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Justiça

Justiça chega ao sertão

Canaã dos Carajás abriga o maior dos novos projetos de mineração do mundo, o S11D, que absorveu 14 bilhões de dólares da Vale. Por isso, é um dos maiores alvos de migração no Pará. Finalmente conseguiu, agora, uma segunda vara cível, anunciada na quarta-feira pelo presidente do TJE, Constantino Guerreiro.

Será a 2ª vara cível e empresarial, competente para processar e julgar os feitos de família, registros públicos, fundações, acidentes de trabalho, falência e recuperação judicial. A 1ª vara passará a ter competência para os feitos da infância e juventude e da Fazenda pública, incluindo execuções fiscais. Trabalho não vai faltar. Espera-se que também não competência e agilidade.

Novo Progresso, que é um dos mais violentos municípios do Estado, terá a sua segunda vara, acabando com o absurdo de contar com vara única para a apreciação de feitos cíveis e criminais. Os últimos ficarão com a nova vara e os primeiros com a vara que já funcionava.

O Pará continua a ser maior e mais problemático do que a estrutura judicial que o atende.

 

Discussão

5 comentários sobre “Justiça chega ao sertão

  1. Estado gigante e abandonado, resultado óbvio: caótico e terra sem lei. Não só no rico sudeste paraense de abençoado solo e amaldiçoadas gestões, mas também a noroeste.
    Mestre, alguma novidade ou acontecimento mais recente sobre o posseiro Paulo César Quartiero e sua rizicultura empurrada goela abaixo sobre a economia dos pescadores ribeirinhos da região marajoara, a mais miserável do nosso estado? Expulso da reserva indígena de RR pelo STF, o deputado pelo DEM se instalou com as benções do governo do nosso estado e sob alguns protestos isolados ora de ONGs, ora do Edmilson em Brasilia, e com forte suspeita de grilagem sem maiores incômodos, e até onde conseguir localizar na mídia, ficou por isso mesmo.
    É uma reedição do lamentável Cecílio Rego? Não localizei textos seus sobre a pauta, então vim aqui mendigar seu hábil rabisco e invejável bagagem de informações sobre isso. Como se já não faltassem pautas..

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    Publicado por Marlyson | 21 de janeiro de 2017, 07:24
    • Não estou atualizado sobre a presença do Quartiero em Cachoeira do Arari. A última informação sobre o enorme arrozal era de que começava a ter problemas.
      Quanto a uma nova grilagem do tamanho da do Cecílio, não há reedição ainda ou conhecida. Os mais espertos estão extraindo madeira de reservas indigenas e unidades de conservação, sem reter a propriedade da terra.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 21 de janeiro de 2017, 09:52
      • Ele não tinha ido para a Guyana? Segundo falaram, estava plantando arroz no Rupununi, uma imensa savana alagada no coração da Guyana. Alguém pode investigar?

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        Publicado por José Silva | 21 de janeiro de 2017, 17:49
      • Vamos atrás. Interessante é que mais de 40 anos atrás o Idesp fez um estudo, junto com a OEA, recomendando o plantio de arroz no Marajó. Foi preciso o Quartiero ser expulso de Roraima para a cultura ser instalada como uma plantation, ignorando os dados técnicos do Idesp.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 21 de janeiro de 2017, 18:42
      • Pois é. Com a adubação natural causada pelas inundações, plantar arroz orgânico nas várzeas do Marajo seria uma tranquilidade. Bem melhor que criar búfalo, que modifica muito o solo.

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        Publicado por José Silva | 22 de janeiro de 2017, 10:50

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