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Energia, Grandes Projetos, Hidrelétricas

Mais energia dos rios

Até dezembro do ano passado, foram adicionados ao sistema elétrico nacional 9,5 mil megawatts de energia, o maior valor desde o início da série histórica, em 1998. Para 2017, está previsto um incremento de 7,1 mil MW de capacidade instalada.

Em 2016, a fonte que mais cresceu, em números absolutos, foi a de grandes usinas hidrelétricas, com um incremento aproximado de 5 mil MW, representando 53% do total, todas construídas e em construção na Amazônia.

A segunda fonte com maior capacidade instalada acrescida foi a eólica, com 2,5 mil MW, 27% do total da potência em 2016, até novembro. A fonte eólica teve um aumento superior a 20% em relação à capacidade instalada em 2015.

Até dezembro de 2016, havia 10 mil MW nas usinas eólicas em operação. O Rio Grande do Norte foi o Estado que mais contribuiu para o incremento da potência eólica instalada no país, com cerca de 920 MW, seguido pelo Ceará, com acréscimo de aproximadamente 600 MW, e a Bahia, com 520 MW incrementados.

As usinas termelétricas contribuíram para um acréscimo de 1.758 MW, representada por 18% do total, e as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) somaram 203 MW, 2% do total, em 2016.

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) destacou em seu comunicado os empreendimentos de geração que entraram em operação comercial em 2016:

– Hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, em Rondônia, que concluiu a motorização em novembro de 2016, com acréscimo de 975 MW ao total de 3.750 MW de capacidade instalada.

– Hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará, que iniciou sua motorização e conta com 1.989 MW em operação comercial (menos de 20% da sua potência nominal).

– Hidrelétrica de Santo Antônio, também no Madeira, em Rondônia, com 652 MW de novas máquinas em operação comercial, capacidade de geração semelhante à de Jirau

– Hidrelétrica Teles Pires, no rio Tapajós, entre o Pará e Mato Grosso, com 1.092 MW em operação comercial.

– Usina termelétrica Maranhão III, com 518,8 MW em operação comercial.

Para 2017, a fonte com maior expectativa de crescimento absoluto é a hidrelétrica, a partir de grandes usinas, com aproximadamente 4 mil MW. O crescimento relativo da fonte eólica novamente deverá ser expressivo, com um incremento de cerca de 2,4 mil MW.

Também se destacam a continuidade da motorização da usina de Belo Monte, a entrada em operação comercial de complexos eólicos e da térmica Mauá 3 (590 MW), em construção em Manaus. A Aneel não faz referência ao complexo hidrelétrico do Tapajós, talvez porque a licença ambiental foi retirada. Ainda assim, é um grande incremento de energia extraída dos rios amazônicos.

Discussão

3 comentários sobre “Mais energia dos rios

  1. Tudo feito sem levar em conta os efeitos das mudanças climáticas. Até onde sei, todas essas usinas estão nas atas mais propensas a sofrerem mudanças climáticas na Amazônia. Se não criarem grandes reservas florestais ao redor das usinas, a vida útil dessas obras será reduzida significativamente.

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    Publicado por José Silva | 11 de janeiro de 2017, 22:08
  2. E pagamos no Pará talvez a energia mais cara do Brasil. Deve ser incentivo para se “empreender” no Estado.

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    Publicado por José Americo Boução Viana | 12 de janeiro de 2017, 06:37
    • Pois é. Esse é o paradoxo. Geralmente energia constante e barata é uma vantagem competitiva para quem a possue na hora de atrair investimentos e empreendedores. No Pará é o inverso. Produzimos mas pagamos caro. Desta forma, o empreendedorismo vai para outros lugares e o estado continua bom está economia muito aquém do seu verdadeiro potencial.

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      Publicado por José Silva | 12 de janeiro de 2017, 09:04

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