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Política

Rumo a 2018

Em duas semanas, dois encontros de Jader e Helder Barbalho, os dois maiores nomes do PMDB no Pará, com Zenaldo Coutinho, uma das lideranças do PSDB. Os dois partidos deixaram de ser os principais adversários na política do Pará? Confirma-se a informação de que, por ordem superior, partida de Brasília, peemedebistas e tucanos locais terão que se dar mãos em benefício de uma aliança nacional para a eleição de 2018?

Cabem no raciocínio estas e várias outras interpretações sobre os dois fatos insólitos, que até um mês atrás pareciam impossíveis. Só uma coisa, porém, é certa: o prefeito de Belém decidiu se desgarrar do bloco tucano e aceitar a oferta dos seus – até recentemente – inimigos para usarem um palco comum em proveito de seus próprios interesses.

Desta vez, o jogo não é às escondidas e turvo. A luz do interesse público ilumina os cenários dos dois encontros: o primeiro, através de uma inspeção direta às praias do maltratado distrito de Mosqueiro, prejudicado por isso em sua função de balneário; o segundo, em pleno palácio Antonio Lemos, sede do poder municipal, na sexta-feira passada, com pompa e circunstância.

O móvel da iniciativa foi a oferta, pelo ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, de 27 milhões de reais, dinheiro federal, sem a necessidade de contrapartida pela prefeitura, para aplicação imediata. Zenaldo terá a prerrogativa de lançar a concorrência e definir o vencedor para cumprir um plano de obras (destinadas à recomposição da orla de Mosqueiro) por ele mesmo elaborado.

É maná diante da inanição finaneceira da prefeitura, que mal consegue pagar a folha de pessoal. Zenaldo pode apresentar um resultado concreto no panorama vazio de realizações do seu primeiro mandato, vácuo acentuado com a reeleição problemática, ainda carente de confirmação pela justiça.

Para os Barbalho, é a prova de que pai e filho trabalham pelo interesse superior do Estado, sem ver a cor partidária daqueles aos quais se juntam para servir à população. Um passo a mais na campanha de Helder pelo governo do Pará no próximo ano. A presença do tucano, que podia ser constrangedora em outra circunstância, passou a ser favorável. Cercado de barbalhistas (de novo alvoroçados) em pleno gabinete, o prefeito passou a ser garoto propaganda do PMDB.

Pragmático por necessidade, Zenaldo não teve como procurar alternativa. Decidiu pagar o preço que seus correligionários tucanos, incluindo o governador Simão Jatene (que os Barbalhos continuam a tratar por preguiçoso, o Rolando Lero), e o furioso grupo Liberal, dos Maioranas vão lhe cobrar. Talvez usando o velho bordão: se só tem tu, vai tu mesmo.

Discussão

3 comentários sobre “Rumo a 2018

  1. A compra de apoio já começou. Tudo começa pelos peixes grandes, daqui a pouco chega nos peixes miúdos e a bandalheira se alastrará sem sim. E assim caminha a nossa política tupiniquim.

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    Publicado por Jose Silva | 20 de março de 2017, 17:21
  2. A senha foi dada com a descarada e antecipada compra de votos.

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    Publicado por Luiz Mário | 20 de março de 2017, 17:30

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