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Imprensa, Política

Censura à imprensa?

É fácil se solidarizar com a jornalista Carolina Menezes, do Diário do Pará. Ela foi ameaçada em sua integridade física e no direito de informar por um leitor que ficou descontente com matéria publicada na edição de domingo do jornal sobre roubo de gado, que o envolvia.

Ao invés de exercer seu direito de resposta, o irritado leitor (e personagem) decidiu investir contra a repórter, que registrou queixa na polícia. O autor da ameaça já foi identificado. Espera-se que seja responsabilizado pelo que fez.

Também me solidarizo com Sara Raquel Pinheiro Portal, assessora parlamentar do vereador Fernando Carneiro, líder e liderado do PSOL na Câmara Municipal de Belém.

Sara alegou ter sido proibida, pelo presidente da Câmara Municipal de Belém, Mauro Freitas, do PSDC, e pelo vereador Sargento Silvano (do mesmo PSD do depurado federal e delegado da polícia civil Éder Mauro), de fazer fotografias do plenário.

“Fui ameaçada de processo porque estava registrando um vereador exaltado e arrogante. Vou continuar desempenhando minhas atividades e conto com o apoio de vocês”, disse a jornalista. Em resposta, há uma manifestação de protesto programada para segunda-feira, 20.

O presidente Mauro Freitas nega que haja censura, diz-se defensor da liberdade de imprensa e alega que na sua gestão tem dado todo apoio aos jornalistas. Mas nada disse sobre a acusação de Sara.

Ela foi nomeada, em 2014, assessora parlamentar nível 9, junto com mais 12 assessores vinculados ao gabinete do vereador Fernando Carneiro. Pode ser que seja uma lotação regulamentar, normal e praticada por todos os vereadores. Mas achei demasiada.

Defendo o direito de Sara de fazer o registro visual que quiser, dentro das regras protocolares da câmara. E também engrossarei os protestos quando estiver mais bem informado sobre o desentendimento a que ela se referiu, usando expressões que caberiam mais ao vereador a que serve do que a ela, como servidora do legislativo municipal.

Já o vereador classificou o fato como “truculência de alguns vereadores e a tentativa de censura à jornalista”. Carneiro se pronunciou “em defesa dos jornalistas que às duras penas, desenvolvem suas funções e transmitem tudo o que é debatido no plenário da Casa”.

Disse que já oficiara ao Ministério Público, OAB, Defensoria Pública, SDDH e o sindicato dos jornalistas. “Se necessário vamos à Corte Interamericana de Direitos Humanos, mas essa violação Não Passará!”, proclamou o representante dói PSOL no legislativo de Belém.

Podia-se começar esclarecendo melhor o que de fato aconteceu. Os jornais diários podem se permitir a tarefa?

Discussão

3 comentários sobre “Censura à imprensa?

  1. Treze assessores para um vereador? Isso é um absurdo, cabide de empregos com dinheiro público. Na verdade vereador de verdade nem assessor deveria ter. Vou a Corte Interamericana de Direitos Humanos reclamar de mais essa violacao vergonhosa dos bens públicos.

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    Publicado por José Silva | 15 de fevereiro de 2017, 22:59
  2. Que tudo comece pela “Casa do Povo”.

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    Publicado por Luiz Mário | 16 de fevereiro de 2017, 10:31

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