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Cidades

Lixo de lá e de cá

São Paulo fechou 54 lixões a céu aberto nos últimos oito meses, no cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Mas seu caso constitui uma exceção. No Brasil, quase 3,3 mil prefeituras ainda utilizam lixões para destinar os resíduos domésticos, embora o prazo de erradicação dado pela nova política já tenha vencido há dois anos.

Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes, para acabar com os lixões, O Brasil precisaria investir cerca de 5,8 bilhões de reais na construção de novos aterros sanitários e gastar todos os anos R$ 2,6 bilhões para mantê-los funcionando. Dá R$ 2,60 por habitante por mês, o valor de um refrigerante. “O problema é que 80% dos municípios brasileiros estão em situação fiscal crítica”, admite o presidente da associação, Carlos Fernandes.

Sua fórmula: “Como qualquer serviço público, a gestão de resíduos domésticos deveria ser tarifada, ter receita vinculada e atuação privada e os municípios precisam criar mecanismos que garantam arrecadação para manter os serviços essenciais de coleta e destinação de resíduos. No Estado de São Paulo, por exemplo, aproximadamente 75% dos resíduos domiciliares já vão para aterros privados”.

Segundo dados da secretaria estadual do meio ambiente, o Estado de São Paulo ainda possui 43 lixões, que estão sob intensa sindicância da na nova gestão da Cetesb.

Se não aparecer ninguém para fazer o mesmo em Belém, que tal pedir para a companhia paulista de saneamento estender por mais dois mil quilômetros a sua atuação?

Discussão

4 comentários sobre “Lixo de lá e de cá

  1. Cabe, um surto de excelência de algum engenheiro sanitarista, aplicar projetos que transformem o lixo em energia.

    Tecnologia esta, aplicada nos E.U.A, Europa e China, com a vantagem de reduzir à cinzas os residuos, em contrapartida gerando energia elétrica.

    O projeto é financeiramente, a principio, é considerado de investimento alto, para os padrões brasileiros.

    No entanto, como tudo na globalização caminha para a sincronicidade de projetos de desenvolvimento, mesmo com a demanda à favor do sistema capitalista, de repente, entre as promessas de campanha em 2018, aparece um alienigena que levante e adote a ideia.

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    Publicado por Thirson Rodrigues de Medina | 7 de março de 2017, 22:32
  2. Pelos números apresentados o problema do luxo no Brasil é mais uma questão de ação dos governos locais do que financeiro. Dois reais por mês nos matariam ninguém. O Brasil tem tecnologia para transformar lixo em energia, mas para isso precisaria o setor privado investir. O problema é que o setor privado no Brasil só gosta de investir em coisas onde o risco é inexistente, ou seja, garantidos pelo governo. Dessa forma não dá.

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    Publicado por José Silva | 8 de março de 2017, 08:43
  3. Pior que os males agudos e arrastados do lixo, talvez só a velha e crônica ciência de que NADA chegará aos entupidos ouvidos do poeta e do violeiro antes de 2018 ou 2020.. Tô errado, mestre?

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    Publicado por Marlyson | 8 de março de 2017, 14:55

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