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Cidades, Política, Saúde

O lixo fede – e como!

O projeto de tratamento do lixo apresentado pela Revita estava dentro da lei e era adequado. O problema foi na execução, que se desviou do que a empresa se comprometeu a fazer, por isso recebendo a licença ambiental para funcionar. É a explicação dada pelo órgão licenciador, a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado.

Tudo bem. Mas por que a Semas levou quase dois anos para verificar a fraude na execução do projeto, obrigar a empresa a corrigir seus erros, aplicar-lhe multa ou mesmo suspender a licença até o imediato cumprimento das deliberações? Obrigada a se mexer, os corretivos que exigiu da Revita são paliativos. Servirão, se adotado, para diminuir o mau cheiro, evitar a contaminação do lençol freático e proteger as drenagens.

Só atenuação dos problemas que levaram os moradores de Marituba ao protesto e à interdição do lixão. O cheiro (com todos os seus derivativos) continuará ruim, por tempo que não pode ser determinado. A única solução é encontrar outro local, tarefa dificílima. Mesmo que o novo sítio apareça, o próprio projeto também é questionado pela população.

O erro foi grave demais, assim como a omissão da secretaria. Os responsáveis precisam ser identificados e responder pelo que fizeram ou substituídos para que o processo, ao ser retomado, siga realmente novo caminho.

Discussão

8 comentários sobre “O lixo fede – e como!

  1. Obviedades, por óbvio….Ditadura da corrupção.

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    Publicado por Luiz Mário | 8 de março de 2017, 18:41
  2. Aliás, a quente chapa poderia descer uma cerpa geladíssima, para aveludar o gogó?

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    Publicado por Luiz Mário | 8 de março de 2017, 18:43
  3. Silêncio (ou fedor?) similar, cúmplice, vergonhoso ou alienado também da milionária câmara de vereadores belemense sobre o caos?

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    Publicado por Marlyson | 9 de março de 2017, 06:48
  4. Reitero meu comentário, feito em outro artigo de sua autoria:
    Em atenção ao artigo do Jornalista Lúcio Flávio Pinto, onde comenta a questão do lixo metropolitano da cidade criança, como dizia um ex-Prefeito de Belém, fiz a seguinte lambança, digo, comentário que compartilho com os amigos deste espaço:

    “Comentário sobre “Nós, reféns do lixo”, novo Post de Lúcio Flávio Pinto II”:

    O que se poderia esperar de cabeças vazias de ideias e de iniciativas como as da corte que, por falta de melhores opções, empoderou-se da administração de um Estado e Capital, surrados pelo destino de colônia ou quintal baldio, desde o início do império concedido ao herdeiro Pedro, e de uma Cabanagem que não liquidou o assunto?

    De costas para o que temos de solução, tanto para transporte como para o desenvolvimento sustentável, esnoba-se todo um estuário rico de recursos, felizmente intocados pela ação destrutiva de nossas elites e outros predadores ambientais ditos humanos.

    Mesmo temendo a imperícia e insipiência da corte gestora, opino que seria o caso de se escolher uma das ilhas próximas de Belém, adequada a receber um empreendimento de reciclagem e industrialização do lixo metropolitano, usando-se um mínimo de terreno necessário, não mais de 5 ha, acredito, que representaria um certo impacto no ambiente, porém bem menor que os ocasionados pelos tais de lixões e aterros sanitários misturados aos habitantes da metrópole.

    O lixo poderia ser embarcado em contêineres ou carretas adaptadas e apropriadas, em portos para ferribotes e balsas ou alvarengas, de forma que circulasse o mínimo nos perímetros urbanos.

    A mão de obra
    para separação do lixo no destino para a reciclagem e industrialização poderia ser a dos próprios catadores dos lixões, desde que organizados em cooperativas prestadora de serviços, implementando-se através da secretaria de trabalho e das áreas sociais, um processo também de inclusão e de reversão da miséria.

