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Polícia, tráfico de drogas, Violência

PCC e CV no Pará

No Pará, o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho não são apenas rivais. Eles têm um elo, que é o Bonde do Pará, estabelecido principalmente em Barcarena e Abaetetuba, os dois municípios consumidores e distribuidores de droga pelo Baixo Tocantins e além. A ligação das duas facções é Sérgio Roberto Batista de Oliveira, conhecido como Sérgio Surfista, que age em conjunto com Andeston Pantoja David, o Jamelão.

Os dois comandam essa facção local de dentro do sistema prisional, onde agregaram outros detentos para formar o “bonde dos trinta”, uma espécie de congregação de várias organizações criminosas, com regras próprias e divisão de regiões para atuação.

O Núcleo de Apoio à Investigação da polícia no Baixo Tocantins identificou fatos criminosos que demonstravam, por sua repetição, a existência por trás deles de uma organização criminosa. O primeiro fato ocorreu em janeiro de 2014, quando a Delegacia de Polícia Fluvial prendeu 18 homens, fortemente armados com cinco pistolas calibre ponto 40 e três pistolas de calibre ponto 380, sob o comando de “Surfista”.

Moradores da região da Ilha do Araxiaua relataram que tiveram suas casas invadidas pelo grupo, que procuravam – para matá-los – “Papagaio” e “Deivinho”. Não os encontrando, saquearam as propriedades locais.

Ao longo de 2014 a polícia apreendeu, entre Barcarena e Abaetetuba, pistolas, revólveres, espingarda, farta munição de diversos calibres, além de seis pedaços de substância com aparência de óxi e dois pedaços de pedra óxi.

Em janeiro de 2015, na Ilha de Trambioca, foram encontradas 58 petecas de maconha, um tablete de maconha prensada, um invólucro de pedra óxi, além de caderno de anotações de contabilidade do tráfico, na casa de Reginaldo Mendes Ferreira, conhecido como Pantera, um dos integrantes do Bonde do Pará.

No mesmo mês, a Polícia Rodoviária Federal abordou um veículo, em Santa Maria, no qual foram encontrados 101 tabletes. A droga estava sendo levada para Marituba e Barcarena, para alimentar os pontos de vendas pertencentes à organização criminosa.

Apesar da prisão de seus principais líderes, a organização continua atuando. É sinal de que nas penitenciárias do Pará também há uma combinação de fatores que pode explodir em rebeliões e chacinas, apesar das declarações em contrário dos responsáveis pela segurança pública.

Discussão

2 comentários sobre “PCC e CV no Pará

  1. E o que voce descreveu deve ser apenas a ponta do iceberg. Será que, tal como Manaus, os traficantes unidos doe Belém e arredores possuem 100.000 votos para eleger vereadores, deputados e mesmo governadores?

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    Publicado por José Silva | 16 de janeiro de 2017, 13:52
  2. Um Estado dentro do Estado. Logo, não seria demais imaginar onde estaria o centro de comando.

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    Publicado por Luiz Mário | 17 de janeiro de 2017, 08:54

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