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Imprensa

Silêncio oneroso

Inimigos mortais, O Liberal dos Maioranas e Diário do Pará dos Barbalhos se deram as mãos nas suas edições de hoje para sabotar seus leitores e os consumidores paraenses em geral. Simplesmente jogaram na lixeira virtual a notícia sobre o abuso da Big Ben.

A maior rede de farmácias do Estado enganava também os seus clientes, induzindo-os a renunciar ao troco supostamente para doá-lo a instituição de caridade. Na verdade, só metade da doação tinha esse destino.

A outra metade era aplicada em título de capitalização da Icatu, sem que o consumidor se apercebesse. Até que um deles denunciou o fato (estelionato?) e o Ministério Público Federal obrigou a empresa a informar ao pagador sobre a destinação do dinheiro.

Os dois jornais silenciaram sobre um fato grave e do interesse de dezenas de milhares de pessoas que frequentam as já desabastecidas farmácias da rede Big Ben. Além da correção do ato da empresa, o fato exige apuração policial e ação judicial para reparar o prejuízo causado e a fraude.

Mas para os dois grupos que controlam a comunicação no Pará, o melhor é o silêncio. Não só por causa dos anúncios já faturados como pelos que ainda serão levados ao balcão de negócios dos dois jornais. É a que se reduziu o jornalismo na terra onde lei é potoca.

Discussão

8 comentários sobre “Silêncio oneroso

  1. Lúcio, é com notícias semelhantes a essa que podemos cada vez mais e melhor dimensionar o alto preço que você paga pela sua imparcialidade, refletida principalmente pela não aceitação de publicidade no JP.

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    Publicado por SABINO JUNIOR | 25 de janeiro de 2017, 19:55
  2. Acho um exagero, alguem procurar o MP por alguns centavos. Tudo bem, são milhares de centavos, mas a finalidad do tal troco premiado não se resumia em dar lucro ao grupo big ben. É uma forma de captar recurso para uma instituição beneficente. E captação de recursos tem um custo. A pergunta é: a instituição não estava recebendo sua parte ?

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    Publicado por José Maria A Dias | 25 de janeiro de 2017, 20:44
    • Por que não dizer isso a quem pagava, que só metade iria para a instituição e a outra metade, se aplicada em nome dessa pessoa, lhe possibilitaria concorrer a prêmios, que terá outro ganhador, a Big Ben (lhe parece pouco 50% de taxa?). Isso é estelionato. Não eram só centavos. Eram também reais. Independentemente de valor, é fraude ao cliente.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 25 de janeiro de 2017, 21:04
  3. Jornais lixos. Ainda bem que temos o seu blog.

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    Publicado por Jonathan | 25 de janeiro de 2017, 21:08
  4. Viva as redes sociais! Sabendo que melhor de tudo é ver que o JP tende a contribuir – e muito – com elas,, qualificando-as.

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    Publicado por Luiz Mário | 26 de janeiro de 2017, 18:18

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