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Cidades

Quando a árvore fica visível

A maioria das mangueiras no entorno da praça da República estava em más condições e a prefeitura de Belém sabia muito bem disso. Tanto que ontem e hoje desfechou uma ofensiva de poda severa das árvores. Algumas ficaram quase desgalhadas. O corte chegou à copa de várias delas.O descarte mostrava o grau de dano que as mangueiras sofreram por parasitas e todo um catálogo fitossanitários.

Se duas árvores não tivessem desabado em pleno bairro de Nazaré, um dos mais valorizados da cidade, a prefeitura teria realizado o serviço? Todas as aparências indicam que não. Era perceptível o caráter de urgência e emergência do trabalho, que complicou o trânsito de veículos para a área.

Significa que a administração só age quando o problema é criado. Não há uma prevenção de significado proporcional à demanda que a arborização do centro antigo da capital paraense requer. Não há uma rotina de tratamento das árvores. É quando caem que elas merecem a atenção dos gestores. Só se espera não ser preciso que Inês morra para esse tratamento acontecer.

Discussão

3 comentários sobre “Quando a árvore fica visível

  1. Lucio,

    Pedir para esse governo municipal ser proativo é demais. Na verdade, nunca vi nenhum governo municipal de Belém ser proativo em qualquer coisa. Falta visão e planejamento. Principalmente, falta compromisso para com a sociedade.

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    Publicado por José Silva | 16 de fevereiro de 2017, 21:17
  2. A condescendência para com os bandidos políticos profissionais é deprimente e chega à co-autoria da bandidagem. Supostamente, planejamento há, mas nunca a favor do povo. Os fatos comprovam…

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    Publicado por Luiz Mário | 17 de fevereiro de 2017, 10:10
  3. O governo do Zenaldo Coutinho não teve ( na primeira gestão ) e não tem ( até agora , pelo menos) uma politica pública de preservação das arvores da cidade .
    Até o serviço de poda das mesmas foi transferida para a CELPA , uma empresa privada , que pode entender de energia mas nada entende de arborização urbana e sua função sócio-ambiental . Por isso mesmo segue uma intervenção anti-arvores . Suas podas são radicais, mal feitas , em períodos indevidos ( verão) deixando as arvores peladas e os pedestres e transeuntes expostos ao sol inclemente e, por conseguinte à ameça do câncer de pele , sem contar o resfriado e a gripe que já viraram males da rotina em Belém .
    Tive uma única audiência com o secretário de meio ambiente do município para saber porque o prefeito , tendo feito uma ampla propaganda na revista Veja, de que tornaria Belém a cidade mais arborizada do Brasil ( isso uma semana depois de sua posse na primeira gestão ) nada tinha feito já caminhando para o ultimo ano de seu mandato .
    Sabem o que ele respondeu ? Que Belém tinha outras prioridades , como a saúde e etcetera .
    Ora, um secretário de meio ambiente , responsável pelas politicas de preservação ambiental da cidade que acha que a sua pasta não é uma prioridade , explica a razão pela qual as arvores estão caindo nas nossas cabeças . É de chorar , não ?
    Logo, o que o Prefeito disse naquela entrevista da revista Veja , em 2013 , foi apenas uma brincadeirinha .

    Alguém sabe, quem é e o que pensa o novo secretário ?

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    Publicado por Marly Silva | 19 de fevereiro de 2017, 21:25

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