    Se bem montado o projeto do complexo de usinagem e reciclagem do lixo, poderia inclusive gerar energia elétrica em biodigestores da massa orgânica, associados à energia solar e eólica, com sobras para venda à Celpa dos excedentes gerados.

    Teríamos além de energia, produtos como o composto orgânico(adubo), para ser vendido a hortas e empreendimentos agrícolas; itens recicláveis como metais, vidros, papéis e plásticos, cumprindo-se a necessidade da limpeza urbana de forma sustentável, ambientalmente correta e com efeitos econômicos multiplicadores a serem associadas a políticas estruturantes de reversão do círculo vicioso da miséria urbana que nos aflige.

    Seria possível ações para implementar-se projetos de hortas e pomares urbanos em espaços comunitários; aproveitamento do lixo do açaí, que poderia gerar de lenha a biodiesel necessário para abastecer os caminhões do lixo e balsas, pagando-se o projeto a médio prazo.
    O lixo deixaria de ser estorvo para ser solução de questões socioeconômicas.

    Será que é um sonho de um alguém louco após uma tigela de açaí com camarão, como diriam companheiros de botecos, ou nossos pensantes são incapazes de ousar o possível?
    Alguma cousa tem que ser pensada, mas para sair algo da cabeça e das pranchetas, é preciso que os líderes maiores mentalizem que são menores que o lixo que nos aflige e que é uma grande oportunidade para deixarem seus nomes gravados na história, seja pela solução ou pelo agravamento dessa avalanche doentia e fedorenta chamada popularmente de lixo!

    Abaixo a mediocridade intelectual e administrativa desta Província, que nunca deveria ter deixado de se chamar Grão Pará.

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    Publicado por JAB Viana | 9 de março de 2017, 11:10
  5. Fede e muitíssimo… Inclusive segundo relatos, sente-se a podridão durante a travessia da Alça viária. Igarapés outrora sadios, estão c/ águas turvas putrefatas. Sabe-se q até nesta data o Lixão do Aurá continua recebendo carretas c/ resíduos sólidos…
    Taí uma investigação séria e urgente q IML/Dema/MP devem à toda sociedade da RMB. Conquanto a Semas urge transparência p/ anteontem…

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    Publicado por Amélia Oliveira | 9 de março de 2017, 11:28
  6. Lúcio,
    Aqui na Alemanha o lixo é levado a sério. Existe política de separação do lixo em todos os ambientes, públicos e privados. Lixeiras em toda parte, a maioria com a separação por tipo de lixo. Nas lojas e supermercados não é fornecido sacolas para as compras, ou o cliente leva a sua, de preferência pano, ou carrega na mão. As garrafas pets, ao se comprar o cliente paga um valor por elas, quando ele devolve, e recebe um vale no mesmo valor, isso faz com que diminua a quantidade de plástico na sociedade e consequentemente o lixo. E principalmente, o papel higiênico é jogado diretamente no vaso sanitário, o que impede a contaminação dos demais resíduos. Penso que nada disso é um absurdo d ser realizado no Brasil. Se se tem vontade de fazer. Infelizmente as pessoas que são colocadas para coordenar essas ações ou são burras ou colocam a frente seus interesses pessoais.

    Hoje no nosso país os maiores problemas são a violência, saneamento básico e transporte público. Necessidades vitais a vida em comum.

    Vemos que falta de políticas sérias sobre o lixo quando chove e através das doenças a que ficamos expostos.

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    Publicado por Everaldo | 9 de março de 2017, 12:57
  7. Claro, não esquecendo principalmente o tratamento do esgoto. Em Belém e na maioria das cidades e jogado diretamente nos rios. Estação de tratamento devem existir para que essa água volte a ser usado e nossos rios fiquem limpos. São esses os objetivos que temos que perseguição e cobrar.

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    Publicado por Everaldo | 9 de março de 2017, 13:06

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