que reclamam de falta de recursos.

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      Publicado por Jonathan | 21 de dezembro de 2016, 13:42
      • Pois é. Prédio inacabado significa mal planejamento geralmente associado com falcatrua. Alguém por aqui para passar essa história a limpo? O Zeferino Vaz dizia que uma boa universidade se fazia com cinco coisas: cérebros, cérebros, cérebros, cérebros e cérebros. Está faltando alguma dessas coisas nas universidades paraenses, tanto pública como privadas?

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        Publicado por José Silva | 21 de dezembro de 2016, 21:22
      • A Biblioteca Central, depois de vários anos, está sendo reformada. Ao menos agora estão colocando iluminação e ar-condicionados decentes, coisas que ela, absurdamente, não teve durante toda a gestão de Maneschi.

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        Publicado por Jonathan | 22 de dezembro de 2016, 14:13
      • Quanto tempo dura essa reforma? Houve um período em que a biblioteca simplesmente ficou fechada. Algo impensável numa universidade.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 22 de dezembro de 2016, 15:01
      • Acredito que tenha ficado fechada por conta da greve, sem ser essa de agora.

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        Publicado por Jonathan | 23 de dezembro de 2016, 17:53
  9. Nossas universidades públicas hoje existem para servir aos interesses de professores e servidores, porque voltadas para educação há muito já não cumprem esse papel!

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    Publicado por António Carlos de Andrade monteiro | 21 de dezembro de 2016, 09:05
    • Antonio,

      Excelente observação. As universidades públicas deveriam ser gerenciadas por um conselho administrativo composto por pessoas da sociedade, fora do mundo academico. Infelizmente essa governança tão crítica no mundo universitário não existe. Como você falou, a estrutura toda foi montada para beneficiar dois grupos apenas: professores e funcionários. A sociedade e os alunos são apenas coisas menores, que não são levadas em conta seriamente.

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      Publicado por José Silva | 21 de dezembro de 2016, 09:16
  10. “Guilhermes de Tell”, as arengas de vocês sobre a greve estão boas. Mas percebo que vocês se armarão apenas com uma flecha, a da maçã, com esta vocês podem até salvar seus filhos. Entretanto é nítido, e isto me preocupa, que esquecemos da segunda flecha, a principal, àquela que seria reservada para ser cravada no coração do tirano Hermann Gessler…

    …Enquanto isto, nas camaras, assembléias, senados e outros covis os “Gesseler” estão felizes com seus salários em dias, somados às “infinitas”vantagens e regalias…

    Acho que no contexto em que estamos deveríamos apontar nossas belestras aos Gesselers ou nossas Universidades vão continuar no estado atual…

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    Publicado por Fabiano | 21 de dezembro de 2016, 10:45
  11. José Silva,

    Sob a Cultura da Corrupção só germina a politicagem, que é a “mão invisível” da corrupção.

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    Publicado por Luiz Mário de Melo e Silva | 21 de dezembro de 2016, 12:37
  12. 1°senhores como posso chamar um governo de golpista se tem gente do PT e PC do B mamando nas tetas do proprio governo que causou o golpe,

    2°gostaria que algum órgão competente realiza-se uma auditoria nas verbas de pesquisa recebida pelos professores principalmente os que paralisaram,

    3° Existe cada pesquisa que recebe um bom dinheiro e os benefícios dessas pesquisas a população não usufrui, temos que selecionar as pesquisas que realmente beneficie a população e direcionar mais verba,recentemente recentemente assistir uma reportagem que da pra fazer bio-diseo do resíduo da castanha do para , senhores pra que gastar rios de dinheiro com uma pesquisa dessa?
    1 pergunta existe produção de castanha suficiente para atender a demanda ?(a tortapara alimentação de animais seria mais viavel)
    2 o biodiseo do dendê, já é inviável que tem uma produção infinitamente superior ao da castanha
    3 plantas, sementes, turbeculos ricas em óleo ou carboidratos geram biocombustíveis mas a sua maioria inviáveis
    4 só para não pararmos no tempo uma aulinha de geografia e historia do bom e não tao velho colégio do carmo

    povos que dominam tecnologia e dominaram nos respectivos período:
    2.Inglatera foi potencia enquanto dominavam as maquinas a vapor
    Portugall e Espanha quando dominaram os mares usando as velas dos barcos
    3.USA por dominarem os motores a petróleo
    agora sera potencia quem dominar a energia do hidrogênio e nos perdendo tempo com pesquisas em que no máximo 15 anos 70% das frotas de veículos não usaram mais motores com queima de petroleo e derivados(etanol,diseo, biodiseo )

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    Publicado por Pablo Xavier | 21 de dezembro de 2016, 17:40
  13. José Silva,

    Há duas opções; a primeira, seguir o exemplo do que o correu com Luis XVI, na Fraça; a segunda, abstenção geral das eleições.

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    Publicado por Luiz Mário de Melo e Silva | 22 de dezembro de 2016, 21:05
  14. Não votar seria eleger uma postura independente, fora dos limites determinados pela cultura da corrupção. Esta que mantém o status quo tão a gosto da corrupta elite.

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    Publicado por Luiz Mário de Melo e Silva | 23 de dezembro de 2016, 18:49

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