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Cidades, Saúde

O lixo de Marituba

Dentro de uma década, o ponto mais alto num raio de 300 quilômetros a partir de Belém será um monte de lixo com 60 metros de altura, equivalente a um prédio de 20 andares. A maior altura natural na capital paraense não chega a 20 metros a partir do nível do mar. Mas talvez a elevação se torne maior.

É que em apenas um ano e meio de funcionamento do “lixão da Revita”, como passou a ser conhecida a pomposa central de processamento e tratamento de resíduos de Marituba. Ela foi instalada para receber todo o lixo da região metropolitana de Belém, quando o lixão do Aurá, em Ananindeua, uma deposição a céu aberto, foi fechado para cumprir a Lei Nacional de Resíduos Sólidos.

O aterro sanitário atormenta a vida de mais de 10 mil de famílias de sete bairros de Marituba pelo mau cheiro que emana do depósito de lixo da Revita. E, por enquanto, o processo é o mesmo que forçou o fechamento do “lixão do Aurá”,

Para protestar contra essa agressão, u=os moradores realizaram mais uma manifestação, hoje, bloqueando o tráfego na Alça Viária, a ponte que liga a capital paraense ao sul e sudeste do Estado, para chamar a atenção das autoridades. Até agora, elas têm respondido com um silêncio acusador – a elas.

Discussão

6 comentários sobre “O lixo de Marituba

  1. Bem típico de nossas otoridades. Simplesmente transferiram o problema para outro lugar, geralmente habitado por pessoas mais pobres e sem apoio para se defender da incapacidade do governo.

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    Publicado por José Silva | 1 de março de 2017, 22:38
  2. Belém e Ananindeu tem prefeitos do PSDB. Em 2014 a REVITA doa quase meio milhão de reais para o PSDB na campanha ao governo do estado. Em seguida ganha autorização e verba para operar esse lixão.
    Não é preciso muito esforço para entender o “caos” anunciado.
    http://meucongressonacional.com/eleicoes2014/candidato/2014140000000828

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    Publicado por Marlyson | 6 de março de 2017, 04:37
  3. O lixão de Marituba operado pela Revita agora querem transferir para o município de Acará, vão encontrar muita resistência não vamos aceitar que seja transferido o problema de três município para dentro do nosso amado Acará, a nossa federação tem lei municipal própria, que cada qual cuide do seu lixo. Agostinho Viana ( Acará)

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    Publicado por José Agostinho Viana Rodrigues | 4 de abril de 2017, 21:24
  4. Gente. O Lixão em Marituba, que não é de Marituba, não pode ser entendido como problema do povo de Marituba, exclusivamente. Quando se trata de meio ambiente, da saúde do meio ambiente, estamos nos referindo a saúde do Planeta, a saúde de todos. Agora é fato, os mais próximos são os primeiros afetados.
    O problema do Lixão não é somente o odor. Este é um sintoma que pelo mau estar que causa, tem mobilizado a população.
    A dimensão do problema:
    1º O que deveria ser uma solução para a destinação final dos resíduos sólidos “ambientalmente adequado”, começa funcionando nas mesmas condições da anterior (Aurá), fechada por não atender a Lei Nacional de Resíduo Sólido, como bem denuncia o jornalista Lúcio Flavio Pinto.
    2º Com um agravante, como se propôs a receber os resíduos da Região metropolitana, o volume é bem maior que o despejado diariamente no Aurá.
    3º Os governantes da Região Metropolitana não investem na Coleta seletiva, o que diminuiria muito o volume de resíduos destinados ao “Aterro”, prolongando seu tempo de vida e diminuindo os impactos.
    Só para termos uma ideia da proporção do problema: o “Projeto de Aterro Sanitário”, lembrando que não está funcionando um Aterro Sanitário e sim um “Aterro Controlado”, mas sem controle algum. Pois bem, o projeto tinha previsto duas piscinas de retenção e tratamento de chorume. O que se sabe é que tiveram que fazer “as pressas”, mais onze piscinas, sem a aprovação prévia do órgão fiscalizador. Há técnicos que fazem a seguinte projeção; se o aterro fechar hoje, com a tecnologia que a Revita tem disponível para o tratamento do chorume armazenado, ela levaria mais de dois anos. O problema é que o Lixão continua em pleno funcionamento.
    Vamos acordar gente, esse empreendimentos está pondo em risco o bioma em que vivemos. Essa Luta deve ser abraçada por todos. Não é uma briguinha entre moradores da região que não querem o lixo jogado no seu quintal.

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    Publicado por Adelino do Socorro Pereira Bessa | 14 de abril de 2017, 09:57

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