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Transporte

Travessia complicada

Quem quer ir de carro de Icoaraci a Camará, na ilha do Marajó, não tem escolha: precisa usar a embarcação da Henvil, monopolista nesse transporte. Além dos problemas que a prestação de serviço por um único concessionário impor, há um grave inconveniente adicional para enfermos, deficientes físicos, idosos e cadeirantes.

A Capitania dos Portos, por medida de segurança, não permite que eles permaneçam dentro dos seus carros durante a travessia. Mas para subir ao segundo piso têm que encarar uma escada de cinco metros de altura. Não há elevador nem rampa. É preciso recorrer à boa vontade e à disposição dos funcionários da empresa, o que não é certo nem satisfatório.

Pedidos já foram feitos a quem de direito ou interessados em potencial. Nenhuma providência foi adotada para tornar civilizada essa viagem. Junto-me aos prejudicados para tornar público o problema e cobrar providência da Arcon, da Capitania dos Portos ou de quem mais puder intervir.

Discussão

5 comentários sobre “Travessia complicada

  1. Seria o roteiro do garrote da burocracia forjando a corrupção?

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    Publicado por Luiz Mário | 17 de janeiro de 2017, 17:57
  2. Talvez seja melhor mudar o nome da empesa para Evil, cujo significado em inglês é profundamente imoral, entre outras coisas mais..

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    Publicado por Jose Silva | 17 de janeiro de 2017, 19:05
  3. Realmente, essa viagem para o Marajó é um suplício.
    Fiz essa viagem 15 dias atrás. É absoluta verdade o que registra, caro Lúcio. E o Estado é responsável por isso. O desconforto é total. Há mais de 10 anos, eu fazia essa viagem para Camará; no meio da baía, uma onda muito grande quebrou os braços do guindaste da rampa móvel da embarcação; ficamos parados no meio da baía até decidirem retornar para Belém. E os passageiros não receberam nenhuma informação da tripulação.
    Na viagem recente, nada mudou. Constatei as dificuldades para galgar uma escada de dois lances íngremes, fora dos padrões ergonômicos, sem nenhuma (nenhuma, mesmo) condição para cadeirantes, pessoas com dificuldades de locomoção. A embarcação em que eu estava tem uma tal de “sala Vip”, com taxa adicional de 8,50. Conforto? nenhum além do ar refrigerado e poltronas estofadas com napa – muitas rasgadas. As cadeiras para os passageiros são de plástico, tipo de ônibus urbano – imagine o desconforto ficar nessa “acomodação” por quase três horas de viagem.
    E ainda assim, queremos que o turismo seja a indústria de grande projeção no Marajó. Apesar disso, os hotéis e pensões de Soure estavam lotados na primeira quinzena do ano.

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    Publicado por NELIO PALHETA | 18 de janeiro de 2017, 13:36
    • Turismo falado nos gabinetes para ser retórica e propaganda. Além de desprezo pelo ribeirinho e as populações do interior.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 18 de janeiro de 2017, 15:42
      • Isso não muda nunca, Lúcio. Frequento Salvaterra e Soure desde 1984, e o que mudou foi só o porto do Camará e a estrada asfaltada e pontes de concreto (mas haja lombada!!!). Porque naqueles idos anos era tudo na piçarra e as pontes de troncos. Era uma aventura só, e as balsas de hoje parecem ser as mesmas da época. Nosso amigo Toscano sabe bem disso. Quanto às balsas, sempre a mesma porcaria. Mas tenho minha desobediência civil: na balsa, saio do carro e faço de conta que subo para o deck de passageiros, mas volto como se fosse buscar alguma coisa no carro e fico por lá. Na última viagem que fizemos, ficamos no carro as 3 horas da viagem (e quase sempre fazemos isso, porque lá em cima não presta mesmo, é um banco escroto de dar dó), e ao final ficamos também quase uma hora esperando a outra balsa desatracar da estreita rampa do Camará (logo, 4 horas de viagem, e ainda tinha o trecho de estrada e/ou a outra balsa do Paracauari). Esperando a outra balsa desatracar no sentido literal, porque estava entalada na rampinha do Camará. O preço, ah, proibitivo, sai mais barato rodar 200km e ir para Salinópolis ser assaltado de outras formas. Quem sabe quebrando o monopólio as coisas começam a mudar com a concorrência? Porque do jeito que está, só quem está se dando bem é a ENVIL, que ninguém cassa essa concessão, faturando cerca de 20 paus por viagem, é mole?

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        Publicado por Frederico Guerreiro | 19 de janeiro de 2017, 11:37

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