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Justiça, Política

Lava-Jato: o momento decisivo

Entre prós e contras, acertos e erros, a Operação Lava-Jato é um dos principais acontecimentos de toda vida republicana brasileira.

Revelou o maior esquema de corrupção institucionalizada, colocou na cadeia criminosos de colarinho branco, conseguiu a devolução de dinheiro roubado, estabeleceu conexões internacionais para descobrir quadrilhas de maus brasileiros, obrigou políticos e servidores públicos a colocarem a cabeça de fora e darem explicações à sociedade – e por aí em diante.

Houve também exibicionismo, exageros, precipitações, leviandades e procedimentos que levantaram suspeitas sobre a isenção e independência da força tarefa da investigação.

Ainda assim, o brasileiro interessado e empenhado em mudar hábitos e costumes da vida pública brasileira, e a relação das instituições com a iniciativa privada, e entre si, deve estar muito atento e disposto a intervir na arena nacional. Efetivamente, a Lava-Jato está ameaçada.

O principal risco que começou a enfrentar é o seu gigantismo e as características do crescimento da quantidade de denunciados, indiciados e referidos. Além de já terem número suficiente para constituir poderoso grupo de pressão, eles começam a se articular maliciosamente, porém com um propósito determinado, para golpear a investigação, que avança sobre eles.

Para não tropeçar nos próprios erros e enfrentar as armadilhas e golpes dos adversários, a Lava-Jato esbarrará cada vez mais na lentidão da máquina pública, sobretudo do judiciário, mas também do Ministério Público Federal. E em vícios, como o do foro privilegiado abusivo.

Em março de 2015, o procurador-geral da república encaminhou ao Supremo Tribunal Federal a primeira lista de indiciados que a força tarefa lhe encaminhou. Com pouca produtividade, Rodrigo Janot teve que desdobrar os processos, mas só 19 meses depois.

A segunda lista é preparada justamente quando a operação completou três anos, no dia 17, com um número incomparavelmente maior de pessoas visadas. Elas, agora, estão saindo da atitude de defesa e atacam. O resultado dessa medição de forças vai depender decisivamente do acompanhamento dos fatos pela opinião pública. Cabe-lhe afastar todos os empecilhos que forem colocados no que é a tarefa vital dos nossos dias: não permitir que a verdade fique pelo meio do caminho.

Discussão

8 comentários sobre “Lava-Jato: o momento decisivo

  1. É importante a sociedade apoiar e monitorar os resultados da operação. Nunca na história deste país tanta coisa (que sabíamos que ocorria por debaixo dos panos) foi revelada. Naturalmente os políticos estão nervosos, pois todos ttêm, de alguma forma, culpa no cartório. Acho que se os brasileiros(as) forem realmente espertos(as), tal como eles(as) dizem que são, eles (as) usarão a Lava-Jato para depurar a politica do país nas próximas eleições. Se assim não o fizerem, é melhor entregar o jogo e assumirmosa de vez que somos mesmo uma republiqueta de baixo calão onde a corrupção é um estilo de vida adorado por todos (as).

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    Publicado por Jose Silva | 20 de março de 2017, 11:26
    • “Os políticos nervosos com a Lava-Jato”

      Com exceção de Michel Temer, Renan e todos do PSDB que têm culpa no cartório como Renan e Aécio. Um deles até ganha tarja preta.

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      Publicado por Fábio Reis | 20 de março de 2017, 14:20
      • *: Quis dizer serra invés de Renan.

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        Publicado por Fábio Reis | 20 de março de 2017, 14:20
      • Porque você está abrindo exceção para eles? Alguma preferência partidária?

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        Publicado por Jose Silva | 20 de março de 2017, 17:16
      • Eu não tenho. Quem tem é o Supremo e o Sérgio Moro. Eles que abrem as exceções. Não sou eu não.

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        Publicado por Fábio Reis | 21 de março de 2017, 00:24
      • Pois é. Primeiro dizia-se que nenhum tucano seria investigado. Agora estão sendo investigados. Depois disseram que nenhum seria denunciado. Agora eles estão na lista da denúncia. Creio que o próximo passo é dizer que eles não serão condenados se a culpa for provada. Temos que monitorar até onde essa história vai dar. O que eu sei é que até agora a Dilma e Lula continham ainda serelepes por aí mesmo com toda a evidência contra eles. Passo a acreditar que o Moro e o Supremo estão protegendo a dupla. Será?

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        Publicado por José Silva | 21 de março de 2017, 20:32
  2. a alcateia (centenas) teme a matilha ( milhares/milhões). É hora de soltar ..

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    Publicado por valdemiro | 20 de março de 2017, 12:28
  3. Para que a Lava-Jato (combate à corrupção) seja respeitada, de fato, é necessário que não haja seletividade, como ora faz o Torquemada de Curitiba.

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    Publicado por Luiz Mário | 20 de março de 2017, 17:17

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