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Justiça

Juíza volta a atuar

A juíza  Clarice Maria de Andrade Rocha já poderá reassumir a titularidade da 1ª vara criminal de Belém, “devendo a mesma retornar às atividades perante a da qual é titular”. A autorização foi dada pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Ricardo Nunes, cumprindo determinação do Conselho Nacional de Justiça, que cumpriu decisão do Supremo Tribunal Federal.

O STF concedeu liminarmente a suspensão dos efeitos do ato de disponibilidade da juíza aplicada pelo CNJ, deferiu, até o julgamento final do mandado de segurança, que seus advogados impetraram.

A punição foi aplicada depois de processo administrativo disciplinar que apontou grave erro da magistrada ao ignorar que uma menor permanecera presa numa cela da delegacia de polícia de Abaetetuba, sendo agredida e estuprada seguidas vezes.

O TJE punira a juíza colocando-a em disponibilidade com proventos proporcionais ao seu tempo de serviço.

Discussão

4 comentários sobre “Juíza volta a atuar

  1. Penso que apesar de tudo, se é para punir a juíza, deveriam ser punidos todos os que mantêm o sistema de segurança e penitenciário em uma situação de vulnerabilidade, que não garante nem segurança, nem permite uma condição digna para que qualquer ser humano sofra as consequências de seus crimes, mas com respeito aos direitos humanos.
    Será que os Presidentes, Ministros. Governadores, Secretários, o Judiciário e o Parlamento em geral. os Jornalistas e a sociedade informada e mesmo analfabeta, não sabem a zorra que é a detenção nos chamados distritos e o encarceramento nos presídios brasileiros, piores que muitos da idade média e os dos tempos das galés e dos romanos da história antiga?
    “A hipocrisia”, como na canção “Caixinha Obrigado”, de Juca Chaves, “é um fato consumado, na sociedade onde o ar é depravado…”. Cabe perfeitamente, mesmo há mais de 50 anos de feliz composição musical.
    E aí, a Juíza vai pagar sozinha o pato? Com o bode expiatório sangrado, todos vão dormir de consciência tranquila, que nenhuma criança ou adolescente está à mercê da sanha de meliantes pervertidos?
    É melhor reconhecer o fato como um câncer e partir para químio/radioterapia, extirpando o podre e injetando células troncos na formação de um novo tecido, protegido dessas feridas sociais que escondemos com esparadrapos mal pregados.

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    Publicado por JAB Viana | 25 de fevereiro de 2017, 17:00
  2. Eta vida boa meu deus…depois há gente que reclame. Em qualquer outro lugar decente, a tal juíza já estaria atras de outro emprego. Como decência não é nosso forte, o jeito é afogar as mágoas no carnaval.

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    Publicado por José Silva | 26 de fevereiro de 2017, 03:33
    • E a maior punição que pode ser aplicada a um magistrado é a aposentadoria compulsória, com os seus rendimentos preservados.
      Se é preciso acabar com o foro privilegiado abusivo, e é preciso, também é preciso acabar com o excesso de prerrogativas da magistratura, As constitucionais já são suficientes. No resto, devem ser iguais a todos, Ou atire-se ao lixo a constituição.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 26 de fevereiro de 2017, 09:58
      • Já atiraram muito tempo. O foco é na manutenção de palacetes e benefícios cumulativos. Atender bem o público é último ponto da agenda..isso quando entra na agenda. Viva nossa (in) justiça!

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        Publicado por José Silva | 27 de fevereiro de 2017, 22:15

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