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Imprensa

Publicidade como informação

Algumas observações a partir dos anúncios das edições do aniversário de Belém em O Liberal e Diário do Pará.

Políticos notáveis

Há 401 anos Belém guarda nas ruas a história do legislativo paraense, proclama a Assembleia Legislativa no seu anúncio de página inteira nos dois jornais. Dá destaque a 10 políticos nessa história, sete deles nascidos em Belém e três em Cametá. Deduz-se que apenas as duas cidades geraram políticos notáveis, deixando de fora Santarém, Bragança e Vigia, também importantes nesse período. Nenhunzinho para a galeria?

Os escolhidos, todos eles nomes de ruas em Belém, foram Siqueira Mendes, Joaquim Freitas (Dr. Freitas), Silva Castro, Cipriano Santos, Ferreira Cantão, Manoel Barata, Filipe Patroni, Gama Abreu, Justo Chermont e Deodoro de Mendonça, só um deles sobrevivendo ao fim da República Velha, em 1930. De lá para cá, pode-se reunir outros 10 do mesmo porte?

Por profissão, quatro eram médicos, três jornalistas, dois advogados, dois professores, um educador, um geógrafo, um pesquisador e um religioso (alguns tinham mais de uma profissão. Seis dos dez políticos chegaram ao parlamento nacional.

Os mineradores

O Sindicato das Indústrias Minerais do Pará já é o mais poderoso do Estado, com apenas 10 anos de vida. A ele estão associados a Alcoa e Hydro (alumínio e alumina), a Avanco (cobre), Buritirama (manganês), Imerys e Cadam (caulim), Belo Sun (ouro), Brezauro (metais preciosos), Palmyra (carvão vegetal), Vale, Esco (energia), Mineração Rio do Norte e Votorantim (cimento e bauxita).

Advogados paraenses

Nenhum escritório paraense de advocacia foi tão longe (com um nome tão extenso) quanto o Silveira, Athias, Soriano de Mello, Guimarães, Pinheiro & Scaff. Em 36 anos de atuação, se instalou em 10 Estados, seis deles na Amazônia Legal (faltando Roraima e Mato Grosso para fechar a conta regional). Tem filiais em Marabá e Parauapebas, no sul do Pará, e Santarém, no oeste, além da capital, evidentemente. Também no Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo.

Discussão

4 comentários sobre “Publicidade como informação

  1. No final das contas, os anunciantes perderam dinheiro. Primeiro, porque ninguém presta atenção nesses anúncios. Segundo, porque ninguém lê mais esses jornais. O mundo mudou. Hoje há excesso de informação no ciberespaço. Nem sempre de boa qualidade, mas talvez em nível melhor ou igual a oferecida pelos dois jornais.

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    Publicado por José Silva | 14 de janeiro de 2017, 10:55
  2. Pode-se ter interpretação alternativa para a frase “Belém guarda nas ruas a história do legislativo paraense”: sujeira, falta de zelo pela coisa pública, violência, descaso, uso não parcimonioso dos impostos públicos, etc, etc, tudo isso um belo reflexo (ou cosequência) da história recente do legislativo paraense.

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    Publicado por Jose Silva | 14 de janeiro de 2017, 11:56

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