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Economia, Justiça, Política

O Brasil chegou lá

Enquanto foi presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido como herói e admirado pelos representantes ou dirigentes dos países mais ricos do mundo, reunidos todos os anos no Fórum Econômico Mundial de Davos, nos Alpes suíços. O ex-operário brasileiro superou o ex-operário polonês Lech Walesa, que também chegou à presidência do seu país no rabo de foguete do sindicato Solidariedade. Lula chegou a ser premiado com o título de estadista do ano.

Nos seis anos em que foi presidente, Dilma Rousseff nunca foi a Davos. Para lá mandou representação cada vez menos expressiva. Preferiu se manter aliada ao Fórum Social Mundial, a versão inversa da plutocracia global.

O Brasil voltará a ter destaque no encontro deste ano, que começará no dia 18. O procurador-geral da república brasileira, Rodrigo Janot, é convidado especial. Ele fará três palestras, frequência inédita no encontro. Os ricos do mundo querem saber por que a corrupção brasileira, de fama internacional agora, supera a roubalheira em seus próprios países.

Além de impressionados com a investigação feita pela Operação Lava-Jato, a mais profunda investigação desse tipo já feita, foram surpreendidos pela maior delação premiada, combinada com leniência empresarial, a do grupo Odebrecht, com o compromisso da devolução de mais de sete bilhões de reais do que foi desviado dos cofres públicos. Quanto? Ainda não se sabe. Mas já é recorde mundial.

O Brasil, afinal, chegou lá.

Discussão

6 comentários sobre “O Brasil chegou lá

  1. Eles querem saber como é que se tira tanto da pobreza.

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    Publicado por Paul Nan Bond | 9 de janeiro de 2017, 19:56
  2. O Forum Econômico de Davos é igual ao lugar onde se realiza: frio. As pesoas vão lá só para se exibir, achando que tem alguma capacidade de influência. No final das contas não gera nada, porque os tomadores de decisão de verdade estão mais preocupados com outras coisas mais relevantes. Minto, gera sim: um bom movimento na economia local, que agradece ao mundo.

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    Publicado por José Silva | 9 de janeiro de 2017, 20:24
  3. A industria bélica americana corrompe pelos quatro cantos do mundo, entretanto, o sonho americano jamais vai permitir qualquer processo interno evidencia isso, pois ela gera milhões de empregos pros americano médio. De forma romantica, apenas o cinema aborda o tema. As proibições de atuação já impostas em alguns países de empresas como Obedrechet…….também chegará a Queiroz Galvão, empresa na qual eu sou mestre de obras e em que de 6 em 6 meses vou a Angola trabalhar…..assim com eu muitos perderão seus postos de trabalho! Diante deste quadro, só me resta uma opção…LULA 2018!!!! \Único que nos oferece perspectivas reais de expansão de empreitaras brasileira no continente Africano.

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    Publicado por Walter | 10 de janeiro de 2017, 12:22
    • A que custo para o Brasil, caro Walter?

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 10 de janeiro de 2017, 14:12
    • Não tanto. A indústria bélica americana movimenta muitos bilhões por ano, mas nem de longe é o principal produto do país e não gera milhões de empregos. Sou totalmente a favor da expansão das empresas brasileiras na África e Ásia, afinal ee contas as populações de lá gostam do jeito de ser brasileiro. Entretanto isso pode ser feito sem corrupção, não é mesmo? No mundo inteiro, transparência e boa governança são vitais para empresas que se globalizam. Quem não anda na linha, se queima mesmo.

      Sobre Angola, Lula era aliado da ditadura da família Santos, aquela em que toda a família é bilionária enquanto o resto da população vive na miséria. Tudo financiado com a nossa dívida publuca via BNDES. Viva nós!

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      Publicado por José Silva | 10 de janeiro de 2017, 21:54
  4. Eh Zé silva,
    A indústria bélica dos Estados Unidos é composta de 14 000 companhias e emprega 3 milhões de pessoas.
    A maioria dos países prefere investir em armamento que em saúde e educação.
    Os traficantes de drogas que movimentam cifras imensuráveis são os clientes não oficiais principais dessa industria bélica.

    Tem centenas de brasileiros como eu trabalhando na construção de estrada em Angola trabalhando e mandado $ para seus pares no Brasil. Vc já foi em Gabela, kibala? conhece os cidadões dessas cidade…??

    Prefere encontrar um taque e rifles de empresas americanos ou uma estrada construidas por empresas brasileiras?????

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    Publicado por Walter | 11 de janeiro de 2017, 12:36

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