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Polícia, Violência

O mundo de olho

O Brasil é o quinto país mais populoso do mundo, mas sobe para o quarto lugar por população carcerária. Por isso, a imprensa mundial se interessou e deu destaque à rebelião no presídio de Manaus, com 56 mortos.

O jornal argentino Clarín lembrou que, pouco mais de dois meses atrás, durante inspeção no complexo penitenciário, o Conselho Nacional de Justiça alertara para as péssimas condições do Complexo Penitenciário Anísio Jobim e para a incapacidade de ressocialização de presos.

O espanhol El País destacou que rotas fundamentais para o tráfico de drogas em todo o continente passam pela Amazônia. “A região norte do Brasil é fundamental para o tráfico de drogas internacional. As principais rotas de transporte da droga passam por ali. O Amazonas faz fronteira com países grandes produtores de cocaína como Peru, Colômbia e Venezuela”, informou o periódico.

Para o USA Today, jornal de maior circulação nos Estados Unidos, José Vicente da Silva, ex-secretário nacional de segurança pública, ressaltou que desde 2014, os homicídios nas prisões do Amazonas são o dobro da média nacional, e no ano passado reduziram seu orçamento de segurança pública em 50% devido a medidas de austeridade. “Este incidente é uma repetição em uma escala maior “, disse ele. “Todos os anos morrem 500 presos em prisões brasileiras. Com a crise econômica atual e os cortes no orçamento, as gangues ficam ainda mais ousadas”.

Discussão

8 comentários sobre “O mundo de olho

  1. A Amazônia somente fica no olho do mundo atualmente por duas razões: desmatamento e violência. Como os indicadores de ambos continuam a subir, nosso espaço na mídia global está garantido. Precisamos mudar de alguma forma essa agenda regional vermelha.

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    Publicado por José Silva | 3 de janeiro de 2017, 10:32
  2. Nossos presídios estão indo no mesmo caminho, população carcerária é maior que a capacidade das penitênciárias e delegacias. Não há mais lugar para colocar presos, imaginem se fossem executados todos os mandados judiciais existentes. Isso é fruto de uma política equivocada de guerras as drogas, que no final só gera mais violência.

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    Publicado por Everaldo | 3 de janeiro de 2017, 16:15
  3. O que leva uma população é assistir pacifica e resignadamente a selvageria? Seria a certeza de que os selvagens receberão o pagamento no juízo final?

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    Publicado por Luiz Mário | 4 de janeiro de 2017, 09:06
  4. LFP seu debate sobre segurança pública é inacreditavelmente pobre.
    Acredito que nunca tenha lido ou ouvido falar da falência da guerra às drogas (em 2017 ainda coloca o combate ao consumo como vetor de melhoria). Desrespeita os direitos humanos em diversas postagens. Ignora os fatores sociais que levam à prisão de jovens negros da periferia (serão eles os maiores criminosos da sociedade? – pois presos com certeza são a imensa maioria). Não discute porque o proibicionismo leva ao surgimento de carteis nacionais e internacionais de drogas (esqueceram de Al Capone?).

    Enfim, extremamente decepcionante o nível dos textos e comentários desse blog, especialmente para quem se propõe a representar a intelligentsia dessa terra. Esperava muito mais.

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    Publicado por Proletário | 11 de janeiro de 2017, 15:27
    • Fundamente esse julgamento com citações entre aspas do que aponta.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 11 de janeiro de 2017, 17:44
      • GUERRA ÀS DROGAS

        “Desde 1988, quando foi estabelecida a Convenção das Nações Unidas contra o Tráfico Ilícito de Drogas Narcóticas, que criminalizou o comércio ilegal em escala global, países buscaram soluções na instituição de penas mais severas e na consolidação dos sistemas criminais. O cenário atual, porém, revela que a “guerra às drogas”, em especial, no Ocidente geopolítico, não obteve resultados convincentes” – https://nacoesunidas.org/guerra-as-drogas-novas-solucoes-anunciam-fim-da-repressao-ao-consumo-no-ocidente-destaca-onu/

        ENCARCERAMENTO E EXTERMÍNIO DA JUVENTUDE NEGRA

        “A relatora expressou preocupação quanto ao fato de 75% da população carcerária do Brasil ser composta por negros. Parte desta disparidade estaria associada à abordagem discriminatória da polícia. Pesquisas também indicam que, quando acusados, afrodescendentes são mais propensos a serem mantidos na cadeia e a serem condenados à privação da liberdade do que a receberem penas alternativas.

        Para Izsák, a política de ‘guerra às drogas’ do Estado brasileiro é marcada por “ambiguidades”, que permitem a policiais criminalizar indivíduos com determinado perfil étnico e social. Enquanto os negros encontrados portando drogas são acusados com o crime mais sério de tráfico, brancos talvez sejam acusados de posse de drogas ou simplesmente receberão uma advertência”. – https://nacoesunidas.org/brasil-violencia-pobreza-e-criminalizacao-ainda-tem-cor-diz-relatora-da-onu-sobre-minorias/

        “Um indicador inédito, o chamado Índice de Vulnerabilidade Juvenil (IVJ) – Violência e Desigualdade Racial, mostra que a cor da pele dos jovens está diretamente relacionada ao risco de exposição à violência a que estão submetidos”. – https://nacoesunidas.org/onu-jovens-negros-sao-as-principais-vitimas-da-violencia-brasil/

        PROIBICIONISMO

        “O presente trabalho analisa a evolução das relações entre drogas e seres humanos e seu estatuto jurídico, com ênfase na emergência do modelo político proibicionista durante o século XX. Critica a imposição desse modelo ao mundo, por sua ilegitimidade mesma e por suas desastrosas conseqüências jurídicas e sociais. Na busca de uma alternativa ao proibicionismo, examina modelos políticos e textos legislativos de países mais avançados na matéria, a fim de sugerir um novo paradigma jurídico e político de regulação de drogas ao Brasil”. – http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2136/tde-17112011-091652/pt-br.php

        ***

        Incrivelmente o escriba e os “comentadores” deste blog parecem ignorar as discussões das duas últimas décadas sobre o tema. Pararam no tempo, provavelmente no mandato de Ronald Reagan. É realmente estarrecedor ler tantas opiniões estapafúrdias, que incentivam o encarceramento em massa e o estado policial como (pseudo) alternativa para a “tranquilidade dos homens de bem”.

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        Publicado por Proletário | 12 de janeiro de 2017, 09:53
      • Você citou outros textos na defesa das suas teses. Não citou os trechos doe artigos ou comentários que critica, a meu ver sem motivo. Todos estamos conscientes dessas questões e do ângulo que você aponta. Não vejo textos que justifiquem a sua crítica ao blog.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 12 de janeiro de 2017, 10:03

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