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Economia, Justiça, Política

De volta ao passado?

O BNDES tomou uma decisão polêmica, conforme anunciou ontem: liberou um empréstimo de 145 milhões de dólares para financiar uma obra executada no exterior pela construtora Queiroz Galvão. É a primeira operação do tipo para uma empresa investigada pela Operação Lava Jato desde maio do ano passado.

Em comunicado, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social informou que o empréstimo, liberado em 28 de dezembro, será para a construção do Corredor Logístico que liga Puente San Juan I a Goascorán, em Honduras.

“Esse é o primeiro financiamento da carteira de exportação de bens e serviços de engenharia e construção que volta a receber recursos do banco, após a suspensão temporária de desembolsos, ocorrida em maio de 2016”, anunciou o banco.

Certamente por já prever críticas, o BNDES explicou que a liberação levou em conta critérios anunciados três meses atrás, em outubro, incluindo percentual de avanço físico da obra, participação de outras instituições no financiamento e a assinatura de um termo de “compliance” (compromisso de conduta) no qual a Queiroz Galvão e o governo de Honduras se comprometem a cumprir a finalidade da aplicação dos recursos financiados pelo banco.

O banco deixou de explicar por que adotou esse procedimento se um número crescente de países espalhados pelo mundo, onde as empresas indiciadas ou denunciadas pela Operação Lava-Jato atuam, inclusive na América do Sul, simplesmente as impediram de operar até serem inocentadas das acusações ou cumprirem as penas determinadas. Seria para proteger a empresa nacional do excesso de rigor ou do boicote internacional para favorecer os seus competidores?

Se, enfrentar a questão, parece que se trata de mero pretexto para retomar a normalidade – ou anormalidade? – da atividade econômica no Brasil.

Discussão

4 comentários sobre “De volta ao passado?

  1. O que era o golpe?

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    Publicado por Luiz Mário | 4 de janeiro de 2017, 10:10
  2. O velho capitalismo de estado brasileiro voltando às atividades normais. O Brasil não sabe sobreviver sem ele.

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    Publicado por José Silva | 4 de janeiro de 2017, 10:13
  3. Era mais ou meno isso, José. Todavia, o pensado era: os galos velhos não são de receber ordens, sendo os donos do lixo.

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    Publicado por Luiz Mário | 4 de janeiro de 2017, 16:57

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