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Imprensa

Enciclopédia amazônica

O projeto mais audacioso que desenvolvo no momento está abrigado no blog www,amazoniahj.wordpress.com. É uma espécie de enciclopédia da Amazônia atual. O leitor deve logo objetar: qual o significado e a utilidade dessa empreitada quando já existe o Google? Ninguém vai se desviar de uma formidável base de dados para garimpar numa fonte amadora e, provavelmente, inútil.

Quando tentei concretizar essa ideia pela primeira vez, o Google não existia. Foi através de parceria com a Funtelpa, sob a gestão de Fernando Cezar Nunes da Silva, prosseguida com Mauro Bonna. Não sei se as informações que forneci ainda estão arquivadas por lá. Mesmo incompleto (e ele nunca se concluirá), essa é uma base útil para as equipes da rádio e da TV Cultura.

Depois, investi no portal da Agência Estado, de O Estado de S. Paulo, graças ao apoio de Rodrigo Mesquita. Esse capítulo foi ainda mais curto. Mas não me desanimou.

Em 2014 recomecei o projeto através de um blog autônomo. Desmotivado e em dificuldades, o deixei de lado em 2015. Novamente voltei a ele no ano passado, mantendo a alimentação neste 2017. Ainda bem no início, mas já com informação suficiente para atender consultas, que podem ser feitas gratuitamente.

Ainda acho que há um lugar para essa minha enciclopédia, apesar do Google. Ela tem uma abrangência maior, entre os anos 1970/2000. Sua principal fonte, nesta etapa, são 10 jornais e revistas da grande imprensa nacional, além do meu arquivo pessoal.

As notícias originais são reescritas para delas expurgar o que é efêmero, transitório, sem relevância. A nova feição é atemporal: permite sua reprodução sem precisar de qualquer atualização. É um texto objetivo e enxuto, só com dados que sobreviveram ao tempo.

Concatenados, esses textos são uma história não oficial, alternativa, outline da Amazônia do nosso tempo. No meu entendimento, mais próxima da realidade do que qualquer outra fonte. Por isso, uma ferramenta a serviço de num destino melhor para a Amazônia do que ser a colônia do mundo – ou coisa pior.

O leitor poderá checar o que digo indo ao blog. E dando um retorno.

Discussão

10 comentários sobre “Enciclopédia amazônica

  1. Que foi isso. Acho que houve um erro.

    Enviado do meu iPhone

    >

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    Publicado por Marilene Pantoja | 4 de fevereiro de 2017, 19:23
  2. Excelente iniciativa.

    Em se tratando de acesso à informações especializadas o Google é limitado, por apresentar milhares de resultados, mesmo em questão de segundos, cabe à nós neófitos em pesquisas filtram as informações relevantes, o que requer tempo e paciência.

    Logo o portal de periódico da Capes, apresenta às publicações especializadas nas grande áreas do conhecimento.

    Já, seu blog, respectivamente focado nas questões amazônicas, adquirimos o estado da arte em artigos jornalísticos. Respectivamente, um acervo digno de citação em publicações pela comunidade acadêmica.

    Força e Firmeza nesse novo projeto que está empreendendo.

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    Publicado por Thirson Rodrigues de Medina | 4 de fevereiro de 2017, 20:12
  3. Não consegui abrir o link: www,amazoniahj.wordpress.com.

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    Publicado por viamati | 4 de fevereiro de 2017, 21:07
  4. Com todo o respeito ao acervo do Google, mas, em se tratando de Amazônia, sou mais tua Enciclopédia, como fonte de referência para pesquisas , estudos e informação idônea elaborada com dedicação e conhecimento de causa. Certas peculiaridades da Região passam despercebidas a olhares urbanos de quem às vezes sequer conheceu o interior da Amazônia. Parabéns, Lúcio, por mais um esforço de realizar uma obra que efetivamente vai marcar tua trajetória de muito trabalho, pesquisa e realizações como profissional brilhante e uma referência hoje como jornalista na Amazônia e no Brasil. Não desista de mais essa luta. A recompensa nem sempre vem pela via material. Mas ela se fará plena na tua satisfação por mais uma missão vitoriosa e no reconhecimento dos leitores. Parabéns pela persistência e pela coragem de não desistir, apesar de todos os pesares. Ave, Lúcio Flávio, o Passageiro da Esperança, que poderia até ser nome de um documentário sobre a tua obra.

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    Publicado por Francisco Sidou | 4 de fevereiro de 2017, 21:24
  5. Acho que já existe uma enciclopédia da amazônia. Parece que de autoria de Carlos alguma coisa. Mas eu compraria uma do LFP sem me preocupar com o preço muito menos com o indefectível Google.

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    Publicado por Paul Nan Bond | 5 de fevereiro de 2017, 00:38

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