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Executivos de Miami: uni-vos

O bravo povo paraense que viajava para Miami na classe executiva da Latam (antiga Tam) já encontrou o paladino da sua nobre causa pela volta desses lugares especiais nos aviões de linhas internacionais: é o Repórter 70, a principal coluna de O Liberal.

Nada menos do que três notas na abertura da coluna de hoje são dedicadas ao angustiante problema, o mais comentado do Ver-o-Peso ao Bengui, da Doca de Souza Franco à Braz de Aguiar. Tudo para protestar contra “mais uma” das companhias aéreas “contra o Pará”.

É que a Latam decidiu “trocar os Boeing 767 por pequenos aviões Boeing 737-200, que farão linha para Miami (EUA)”. Tudo muito bem, acrescenta a ladina coluna, “se isso não implicasse mudança de seus horários e extinção das classes executivas”, que é o que realmente importa ao redator anônimo da catilinária ao tucupi.

Isto posto, “dane-se o conforto dos consumidores, condenados a acomodar-se – come certeza, muito mal – em aviões superapertados para um voo de seis horas e meia”.

Quantos milhares de paraenses usam a Tam para uma esticada à capital do balacobaco (ou badulaque) made in USA nas confortáveis e bem servidas poltronas das classes executivas dos jatos, grandes ou pequenos? Talvez não tantos quanto os que acompanham o Círio.

Romulo Maiorana Júnior, o principal executivo do grupo Liberal, é um deles. Até pouco tempo atrás ele fazia o percurso no seu jatinho executivo. Continuou a desfrutar desse privilégio mesmo depois que o avião foi apreendido em Belém pela Receita Federal por entrar ilegalmente no país – vulgo contrabando, tão conhecido dos paraenses. Como o próprio Júnior foi designado fiel depositário, as viagens faustosas prosseguiram.

O problema é que a crise o obrigou a excepcionais medidas de economia. Vendeu o outro avião da ORM Air, de sua exclusiva propriedade. Já sem as burras generosas do erário, diminuíram as encomendas do governo do Estado por voos exclusivos para sua excelência.

RM Jr. teve que se submeter aos voos de carreira – sempre naquela parte especial, que distingue seus ocupantes dos demais passageiros do avião, obrigados ainda a contemplar as mordomias oferecidas à casta nacional, ou mandarins.

Ameaçado de ficar sem sua poltrona e suas franquias, RM protesta pela coluna, em nome dos paraenses, que não lhe delegaram poderes para tal. O executivo sequer sabe quem embarca com ele para o tour até o paraíso artificial.

Discussão

7 comentários sobre “Executivos de Miami: uni-vos

  1. Então deviam botar ele numa bolha de plástico amarrada na cauda do avião, para não se misturar com a gentalha. O problema ia ser a bolha dele ficar se debatendo até Miami com a outra bolha do arconte do Diário do Pará, o tirinhas-mor do Brasil, que também vive irritadinho quando seu confortinho é maculado por alguma empresa aérea ou barco para o Marajó (deviam amarrar ele num casco de tracajá pra ele ir surfando de boa até o Camará). Essa gente vive choramingando do monopólio dos outros, mas não abre mão do próprio (e mais que corrupto). No dos outros é refresco…
    Executivo de Miami não se compara com esses executivos de capitalismo de Estado que vivem da encomenda pública. São executivos de faz-de-conta. Tira a verba pública, jaz o executivo.

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    Publicado por Paul Nan Bond | 20 de março de 2017, 21:17
  2. Coitadinho. Sem executiva não dá. Afinal de contas são seis horas de pura sofridão. Agora sem brincadeira, esses aviões da Latam são muito ruins para voos internacionais. Os espaços entre os assentos são diminutos e os serviços são geralmente ruins. Quem sabe a reclamação não faz com que a Copa ou Avianca se interessem pela rota.

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    Publicado por José Silva | 20 de março de 2017, 23:00
  3. E por falar em Miami, sugiro que vocês vejam o documentário Cocaine Cowboys. Quero saber quem vai fazer um documentário similar para a guerra aberta das drogas em Belém, a nova Medellin.

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    Publicado por Jose Silva | 22 de março de 2017, 12:19
  4. Prezados, apenas uma retificação. A nova aeronave da rota será o Airbus A320, utilizado em laga escala pela LATAM nas rotas domésticas. Com relação à mudança de aeronave, trata-se de uma questão de custo / benefício para a empresa. De que adianta uma aeronave grande e vazia? Alguém gosta de tomar de prejuízo?

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    Publicado por Romeu Praxedes | 22 de março de 2017, 13:07
    • Só que não interessava ao autor da nota de O Liberal abordar esse aspecto. É claro que se houvesse demanda a empresa manteria um avião maior na linha. O interesse do dono do jornal prevalece sobre tudo, inclusive sobre a verdade dos fatos.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 22 de março de 2017, 13:22
      • Um Airbus 320 é melhor…se a empresa respeitar o espaço entre as poltronas para viagens internacionais para presrvar a saúde dos clientes!

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        Publicado por Jose Silva | 22 de março de 2017, 16:20

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