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Economia

O rombo: cada vez maior

O Globo anuncia, hoje, que o governo lançará amanhã um pacote de aumento salarial, por meio de Medida Provisória, para atender as reivindicações de auditores da Receita Federal, médicos peritos do INSS, auditores do Trabalho e servidores do Ministério das Relações Exteriores. Para conseguir essa façanha, fez um “mutirão” de liberação de emendas parlamentares empenhadas nos últimos anos para atender o Congresso.

A Casa Civil ainda estaria finalizando o texto da MP e de outros projetos para contemplar essas carreiras. Segundo um interlocutor presidencial, os reajustes serão em torno de 28%, e seguirão os moldes do que foi pactuado ainda durante o governo Dilma Rousseff com essas categorias. A iniciativa do governo “é uma forma de superar as dificuldades de aprovação desses projetos no Congresso”.

No caso das emendas parlamentares, o valor total dos pagamentos será divulgado ainda hoje (se já não o foi) pelo Palácio do Planalto, com a publicação das determinações no Diário Oficial da União. Segundo auxiliares de Temer, foi feito um levantamento de todas as emendas empenhadas, desde 2007, que ainda não haviam sido liberadas.

O tratamento de primeira classe, em contraste com o que recebe o cidadão comum, é para servidores públicos, uma corporação integrada por 13,3 milhões de brasileiros (ativos, inativos, civis e militares). Eles representam 6,39% da população brasileira, sendo 2,2 milhões funcionários federais, 4,6 milhões estaduais e 6,5 milhões de municipais.

O pagamento dos seus vencimentos correspondeu a 15,31% do PIB brasileiro no ano passado e absorveu 47,19% da carga tributária que foi de 32,44% do PIB em 2015.

Diante desse aumento anunciado, a pergunta que se impõe: como ficará o déficit, no valor de quase R$ 600,0 bilhões em 2016?

Quem vai pagar a conta?

Discussão

9 comentários sobre “O rombo: cada vez maior

  1. Temer está abrindo o cofre vazio para evitar problemas com algumas categorias. Não é a política mais adequada em época de crise. Perderá a pouca credibilidade que tem. De qualquer forma, ele deve perder o emprego com o julgamento do TSE. Provas é que não faltam depois da última operação.

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    Publicado por Jose Silva | 29 de dezembro de 2016, 18:51
  2. “Cofre vazio”? Essa turma, que elaborou a última constituição, negocia pelos bastidores a biodiversidade, pela qual o mundo clama. Menos… menos…

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    Publicado por Luiz Mário | 30 de dezembro de 2016, 00:42
    • O cofre do governo federal agora está vazio. O que ele está fazendo é jogando a dívida para o futuro.

      Se biodiversidade tivesse valor imediato tanto para os brasileiros como para os estrangeiros, as florestas não estariam sendo perdidas no ritmo de hoje.

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      Publicado por Jose Silva | 30 de dezembro de 2016, 03:38
  3. E que tal pensar que o “atraso” do Brasil proporcionou uma reserva astronômica de recursos, fazendo dela o cofre? Aliás, caso seja incluida a expressão biodiversidade na obra A Riquesa das Nações, o país tende ser olhado como gente de primeiro mundo.

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    Publicado por Luiz Mário | 30 de dezembro de 2016, 05:14
    • Não é o caso. O Brasil já consumiu mais da metade dos seus recursos da biodiversidade, um situação bem similar à de outros países mais desenvolvidos. Basta olhar a situação das regiões extra-amazónicas. Tudo destruído a ferro, fogo e patas de boi e de bode. O Brasil continua líder de biodiversidade com base nos 80% da Amazônia brasileira que restou, mas há cientistas que dizem que muita da Amazônia é floresta vazia, onde os grandes processos ecológicos já deixaram de funcionar.

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      Publicado por José Silva | 30 de dezembro de 2016, 09:52
  4. E que tal pensar a ciência como uma das linguagens da Natureza, para tentar compreender o valor da biodiversidade atualmente?

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    Publicado por Luiz Mário | 1 de janeiro de 2017, 07:58
    • Está ciência existe e está bem desenvolvida. Infelizmente a sociedade atual é muito imediatista e quer resolver todos os problemas usando soluções temporárias ao invés de soluções de prazo mais longo. Enquanto a Marina esteve no governo, as coisas estavam indo na direção correta. Bastou ela ser expulsa pelo casal Lula-Dilma que tudo entrou em colapso. Na área de educação a coisa foi pior. Imagine o progresso que o Brasil teria feito na área de educação se o Lula, com crise de ciúmes, não tivesse demitido o Cristovam Buarque por telefone?

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      Publicado por José Silva | 1 de janeiro de 2017, 10:12
      • Quem demite por telefone, como fez o Lula com o Cristovam Buarque ou o Pinguelli, é indigno. É ato para fazer olho no olho.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 1 de janeiro de 2017, 11:09
      • Lula sempre foi indigno e péssimo gestor. No caso do Cristovam ele queria ser o rei da cocada sozinho. Não admitia divergências. No fundo, ele era similar a Dilma, mas era capaz de fingir mais, um ator de baixa categoria.

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        Publicado por José Silva | 2 de janeiro de 2017, 10:01

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