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Economia, Minério, Multinacionais

O rumo da Vale

Murilo Ferreira sempre defendeu s tese de que executivos devem deixar os os cargos aos 65 anos. Hoje, ele anunciou a sua saída da Vale, a terceira maior mineradora do mundo e a maior empresa privada do Brasil. Mas ele só fará 65 anos em maio de 2018.

Não foi por vontade própria que ele se antecipou um ano à sua regra particular (se estava mesmo disposto a cumpri-la). Foi por pressão política. Os políticos, principalmente de Minas Gerais, queriam esse cargo tão poderoso. Parece que irão conquista-lo. Com a adesão de personagens atuantes nos bastidores, como o Bradesco e os fundos federais de pensão.

Murilo ficará por seis anos à frente da Vale, período longo, embora menor do que o recordista, seu antecessor, Roger Agnelli, que ficou por 10 anos, saindo em 2011. A principal tarefa de Murilo foi pagar as contas deixadas por Agnelli, corrigir os rumos da Vale e apostar em mais investimentos na extração e exportação de minério de ferro como a saída para a empresa em meio ao tufão provocado pela queda dos preços das commodities.

Uma das principais realizações de Murilo foi o anúncio, quatro dias atrás, do novo contrato de acionistas da Vale, a entrar em vigor em maio, quando ele deixará a presidência. Voltará na onda que surgirá ou deixará como legado um mergulho no ainda não perfeitamente discernível?

Não se sabe ainda. E raros estão interessados em saber.

Discussão

4 comentários sobre “O rumo da Vale

  1. Como sempre…é a pressão política que define o futuro da Vale. Se fosse uma empresa realmente privada, os políticos não apitariam nada. A Vale nunca foi privatizada de fato. Será que essa nova fase começa agora com o novo contrato de acionistas?

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    Publicado por Jose Silva | 24 de fevereiro de 2017, 17:35
  2. O falecido Maestro Levino Ferreira de Alcântara foi avisado de que a Vale passaria por dentro da chácara dele. Ele me falou que era especial, ouro, o ferro continuou a passar pelo mesmo/outro lugar. Isso foi no Rio Maria e faz uns oito anos. Maestro permitiu, pois falaram pra ele que embaixo da pequena propriedade dele há ouro de fora a fora. Morei em Rio Maria aos 86, região de garimpos. Maestro temia perder o lugar dele e de animais de paz. Maestro recentemente faleceu. Não sei se ainda continuam as atividades, nem sei se esse material é declarado como ouro e se o Estado fiscaliza.

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    Publicado por Erick Matheus | 25 de fevereiro de 2017, 08:52

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