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Imprensa

Os jornais atacam

A imprensa paraense mantém uma prática que não existe mais na grande imprensa nacional: aproveitar as grandes datas para arrancar receita extra dos anunciantes. Assim foi na edição dos 401 anos de Belém, no dia 12. Mas sem o mesmo sucesso das versões anteriores. Talvez por causa da crise econômica e, a ela associada, certa resistência que os anunciantes já apresentam a esse ataque, feito por métodos coercitivos.

Desta vez o domínio de O Liberal sobre o Diário do Pará não se repetiu. O jornal dos maioranas recebeu publicidade dirigida ao aniversário da capital paraense de 25 anunciantes. No jornal dos Barbalhos, a soma foi de 28. Os anúncios comemorativos ocuparam 18 páginas em O Liberal e 16 no Diário. Com duas diferenças que relativizam os números.  Quatro dos anúncios de O Liberal foram de permuta (sem pagamento em dinheiro), Apenas uma no Diário.

A prefeitura, com quatro páginas, e o governo do Estado, com duas, foram os maiores anunciantes no jornal do parceiro dos tucanos, enquanto o jornal do senador peemedebista faturou apenas a mensagem da CDP (Companhia das Docas do Pará) na administração federal, controlada pelo partido. Dado que reforça a necessidade de um órgão de controle externo atuar sobre a programação da publicidade oficial, dissociando-a do compadrio e do fisiologismo político. Impondo-lhe assim, um padrão técnico independente das flutuações no topo do governo.

O Liberal faturou oito anúncios exclusivos, que somaram 11 no Diário. O maior plano de saúde do Pará, a Unimed Belém, não programou o jornal dos Maioranas, que lhe deve uma fortuna e não paga. A Hapvida, que deve ter usado a conta de permuta em O Liberal, que a adotou em substituição à Unimed, também anunciou no Diário, por estratégia. A mesma tática de órgãos políticos, concessionários do serviço público e entidades de classe, como o Setrans-bel, dos donos de ônibus (à espera do aumento de tarifa previsto para a próxima segunda-feira).

Os jornalões de Belém já não são os mesmos, embora tentem manter a sua hegemonia pelo uso de antigos procedimentos, como o desses anúncios datados. O problema é que o mundo está mudando muito mais rapidamente do que eles. Mesmo na quadricentenária Belém do Pará.

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