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Política

O silêncio do ministro

Está terminando o quinto dia desde a divulgação de que o lobista Jorge Luz foi padrinho de casamento de Helder Barbalho, mas o ministro da Integração Nacional ainda não apresentou a prova do que disse através de uma lacônica nota da sua assessoria.

Sua versão é de que se trata, na verdade, de um homônimo do cidadão que está preso desde a semana passada, acusado pela Polícia Federal de intermediar propinas para políticos do PMDB, dentre os quais estaria o senador Jader Barbalho, pai de Helder. É um silêncio estranho e perturbador.

Seria muito fácil desmentir a informação, apresentando uma foto do padrinho de casamento ou dando informações para identificá-lo, distinguindo-o do homem que atuou, durante 30 anos, nos bastidores da maior empresa do Brasil como intermediário de negócios e representante de políticos. Esse Jorge Luz, supostamente com a esposa, Jéssica, seria primo da esposa de Helder. Mas ninguém o conhece nos meios sociais de Belém.

O senador Jader Barbalho continua a sustentar que foi apresentado ao lobista Jorge Luz em 1983 e nunca mais o encontrou. No entanto, quem fez a ponte de Jorge Luz com o vice-governador Carlos Santos, que ocupou o governo quando Jader precisou se desincompatibilizar para concorrer ao Senado, em 1994?

Foi nesse momento que Luz voltou ao Pará, onde nasceu mas do qual se distanciou completamente ao se estabelecer, por longos anos, no Rio de Janeiro. Mas voltou como agenciador de contratos e negócios, cobrando comissão pela sua participação nessas transações. Por coincidência, era primo de uma assessora da então primeira dama, Elcione Barbalho, na Ação Social do Governo.

O casamento de Helder foi em 2006, no mesmo ano em que alguns dos delatores da Operação Lava Jato sustentam que Luz teria se reunido com a cúpula do PMDB, no apartamento de Jader, em Brasília.

O silêncio do principal personagem dessa história obriga quem quer saber da verdade a aprofundar a investigação dos fatos. Se está limpo, o ministro Helder Barbalho podia servir ao interesse público apresentando as provas do que diz. Calar é um passo em direção contrária à que ele apresenta.

Discussão

4 comentários sobre “O silêncio do ministro

  1. Ele está esperando o carnaval passar…Pode ser que esqueçam de tal história.

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    Publicado por José Silva | 1 de março de 2017, 22:39
  2. Mas a memória do senador só registrou que conheceu o sujeito em 1983. Depois disso passou 34 anos com Alzheimer, mas já voltou ao normal para outros fatos de atividades usuais.

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    Publicado por Paul Nan Bond | 2 de março de 2017, 00:53
  3. Alguém falou em papa, aí?

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    Publicado por Luiz Mário | 3 de março de 2017, 08:51

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