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Energia, Grandes Projetos, Hidrelétricas

A hemorragia energética

O que está acontecendo agora com a hidrelétrica de Belo Monte parece ser a regra nas grandes obras hidrelétricas na Amazônia: a usina é concluída, pronta para gerar energia, mas a linha de transmissão ainda está inacabada. As máquinas da hidrelétrica do rio Xingu começaram a produzir no ano passado. A cada trimestre é uma nova turbina. Mas a linha, com 2,1 mil quilômetros de extensão e orçamento de 4,5 bilhões de reais, está com o cronograma atrasado, conforme registra reportagem de O Estado de S. Paulo publicada hoje.

Dos 2,1 mil quilômetros, da margem do Xingu até Estreito, em Minas Gerais, 1,3 mil, de cinco trechos, estão com as obras em dia. O atraso acontece nos três trechos de uma empreiteira chinesa, contratada pela dona da linha, que também é chinesa, a State Grid (hoje, a maior proprietária de linhas de alta tensão e extensas da Amazônia). Diz a matéria que os gerentes da companhia se esqueceram de incluir no seu planejamento um fator amazônico fundamental nesta época: as fortes chuvas.

Mas Armando Araújo, que comandou parte das obras da hidrelétrica de Tucuruí e agora trabalha para os chineses, garante que o problema será resolvido em tempo de cumprir o prazo estabelecido e transmitir volumosas cargas de energia do Xingu para o sudeste do Brasil, ajudando essa região a ficar ainda mais rica do que o ponto de origem da energia bruta que vai receber.

O que já está fazendo outra linha de energia norte-sul, maior 200 quilômetros do que a de Belo Monte: é a do rio Madeira, a partir de Santo Antonio e Juruá, que vai ao mesmo destino: São Paulo.

Discussão

5 comentários sobre “A hemorragia energética

  1. A hemorragia vai ocorrer enquanto tiver sangue..com o desmatamento crescendo, o sangue corre risco de desaparecer. O resultado já sabemos. Basta olhar para o Sahara.

    Lucio, ouvi falar que Belo Monte já está à venda. Você sabe de algo?

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    Publicado por José Silva | 1 de fevereiro de 2017, 21:58
  2. Por que o Governador Jateni não usa o seu amplo conhecimento tributário e o apoio tucano, para confrontrar a União com a realidade da cobrança do ICMS da energia elétrica vendida aos Estados do Sudeste, livre do imposto na origem, quando essa é a prática para todos os produtos e serviços, fora energia e combustíveis?
    Na realidade deveria usar essa exceção de critério de cobrança na origem, para fazer valer a lógica, ou seja, todas as cobranças deveriam ser feitas apenas pelo consumidor final no destino.
    Essa mecânica de funcionamento do ICMS além de injusta com os estados importadores, que pagam impostos ao exportador numa “sem lógica” do comércio global.
    A cobrança de ICMs como é feita no Brasil, além de ser por dentro, um absurdo tributário que faz o imposto incidir sobre ele mesmo, e poucos se dão conta, é executada desde a origem do produto dando margem a bitributação, a sonegação e ao encarecimento exagerado entre o preço original e o final. Retira vantagens competitivas e aumenta os custos de produção e transações, inviabilizando o desenvolvimento dos Estados não industrializados e exportadores de matéria prima e commodities, como o Pará.
    Quanto pagamos de ICMS para São Paulo e outros Estados industrializados?
    Se pudéssemos, não seria melhor comprar com nossos superávits da balança comercial, produtos importados de outros países, melhores e mais baratos dos que os do Sul/Sudeste, que nos têm como um mercado cativo e protegido?
    É um assunto de fundamental importância e que não faz parte da pauta de preocupações de políticos, tributaristas, federações e mesmo jornalistas.
    Quem sabe possamos provocar esse debate?

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    Publicado por Jose Americo Boução Viana | 2 de fevereiro de 2017, 11:44

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